O médico do Cruzeiro Sérgio Freire Júnior explicou os motivos da rápida recuperação do meia uruguaio De Arrascaeta, que voltou aos planos do técnico Mano Menezes muito antes do período estipulado, e foi decisivo no primeiro jogo da final da Copa do Brasil, na noite da última quarta-feira, no Maracanã.
O camisa 10 cinco estrelas entrou em campo aos 34 minutos do segundo tempo, em substituição a Thiago Neves, e foi o autor do gol de empate em 1 a 1 com o Flamengo, que deixou o Maior de Minas a uma vitória do pentacampeonato. A partida de volta será disputada no dia 27 de setembro, no Mineirão. Caso haja novo empate, o título será definido em cobranças alternadas de pênaltis.
De Arrascaeta sofreu uma grave torção no joelho direito, após entrada do colombiano Copete, durante a vitória da Raposa sobre o Santos, por 1 a 0, na Vila Belmiro, dia 28 de maio, pelo Campeonato Brasileiro, que o afastou dos gramados por cerca de dois meses.
Depois de seu retorno, no empate em 1 a 1 com o Palmeiras, dia 26 de julho, que classificou o Cruzeiro para a semifinal da Copa do Brasil, o atleta se queixou de dor na perna esquerda e teve constatada uma reação por estresse na tíbia.
Em seguida, o jogador iniciou um trabalho intensivo para se recuperar o mais rápido possível. O período médio de recuperação para esse tipo de contusão é de até dez semanas, mas o uruguaio, amparado pelos profissionais dos departamentos médico, de fisioterapia, de fisiologia e de preparação física do Cruzeiro, e com muita persistência, voltou aos gramados em apenas quatro semanas.
Segundo Sérgio Freire Júnior, o rápido diagnóstico da reação por estresse na perna esquerda, que foi sobrecarregada em função de ele estar voltando de uma lesão na outra perna, foi fundamental para a recuperação acelerada do jogador, aliado à determinação dele e ao trabalho dos profissionais do Cruzeiro.
“Quando o atleta se queixou de dor na perna esquerda, a gente investigou e identificamos a reação por estresse. O diagnóstico foi feito de uma forma muito precoce, indicamos um tratamento fisioterápico e medicamentoso, retiramos o atleta das atividades físicas e por conta disso ele pode ter uma resposta rápida e eficaz, abaixo do prazo previsto”, disse.
“Normalmente, estes casos acabam passando, o atleta não valoriza a dor e acaba identificando dois, três meses mais tarde, quando o processo já está em uma fase mais avançada. É importante frisar essa questão do diagnóstico feito muito rápido e o tratamento muito eficaz. Isso tudo associado à dedicação do jogador, aos cuidados de tratamento e mais o retorno dele junto à comissão técnica, fisiologia e fisioterapia, foram essenciais para termos tido esse êxito”, completou o médico cinco estrelas.
Sérgio Freire Júnior comentou ainda sobre as situações do lateral-direito Ezequiel e dos atacantes Alisson e Judivan. Ezequiel se recupera de uma pubalgia, Judivan está em fase final de recuperação de uma grave lesão no joelho esquerdo e Alisson, por causa de um trabalho de prevenção, tem tido a sua melhor temporada, com 46 partidas jogadas em 2017 até agora, o maior número de jogos disputados por ele em um ano.
“Importante salientar a boa evolução do Ezequiel, de um quadro de uma dor no púbis por causa de uma hérnia inguinal, a gente tem conseguido controlar, junto das abordagens da fisioterapia e os cuidados preparação física e comissão técnica. Então, ele vem sendo aproveitado em boa parte das partidas. Além disso, a gente pode citar a situação atual do Alisson, que vem em condições muito boas, associando a parte de treinamento e de tratamento, com seus cuidados, e tendo um amplo aproveitamento durante toda a temporada”, disse ele, salientando que o atacante Judivan está praticamente recuperado e prestes a poder ser aproveitado novamente.
“O Judivan já vem realizando trabalhos integrais com o grupo, parte de atividades à parte, de fortalecimento e de condicionamento, e parte de atividades com o grupo, de treinamento. Consideramos em breve, que ele terá condições de já ser totalmente liberado.”