Enquanto o Atlético-MG parte para a construção de seu próprio estádio, o Cruzeiro vai permanecer no Mineirão, de acordo com o presidente da Raposa, Gilvan de Pinho Tavares. Em entrevista ao "Seleção SporTV", o dirigente celeste afirmou estar satisfeito com a sua relação com a Minas Arena, que administra o estádio. No entanto, o mandatário afirmou que, se o consórcio desistir, o clube já tem planos para a administração da arena.
- No futuro, se houver necessidade, se o consórcio não quiser mais operando o estádio e resolver devolvê-lo para o estado de Minas Gerais, a gente já tem um projeto em andamento com uma empresa, que vai assinar contrato com o Cruzeiro, para explorar essa outra parte que a gente não tem vocação. Clube de futebol não tem vocação para explorar shows e outros eventos que trazem lucro. É um local maravilhoso o estádio. Fica aqui na Pampulha, é o maior ponto turístico. O Mineirão pode ser um dos maiores pontos turísticos da capital. É um estádio que muita gente vem para conhecer, ainda mais depois da reforma. Ficou muito bonito, tem uma esplanada linda lá fora - disse o dirigente.
Gilvan de Pinho Tavares garantiu que a relação com a Minas Arena é "muito boa". O contrato entre a Raposa e o consórcio vai até 2033. A concessão do Mineirão à empresa termina somente em 2037. O presidente celeste acredita que, após a inauguração da nova casa do Atlético, o Cruzeiro será ainda mais importante para o consórcio.
- Nós temos uma relação com a Minas Arena muito boa. O contrato nosso foi longamente estudado e satisfaz plenamente ao Cruzeiro. A Minas Arena esteve durante longo tempo tentando conquistar também a diretoria do Atlético para assinar, para trazer mais público, mais receita para o consórcio. Mas a diretoria do Atlético decidiu construir seu estádio, já teve uma aprovação do Conselho Deliberativo deles. Disseram que é uma obra para três anos, em 2020 vão inaugurar, o que afasta mais o Atlético do Mineirão. Aqui, em Minas Gerais, fica só o Cruzeiro em condição. A Minas Arena vai depender ainda mais do Cruzeiro, para realizar seus jogos no Mineirão. Eu não sei da intimidade dos negócios da Minas Arena porque a gente não participa disso.
O presidente do Cruzeiro também explicou alguns detalhes de como funciona atualmente a parceria do clube com o consórcio.
- Nós temos um contrato em que a gente paga para utilizar o estádio só a taxa de operação: 70% corre por conta do Cruzeiro, 30% por conta do consórcio. Temos 54.500 ingressos, que o Cruzeiro fabrica e vende. Agora nós estedemos essa participação do Cruzeiro, fazendo um outro convênio com o consórcio, com aquelas cadeiras que ficavam vazias, em frente às câmeras de transmissão da televisão. Dava uma imagem feia para o espetáculo. Às vezes, o estádio estava cheio, mas aquele local parecia que o estádio estava vazio. Nós negociamos e nós que vendemos esses ingressos hoje. Metade da receita líquida vai para a Minas Arena, metade vai para o Cruzeiro.
Gilvan de Pinho Tavares afirmou que também os torcedores do Cruzeiro não querem deixar o Mineirão.
- O projeto antigo foi de administrações anteriores. O novo Mineirão veio depois desse projeto antigo, e a torcida do Cruzeiro tomou amores pelo Mineirão de tal forma que eles não chamam mais o Mineirão de casa do Cruzeiro. Eles apelidaram o Mineirão de Toca 3. Temos a Toca 1 e a Toca 2, tudo aqui na Pampulha, e o Mineirão é a Toca 3. E não querem sair daqui de forma nenhuma.
No Mineirão, o Cruzeiro recebe o Flamengo nesta quarta-feira, pela final da Copa do Brasil. Após 1 a 1 no jogo de ida, no Maracanã, quem vencer será o campeão. Novo empate leva a decisão para os pênaltis. O SporTV transmite ao vivo a partir das 21h45, com pré-jogo desde as 19h. O narrador Milton Leite transmite a partida, ao lado dos comentaristas Maurício Noriega e Muricy Ramalho.
Gosto muito de Minas Gerais sou amazonense por que nasci no Amazonas, mas sou mineiro de coração. Viva o Cruzeiro. Viva os Cruzeirenses de Minas Gerais. O Cruzeiro é mão CHEIA. 5 VEZES CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL. MINAS VAI AMANHECER TUDO AZUUUUUUUL
vamos la azulaó do meu coraçaó bora la cruzeiráo