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30/12/2017 21:26

Fábio Júnior, o primeiro artilheiro máximo da Copinha pelo Cruzeiro

Fábio Júnior, o primeiro artilheiro máximo da Copinha pelo Cruzeiro
O ano de 1998 foi inesquecível para o atacante Fábio Júnior. Campeão mineiro, com direito a três gols na decisão contra o Atlético-MG, artilheiro do Cruzeiro na Mercosul e no Campeonato Brasileiro, com seis e 18 gols... Mas o que poucas pessoas sabem que o centroavante teve na Copa São Paulo daquele ano o seu primeiro momento de brilho com a camisa celeste.

Contratado junto ao Democrata-GV por irrisórios R$ 300 mil, após o Campeonato Mineiro de 1997, Fábio Júnior viria se tornar o primeiro artilheiro máximo da Raposa numa Copa São Paulo, quando anotou nove gols, em 1998. Para o centroavante, aquele torneio foi o pontapé inicial para uma temporada incrível, que o levaria para a Roma-ITA por respeitosos US$ 15 milhões no começo do ano seguinte.

“A Copa São Paulo é uma competição dificílima, com atletas de qualidade. Para mim, foi um aprendizado enorme, uma experiência gigantesca que fez com que eu tivesse suporte, em 98, para integrar o profissional e me destacar como acabou acontecendo”, destaca o atacante.

Ao puxar na memória todo o roteiro da Copinha de 1998, Fábio Júnior não se deixa esquecer do começo daquela jornada, iniciada numa longa viagem de ônibus rumo à competição.

“Ficamos juntos o tempo todo. Era uma família mesmo, mas o gostoso mesmo era viagem, quando a gente ficava conversando, cada um fazendo seu joguinho. Na época, saíamos da Toca e íamos de ônibus até São Paulo. Era uma luta grande”, conta.

"Naquela época, era lanche na estrada. O ônibus parava, e a gente tomava um refrigerante, um suquinho. A gente tinha que descer um pouquinho pra circular o sangue (risos), mas era gostoso demais. Quando a gente para pra lembrar, a gente lembra como era diferente. É mais um motivo para a garotada usufruir do que eles têm hoje para crescer”, acrescenta

Com 19 anos e disputando sua segunda Copa São Paulo (havia atuado pelo Corinthians em 1996), Fábio Júnior tinha consciência de que a equipe celeste tinha condições de chegar ao título. Além do camisa 9, o time cruzeirense contava com nomes como Marcos Paulo e Geovanni, que fizeram sucesso no elenco profissional da Raposa

“Naquele ano, a nossa perspectiva era de ganhar a Copinha. Tínhamos time para brigar realmente. A maior parte daquele time subiu para o profissional. Foi na Copa São Paulo que começamos a ser melhor observados e ter a condição de integrar o futebol profissional. Nós estávamos muito concentramos para aquela Copinha, porque sabíamos que ela poderia mudar a história de vida de cada um de nós’, rememora.

Focados, os jogadores cruzeirenses garantiram uma classificação sem sustos na primeira fase, avançando nas duas etapas seguintes do mata-mata, sendo na que na última delas, o time celeste desbancou o Fluminense. Na semifinal, porém, o Cruzeiro perdeu para o Inter num verdadeiro jogaço, que terminou 5 a 4 para os gaúchos.

Apesar do placar elástico daquela partida, o duelo que mais traz recordações para Fábio Júnior foi a goleada por 4 a 0 sobre o Flamengo, numa disputa de terceiro lugar que foi tratada com inteira seriedade pelos jogadores estrelados.

“O jogo mais marcante foi contra o Flamengo. Se não me engano, fiz dois ou três gols. Foi o jogo do terceiro lugar e que ficou na memória por conta dessa briga individual pela artilharia com o Manoel, do Internacional. Lógico que a gente sempre visa o grupo, mas, como vinha numa sequência muito boa em 97, estava fazendo muitos gols”, relembra.

“Hoje, as pessoas estão mais preocupadas em ganhar a competição do que formar atletas. Antigamente, era um pouco diferente. Atualmente, a cultura do futebol brasileiro não valoriza o segundo e terceiro lugar, como na Europa. Claro que ganhar é sempre fantástico”, pondera.

Artilheiro máximo daquela edição, ao lado de Manoel, do Internacional, Fábio Júnior viria a ter seu feito igualado apenas 11 anos depois, quando o meia cruzeirense, Bernardo, terminou a Copinha de 2009 como goleador, também com nove gols.

“Saber que fui o primeiro artilheiro é fantástico. Uma sensação maravilhosa. Existem coisas na carreira que acabam passando despercebidas e, quando você tem essas recordações, passa um filme na cabeça de tudo que foi construído. Fico feliz com a lembrança”, encerra Fábio Júnior, dono de 81 gols em 190 jogos nas três passagens que acumulou pelo Cruzeiro.



Confira os jogos da Raposa na Copa São Paulo de 1998

Primeira fase

03/01/1998 – Cruzeiro 1 x 0 Palestra-SP
08/01/1998 – Cruzeiro 2 x 2 Joinville
10/01/1998 – Cruzeiro 3 x 2 Santos
15/01/1998 – Cruzeiro 3 x 2 Rio de Janeiro
18/01/1998 – Cruzeiro 2 x 1 Fluminense
21/01/1998 – Cruzeiro 4 x 5 Internacional
24/01/1998 – Cruzeiro 4 x 0 Flamengo

Elenco: Glaysson, Ricardo, Luciano, Sandro, Rodrigo Centico, Márcio, Renato Cella, Alonso, Marcos Paulo, Leandro, Geovanni, Marlon, Glayssinho, Reginaldo, Léo, Dênio, Joãozinho, Fábio Júnior e Feijão.
Técnico: Alexandre Barroso

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