Ramon Lisboa/EM D.A Press
É consenso que o futebol não é mais o mesmo de outrora. Alguns falam sobre a evolução do esporte, que passou por mudanças na regra e na sua própria filosofia. Por isso, é chamado por muitos de “futebol moderno”. Mas uma das mudanças que considero fundamental diz respeito à torcida. É necessário (e urgente) que melhoremos nossa capacidade de análise do jogo. E quando eu coloco o verbo “melhorar” na primeira pessoa do plural é porque eu estou me incluindo nessa.
Vejam bem como a situação é delicada. Depois de perdermos o clássico, houve uma mudança radical da análise que vinha sendo feita há poucos dias. O Alisson, que perdeu um gol feito, passou a ser execrado por muitos adeptos. Ele, que era elemento chave na Copa do Brasil e no próprio esquema tático do técnico Mano Menezes, agora volta a ser comparado com o Elber. Ora, dizer que Alisson e Elber são iguais é de uma falta de capacidade de análise gigantesca. Ele marca, ataca, contribui com assistências e de vez em quando até balança as redes. O outro nem isso.
Muitas das injustiças nas análises são oriundas das expectativas que o próprio torcedor cria. Expectativas costumam gerar frustrações. E essas frustrações geram cobranças desmedidas. Se ele é o jogador que você gostaria de ver no Cruzeiro, se ele não deveria ser titular, se ele não te agrada, aí é outra história.
Quer mais um exemplo sobre expectativas frustradas? Vamos falar sobre treinadores. Comecemos pelo Marcelo Oliveira, inicialmente amplamente rejeitado no Cruzeiro. Depois, ganhou dois títulos nacionais, com a Raposa praticando o futebol mais vistoso do país. E mesmo assim era massacrado porque não ganhava clássico. Por outro lado, vez ou outra aparece alguém pedindo a volta de Adílson Batista, que fazia o time jogar para a frente, mas só ganhava Mineiro e clássicos. Isso faz parecer que o torcedor prefere ganhar do rival a conquistar títulos. É lógico que não, mas que parece, parece. Já o Mano é a mesma coisa do Marcelo. Dificuldade em vencer o rival, mas já trouxe um caneco para a Toca da Raposa.
Criticaram o Mano pelas alterações no clássico. Ele mudou as peças do ataque e deixou o time mais ofensivo, embora seja sempre chamado de retranqueiro. No entanto, à sua disposição no banco de reservas tinha Elber, Rafael Marques e Sobis. Que culpa tem o Mano? Pouca, mas não toda. O Cruzeiro carece de melhores opções, mas a diretoria bem que tentou que desse certo. Contratou muita gente, mas alguns não renderam o esperado. Acontece. E se o nosso treinador tivesse mexido em outras peças que não fossem as do ataque, seria chamado de retranqueiro do mesmo jeito, ainda que vencesse o jogo.
É por essas e outras que nós precisamos melhorar nossa capacidade de analisar futebol. Por ora, é preciso ter calma. Perder o clássico sempre vai doer, mas nem sempre significa terra arrasada.
eu gosto.mais.do trenador auxiliar.que o.mano
E ROMERO TINHA KI SER TITULAR NO LUGAR DE EZEQUIEL, POIS ELE JA ERA DESDE ENTAO CONTRA GREMIO NA COPA DO BRASIL ELE É GUERREIRO E CASCUDO PARECE KI MANO NÃO GOSTA DE ARGENTINOS
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p mim a mexida errada do mano
foi ter sacado Rafinha do jogo
deveria ter tirado Henrique q tava
andando em campo