Fotos: Cruzeiro/Divulgação
Da Toca I
Gustavo Aleixo
Um jogador em trabalho de formação pode afirmar ser um conhecedor de todos pontos do gramados. Mas o que dizer dos desafios que transcendem as quatros linhas? Diante deste cenário, que apresenta exigências ainda mais complexas, os atletas têm um forte aliado, o assistente social, responsável por acompanhar estes jovens talentos com um olhar voltado para o indivíduo e sua relação com toda a rede de apoio – família, escola, Clube, grupos e comunidade.
Ciente da importância deste profissional na formação integral dos jogadores para além do esporte, o Cruzeiro, em parceria com a ACESSOSS Intervenções Sociais e Sistêmicas para o esporte, recebeu nessa quarta-feira, na Toca I, assistentes sociais e psicólogos de 11 clubes do futebol brasileiro.
Em um primeiro momento, os convidados acompanharam palestras ministradas por Eduardo Freeland, diretor da base cruzeirense, Heloísa Verçosa, assistente social do Clube, e Thaís Toledo, idealizadora da ACESSOSS. Logo em seguida, os presentes ainda participaram de enriquecedoras oficinas, que reforçaram o contexto do encontro, voltado para debate sobre o atual estágio da profissão e também para a busca de soluções coletivas acerca do trabalho realizado por estes profissionais.
“Em qualquer tipo de sociedade, é necessária a política, ou seja, o diálogo com intenção de organização. Esta ação de construção coletiva é necessária para elevarmos as possibilidades de iniciativas voltadas para o bem estar e defesa dos direitos dos atletas. A consciência só alcança o nível de evolução se conseguirmos nos reconhecer como algo coletivo”, destacou Thaís Toledo, que trabalha há 12 anos com futebol.
“Este tipo de evento é fundamental e tem grande importância exatamente porque estamos construindo, refletindo e potencializando a construção de um saber coletivo. Esta foi a ideia do evento, de dialogar e articular como serão os próximos passos para a profissão ou para nós, como indivíduos neste meio social”, acrescentou.
Membro da CBF, Diogo Netto esteve presente no evento
Além da figura dos assistentes sociais, o evento contou com a presença do CDMCA (Conselho Municipal da Criança e do Adolescente) e de um convidado ilustre. Gerente de desenvolvimento técnico, responsabilidade social e sustentabilidade da CBF, Diogo Netto salientou a relevância do evento e aproveitou para rasgar elogios à atuação do Clube celeste na área de serviço social.
“É um evento de extrema importância. A CBF está muito ligada a esta área do serviço social para o público interno, em relação aos atletas, famílias, e também em relação ao público externo, que tem a ver com a responsabilidade social. Então estamos planejando várias ações em conjunto com os clubes e estou aqui para ver de que maneira a CBF pode apoiar este trabalho que é muito importante”, afirmou.
“O Cruzeiro é uma referência nesta área. Um Clube da Série A, que tem estrutura, que tem investimento, que apoia e valoriza os atletas na formação. Temos que parabenizar a formação do Cruzeiro que não pensa apenas no atleta, mas também na pessoa e família do jogador”, completou.
Reverberando o discurso de Diogo Netto, Heloísa Verçosa, assistente social da base cruzeirense, também externou sua satisfação com a receptividade do Clube em abraçar a importância do serviço social. No que diz respeito ao evento, Heloísa entende que iniciativas como estas só tendem a aprimorar a formação dos atletas de base.
“Temos que frisar a importância que a direção do Clube dá à abrangência da área de serviço social na formação total do atleta. O social está em tudo. Até por isso, a pauta desta reunião é muito importante e acho que ela deve continuar. Acredito que assim, através das discussões e do trabalho interdisciplinar, vamos chegar ao topo da formação dos atletas’, ressaltou.
“Receber este evento, foi importante para notarmos que outros clubes também possuem a figura do assistente social. Assim, estabelecemos uma união que apresenta aos demais gestores aquilo que é necessário, dentro do cumprimento da legislação, para o trabalho de serviço social, trazendo o bem estar total para os atletas. Desta maneira, os jogadores poderão desenvolver todas as suas capacidades, como atleta e sujeito de direitos”, concluiu.