Gustavo Aleixo/Cruzeiro
Disputar uma Copa São Paulo une o passado e o presente de Célio Lúcio. Campeão de tudo com a camisa do Maior de Minas, o, hoje, auxiliar técnico do sub-20 olha para frente e vislumbra o título da Copinha, na mesma medida em que olha para trás e enxerga a mesma competição como o começo de uma carreira vitoriosa.
O tempo passou, mas aquela Copinha de 1990 recebe contornos precisos na memória do ex-zagueiro. Naquela edição, o Cruzeiro retornava após três anos sem disputar a competição (em 1987, a Copa São Paulo não aconteceu), exibindo um time cheio de jogadores talentosos.
“Tinha o Harley, goleiro, que depois fez história no Goiás, o lateral-direito Zelão, que foi campeão da Supercopa pelo Cruzeiro. Eu tinha como companheiro de zaga o Vanderci, que jogou no Cruzeiro, Fluminense e São Paulo. No meio, tínhamos o Ramon Menezes, que jogou em várias equipes e na Seleção, além do Aélcio, que jogou no Cruzeiro e Flamengo. No ataque, estava o Luiz Gustavo, que atuou pelo Inter. Vários dos atletas daquela equipe vingaram no futebol”, conta Célio.
“Era um sonho a gente ir para São Paulo. Era a mesma coisa que ir para o Mundial com o profissional. A gente só ficava em Minas. Na época, os jogos já eram televisionados. Era um sonho disputar a Copinha e aparecer na TV”, ressalta.
Apesar da qualidade do elenco, o time cruzeirense não teve o melhor dos começos, quando perdeu os dois primeiros jogos. Também pudera, o grupo celeste, sediado em Campinas-SP, era dificílimo, reunindo equipes como Ponte Preta, Guarani-SP e Coritiba.
“O campeonato foi tão difícil que perdemos as duas primeiras partidas, contra Ponte e Guarani. Lembro da Ponte do zagueiro Pedro Luiz, que tinha uma idade maior que a nossa. Até assustamos quando enfrentamos a Ponte. Um time muito forte”, lembra.
Se não bastasse a qualidade dos rivais, Célio Lúcio relembra que o elenco cinco estrelas também não tinha vida fácil fora de campo. Diferentemente da condição exemplar hoje recebida pelos atletas do Clube em viagens, o time de 90 sofreu, e muito, com a falta de estrutura durante a Copinha.
“A estrutura da Copinha na época era muito ruim. Ficamos em alojamentos do exército. Nesta Copa SP, chegamos a ficar no Pacaembu, embaixo da arquibancada. Dormíamos em beliches, com cama ruim, colchão ruim, espaço pequeno. O calor era tremendo. Rachando. Passamos por todas estas dificuldades”, recorda.
“O almoço era bandejão. A gente comia demais, porque o lanche era fraco e era um só, se não me engano. Então, principalmente no jantar, a gente comia muito. Colocávamos tudo que tinha no bandejão”, acrescenta.
Apesar disso, a equipe cruzeirense reagiu na competição, vencendo os três jogos seguintes contra Mogi Mirim, Coritiba e São Domingos-RO. Destas três partidas, o ex-zagueiro se lembra dos dois primeiros duelos, quando a pressão de ganhar era enorme.
“Realmente ficamos tensos. O nosso time era bem mais novo que as outras equipes, mas mostramos personalidade e conseguimos os resultados que nos interessavam. Lembro mais do jogo contra o Coritiba, que era muito forte. Tinha o Hélcio, volante. O Coritiba até se sentiu superior naquele jogo, porque era um time mais maduro. Mas, com a nossa juventude e determinação, conseguimos vencer”, ressalta.
Naquele ano, o Maior de Minas chegou às oitavas de final, quando acabou eliminado pelo Corinthians. Ainda sim, Célio Lúcio não tem dúvidas da importância daquela competição para sua carreira.
“A Copinha somou muito nesta questão de ter jogado contra jogadores mais velhos e diante de equipes importantes do futebol brasileiro. Isto te dá uma sustentação, mostrando o que é necessário melhorar para chegar ao profissional”, destaca.
“Fora isso, teve a questão de termos enfrentado o Corinthians nas oitavas de final com o Pacaembu lotado. Foi a primeira sensação que tive de pressão de torcida. Eu, inclusive, bati o último pênalti e acertei. Até brinco que nunca errei pênalti, porque aquele foi o único da carreira (risos). Foi uma situação que me fez crescer muito”, completa.
E, de fato, Célio Lúcio cresceu e chegou aos profissionais no ano seguinte. O resto é história.
Jogos do Cruzeiro Copa São Paulo de 1990
Grupo E
05/01 – Cruzeiro 1 x 2 Ponte Preta
07/01 – Cruzeiro 0 x 1 Guarani-SP
09/01 – Cruzeiro 2 x 0 Mogi Mirim
11/01 – Cruzeiro 4 x 1 Coritiba
13/01 – Cruzeiro 3 x 0 São Domingos-RO
Segunda fase
16/01 – Cruzeiro 3 x 1 Nacional-SP
Oitavas de final
18/01 – Cruzeiro 1 (1) x (4) 1 Corinthians
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foi uma das melhores dupla de zaga que o cruzeiro já teve,foi Célio Lúcio e Gelson bares,
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