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17/2/2018 18:06

Cruzeiro acena com oferta de três anos a Arrascaeta; negociação de dívida terá peso

Ideia do clube mineiro é ampliar vínculo para aumentar valor da multa rescisória, visando uma possível venda do meia uruguaio para o futebol europeu

Cruzeiro acena com oferta de três anos a Arrascaeta; negociação de dívida terá peso
Foto : Bruno Haddad

Na primeira reunião que teve com os representantes de Arrascaeta e do Defensor, do Uruguai, o Cruzeiro acenou com uma proposta de três temporadas para renovar com o meia. O clube mineiro ainda vai valorizar o salário e aumentar "substancialmente" a multa rescisória do jogador - muito valorizado no futebol internacional - caso ocorra o acordo. Entretanto, a negociação da dívida com o clube uruguaio terá peso na conversa.

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É que o Defensor juntamente com investidores ainda detêm metade dos direitos do jogador. O Cruzeiro tém 25%, e um parceiro da Raposa outros 25%. O clube uruguaio não recebe as parcelas referente à venda de 2015 desde abril de 2016 e, por isso, entrou com um processo que corre na Fifa.

Empresários estiveram na Toca II na última sexta. Na primeira reunião, a diretoria cruzeirense foi avisada que haverá um acordo para renovação mediante uma solução para a dívida. Algumas possibilidades foram levantadas durante a conversa, mas nenhuma foi aceita pelos estrangeiros.

As negociações vão continuar em uma nova reunião na próxima semana em Belo Horizonte. A expectativa de ambas as partes, ouvidas pelo GloboEsporte.com, é que haja um consenso e um encaminhamento da renovação de Arrascaeta, cujo contrato vai até o fim de 2019, e também de um novo acordo para pagamento da dívida.

Pelo Cruzeiro, Arrascaeta já participou de 146 partidas e marcou 36 gols. É o estrangeiro com mais jogos na história do clube e, também, o terceiro maior artilheiro não-brasileiro da Raposa, empatado com o argentino Montillo.


Em fevereiro de 2016, o Defensor acionou o Cruzeiro na Fifa devido ao não pagamento de parcelas referente à compra de Arrascaeta - realizada em janeiro de 2015. Na época, falou-se em uma quantia de R$ 12 milhões (4 milhões de euros, na cotação da época) por 50% dos direitos do jogador. Metade do valor foi financiado por um parceiro, e o clube mineiro parcelou o restante em 30 vezes de R$ 212.800,00, que no total chegariam a R$ 6,384 milhões. Entretanto, a situação deixou de ser quitada em abril de 2016. Na Fifa, o Defensor cobra 1,15 milhão de euros, valor que equivale hoje a R$ 4,6 milhões.

A ideia do Cruzeiro é negociar este débito e, consequentemente, ter o processo retirado da Fifa. O clube celeste acumula quase R$ 50 milhões em dívidas, referentes à compra de jogadores vindos de fora do país nos últimos anos. Nas últimas semanas, foi condenado a pagar quase R$ 2 milhões ao Independiente, da Argentina, pela compra do meia Pisano.

1101 visitas - Fonte: Globo esporte




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