O técnico Mano Menezes é muito bem visto e querido pelos jogadores, que o consideram uma cara correto nas escalações. Ou seja: joga quem está em melhor fase. No grupo do Cruzeiro, todos os atletas de linha já ganharam oportunidade de atuar nesta temporada. Tiveram aqueles que agarraram a vaga e não sairam mais, como os casos do zagueiro Murilo, do volante/lateral-direito Lucas Romero, do meio-campista Hudson, e agora, mais recentemente, do atacante Raniel.
Hudson chegou ao Cruzeiro no início do ano e, aos poucos, foi conquistando espaço. A primeira vez em que foi titular foi na vitória sobre o Tricordiano, por 2 a 1, pelo Mineiro. Já são 32 jogos pelo clube, sendo 26 como titular. Marcou três gols, dois deles muito importantes para o time: contra o São Paulo, pela quarta fase da Copa do Brasil, no Morumbi, e na semifinal do mesmo torneio, diante do Grêmio, no Mineirão. Esse último levou a disputa pela vaga à final para os pênaltis.
Comendo pelas beiradas, ao melhor estilo mineirinho, apesar de ser argentino, Lucas Romero conquistou uma vaga no time titular do Cruzeiro. No início do ano, especulações giraram em torno do jogador sobre uma possível saída. Mas “pasito a pasito, suave suavecito”, como diz a letra da música Despacito, de Luis Fonsi, o volante conquistou os torcedores e também o treinador. Lateral-direito, primeiro e segundo volante. Em todas essas posições, Romero tentou ajudar o Cruzeiro e fez o que o professor Mano pediu.
No duelo com o Grêmio (derrota por 1 a 0), em Porto Alegre, pela partida de ida da semifinal da Copa do Brasil, Lucas Romero sofreu uma entorse no tornozelo direito. Desde então, não conseguiu atuar. Até foi relacionado para os jogos contra o time gaúcho (volta da semifinal) e Flamengo (primeiro confronto da final), mas permaneceu no banco de reservas. Segue em tratamento de olho da decisão do torneio mata-mata, no dia 27.
Até aqui, são 28 jogos - 25 como titular e três entrando no decorrer do segundo tempo.
A vida de Murilo mudou num turno do Campeonato Brasileiro. Em apenas três meses, ele passou de 5ª opção para a zaga do Cruzeiro a titular absoluto. A reviravolta na carreira do jovem zagueiro, de 20 anos, começou diante do Bahia, em junho. À época, ele ainda não tinha atuado com os jogadores considerados titulares (havia feito apenas um jogo como profissional, com os reservas, diante do Joinville, pela Primeira Liga). Começou no banco de reservas, foi acionado no segundo tempo, após Henrique, improvisado no setor, ser expulso. Murilo deu conta do recado e não saiu mais da equipe. Ele já disputou 21 partidas pelos profissionais do Cruzeiros. Dessas, foi titular em 18 e entrou no decorrer dos jogos em três.
Após a saída de Ábila e com o momento técnico ruim que vive Rafael Sobis, então titular, Raniel ganhou espaço e pode até estar entre os 11 iniciais na decisão da Copa do Brasil. O estilo aguerrido e a qualidade nos chutes de longa e média distância têm chamado a atenção do torcedor, que já trata o atacante como xodó. Ele marcou quatro gols em 20 jogos - apenas quatro como titular.
No momento, o meia Rafinha é quem vem recebendo oportunidades. Contra a Chapecoense, no domingo passado, fez gol e ajudou o Cruzeiro a sair com os três pontos de Chapecó. Ele ressaltou o estilo de Mano e elogiou a postura de escalar quem está vivendo um momento melhor, independentemente de qual jogador seja.
- O Mano é um cara que já passou por muitas situações no futebol. Nesse último jogo, ele surpreendeu muita gente ao deixar o Sassá no banco. Ele vinha numa sequência, fazendo gols. Ele deu a oportunidade para o Raniel, que acabou dando um passe e fazendo o outro gol. Mano procura rodar bastante o time, colocar sempre os jogadores que estão melhor. Independentemente do nome, da idade.
Escalação repetida?
Anteriormente, por estar dividindo as atenções com três competições (Campeonato Brasileiro, Primeira Liga e Copa do Brasil), Mano não conseguia repetir escalações de uma partida para a outra. A última vez que isso aconteceu foi em junho, quando o time titular foi o mesmo na vitória, por 2 a 0, sobre o Coritiba e na derrota para o Atlético-MG, por 3 a 1,ambos pelo Brasileiro, e no empate com o Palmeiras, por 3 a 3, nas quartas de final da Copa do Brasil. Nas ocasiões, o Cruzeiro teve em campo: Fábio; Ezequiel, Léo, Kunty Caicedo e Diogo Barbosa; Lucas Romero, Ariel Cabral e Robinho; Thiago Neves, Alisson e Rafael Sobis.
Em 2017, o jogador que mais atuou foi o zagueiro Leo, com 50 partidas. Na sequência vem o lateral-esquerdo Diogo Barbosa (48), o atacante Alisson (47), o meia Thiago Neves (43) e o atacante Rafael Sobis (42), que está suspenso e não pode jogar a final da Copa do Brasil.
2889 visitas - Fonte: Globo Esporte
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