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7/9/2017 13:24

Acadêmicos do Cruzeiro: e se o time fosse uma escola de samba?

Qual seria o samba-enredo? Quem seria o mestre de bateria? Aproveitando o clima do Rio de Janeiro, GloboEsporte.com usa a criatividade para imaginar as funções de cada um no "samba" da Raposa

Acadêmicos do Cruzeiro: e se o time fosse uma escola de samba?
Olha o Cruzeiro aí, gente! Chora, cavaco!! (Foto: infografia)

"Explode coração na maior felicidade!". Para a maior parte do Brasil, a continuação da música é com a letra do Salgueiro, uma das escolas de samba mais tradicionais do Rio de Janeiro. Para a torcida do Cruzeiro, é diferente: "É lindo meu Cruzeiro! Contagiando e sacudindo essa cidade!". A versão mineira da música caiu nas graças do torcedor cruzeirense, que canta a plenos pulmões nos jogos do Mineirão. Nesta quinta-feira, alguns privilegiados terão a oportunidade de cantar alto em um lugar ainda mais apropriado: o Maracanã, no Rio de Janeiro, casa do samba e cidade "oficial" da música do Salgueiro.



Aproveitando o ensejo, o GloboEsporte.com se inspirou no clima da cidade maravilhosa para colocar a imaginação em dia: e se o time do Cruzeiro, finalista da Copa do Brasil, fosse uma escola de samba? Como seria?

Samba-enredo

O samba-enredo é a história contada através de música. A do Cruzeiro - contada com bola rolando na competição - tem muitos gols (22 feitos e oito sofridos, em 12 jogos até aqui), heróis improváveis (como Hudson, autor do gol decisivo na semifinal), momentos de glória (vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo fora de casa, por exemplo) e alguns de tensão (como a derrota para o Grêmio no Sul).

A história foi contada, até aqui, abrangendo boa parte do país. Teve capítulo em Volta Redonda, em Alagoas, em São Paulo, Chapecó, Porto Alegre e, claro, Belo Horizonte. O penúltimo é justamente no Rio. "O show tem que continuar", diz outro samba, composta por Arlindo Cruz. Falta pouco para o campeão ser definido.

Mas uma escola não é feita só de uma boa história, assim como um time de futebol. Precisa de gente, de suor, de sangue e de alma. Precisa de protagonistas, e o Cruzeiro tem. Vamos a eles!

Carnavalesco

Para comandar todo o time também precisa de talento. O carnavalesco é quem organiza o desfile, quem acerta todos os detalhes de cada momento na avenida, de cada personagem. O carnavalesco da bola é o treinador. No Cruzeiro, é Mano Menezes, que conhece muito bem seus comandados e está, desde o ano passado, na segunda passagem pelo clube. O título é, também, muito importante para ele, que não vence uma taça de expressão nacional desde 2009. Luiz Antônio Venker Menezes, conhecido na avenida da bola como Mano, quer mostrar que gaúcho também entende de samba.

(Foto: Infografia )

Mestre de bateria

O coração de uma escola de samba é a bateria. Surdo, agogô, pandeiro, chocalho e os outros instrumentos ditam o ritmo do desfile. Todos os instrumentos e componentes são coordenados e orientados pelo mestre de bateria, aquele responsável por organizar todo o som. É o "maestro do samba". No futebol, é o camisa 10. Ele precisa funcionar para que o ritmo encaixe, para que tudo corra bem. É Thiago Neves! Com boa parte da carreira construída no Rio de Janeiro (jogou na dupla Fla-Flu), ele está em casa, apesar de ser de Curitiba. Agora, no comando de uma escola diferente, mineira, mas que tem mostrado muito valor. É a hora certa para o camisa 10 - que joga com a 30 - mostrar que de samba ele entende. E de bola também!

Velha guarda

(Foto: Infografia )

Uma das alas mais importantes e respeitadas de qualquer escola de samba é a velha guarda. É composta por aqueles integrantes com muito tempo de casa, que viveram anos na agremiação e têm muita identificação com as cores que defendem. É a tradição em forma de povo, a representação máxima da entidade. No caso do futebol, apesar do mundo mercadológico contolar a carreira dos jogadores, há quem resista a isso e consiga se firmar na história do clube que defende, com passagens longas e gloriosas. No Cruzeiro, Fábio, Léo, Henrique e Alisson são alguns dos jogadores com muito tempo de casa. Já venceram, perderam, passaram muita coisa com a camisa azul estrelada. E têm mais uma chance de brilhar!

Comissão de frente

Como o próprio nome de diz, a comissão de frente é a primeira a se mostrar. É quem tem a obrigação de saudar o público, apresentar a entidade para os espectadores. No futebol, é o primeiro do time, o camisa 1, o começo de tudo: Fábio. Ídolo do Cruzeiro, experiente, jogador com mais partidas com a camisa do clube. Está acostumado a grandes exibições vestindo azul. Entrará em campo, nesta quinta, preparado para mais uma delas e disposto a garantir a nota máxima dos jurados. Se voltar do Rio sem ser vazado, garante uma boa vantagem para o Cruzeiro, que terá a possibilidade de jogar a finalíssima em casa, no Mineirão, no próximo dia 7.

(Foto: Infografia )

Intérprete

Antigamente era conhecido como "puxador". É o cantor, o cara que segura o samba do início ao fim da avenida. E se engana quem acha que é tarefa fácil. Tem que ter fôlego - e muito - para aguentar todo o desfile com a mesma intensidade, regularidade e afinação. É como os laterais, que precisam sustentar o mesmo ritmo do início ao fim do jogo para garantir o equilíbrio do time pelos lados do campo. Se cansar, prejudica na marcação. Se desafinar, erra o cruzamento. Regularidade é a palavra chave. No Cruzeiro, o lateral esquerdo é Diogo Barbosa, titular absoluto e dono da posição. O "intérprete" pela direita é Ezequiel. É esperar para ver se a cantoria dá certo.

Mestre-sala

A função do mestre-sala no desfile das escolas de samba é nobre. Apresenta a bandeira da escola para o público e para os jurados. O principal quesito que ele precisa se atentar é a elegância. A exibição precisa de categoria, precisa agradar aos jurados. No Cruzeiro, quem tem a elegência como característica é Robinho. O meia é um daqueles jogadores clássicos, que sabem tratar a bola. Aquele cara que dá gosto de ver jogar. Quando está inspirado, a atuação parece, de fato, um desfile. Tem a oportunidade, contra o Flamengo, de desfilar com muita classe o seu futebol no Maracanã. Se fizer isso, certamente será muito útil ao Cruzeiro.

Além das estrelas principais, outros nomes foram muito importantes na campanha do Cruzeiro até aqui na Copa do Brasil e precisam ser destacados. Fazem parte do show, do espetáculo, e podem colaborar muito no "desfile final". As menções honrosas vão para Hudson, Murilo e Rafael Sobis, importantíssimos na trajetória, mas todo o elenco tem seu mérito. Não se faz samba de qualidade com pouca gente, assim como não se conquista título com dois ou três.

(Foto: Infografia )

A disputa está na reta final. Cruzeiro e Flamengo estão lado a lado, como as escolas que disputam cada décimo em busca do tão sonhado título do carnaval carioca. Leva quem errar menos, quem fizer o desfile mais bonito. Na final da Copa do Brasil, leva quem jogar melhor. Que role a bola, que comece o samba! Não é no sambódromo, é bem verdade, mas é "logo ali", no Maracanã. E dia 7 é no Mineirão. Resta esperar para saber de quem será a "nota 10" no fim da disputa.

3789 visitas - Fonte: Globo Esporte




kkkkkkkkk

desse jeito não vai nem secura um en parto

esse mesmo e burro

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