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13/8/2017 15:59

Estava no lugar certo e não sabia... ? por Elivélton

Estava no lugar certo e não sabia... ? por Elivélton
O Site Oficial do Cruzeiro entrou em contato com o ídolo eterno Elivélton, autor do gol do título do bicampeonato da Copa Libertadores sobre o Sporting Cristal, conquista que completa 20 anos neste domingo.


Em uma carta emocionante e exclusiva, um dos heróis da inesquecível conquista fala da difícil trajetória daquele título, do seu amor pelo Cruzeiro, do carinho da torcida, e relembra o lance que fez explodir mais de 100 mil pessoas no Mineirão e milhões de apaixonados pelo maior time de Minas Gerais mundo afora, entrando para a eternidade.

Estava no lugar certo e não sabia... – por Elivélton

Aquela nossa equipe era bem copeira, trabalhadora. Não tínhamos grandes estrelas, mas pessoas bastante humildes. Éramos uma família forte, que estava disposta a entrar para a história do Cruzeiro. É a lembrança boa que guardo até hoje no meu coração. Um grupo de atletas que queriam vencer, que estavam prontos para pagar o preço que fosse para entrar para a história. Uma família muito unida e companheira.

Nossa grande virtude naquela época era que todos jogavam com raça e amor ao Clube. Vestíamos a camisa e a honrávamos. Foi nossa maior virtude, além de sermos muito profissionais. Era uma equipe humilde e que queria conquistar títulos. Isso fez a diferença.

Nosso jogo mais complicado foi ainda na primeira fase, contra o Grêmio. Havíamos perdido o primeiro jogo em Belo Horizonte. Já no segundo jogo, não podíamos nem empatar em Porto Alegre. Precisávamos ganhar lá. Foi o jogo divisor de águas para nós na competição. Ali vimos que poderíamos ir bem além. Ganhamos de 1 a 0 com gol do Palhinha, em um cruzamento meu. Foi uma vitória que muitos não acreditavam. Mas nós, jogadores, tínhamos consciência de que poderíamos ganhar.

No dia daquela final contra o Sporting Cristal, minha grande lembrança quando cheguei ao Mineirão, durante o jogo, e na hora que marquei o gol, é que verdadeiramente pudemos ver uma verdadeira explosão azul tomando conta do estádio. Isso ficou fortemente marcado na minha memória. Quando marquei o gol, o Mineirão balançava, do tanto que os nossos torcedores pulavam, vibravam, torciam. Uma lembrança gostosa, que me deixa arrepiado e emocionado por ter visto aquela festa no Mineirão em 13 de agosto de 1997, quando conquistamos a América.

Falar do gol hoje em dia é fácil, já se foram 20 anos... Muitas vezes revejo aquele gol. Estávamos em uma tensão daquelas, o torcedor também. Aos 30 minutos do segundo tempo, quando o Nonato cobrou o escanteio no segundo poste e o zagueiro cortou a bola todo errado, para o meio da área, eu estava em um lugar que eu não ficaria. Eu sempre ficava pelo lado esquerdo, mas naquela noite eu estava do lado direito. Não sei o que eu estava fazendo ali, mas estava no lugar certo e não sabia.

É muito emocionante, porque marquei um gol de perna direita em um dos torneios mais cobiçados, que todos os times desejam ter. Foi um máximo! Não tenho palavras para descrever tudo o que senti aquele dia. Quando chutei a bola, foi consciente. Não foi apenas para me livrar dela, foi para marcar o gol, mesmo sendo de perna direita. Sempre tive a consciência do que estava fazendo. É muito gratificante entrar para a história de um grande Clube, de grandes tradições e de grandes conquistas. Só posso agradecer a Deus por ter me colocado no Cruzeiro e naquele lugarzinho do campo naquela hora.

O Cruzeiro significou muito para mim. Eu tinha opções para jogar em outros clubes. Estava em outra grande equipe, que era o Palmeiras. Tive vários convites para jogar em outros grandes times. Escolhi o Cruzeiro pela tradição, pela torcida e também porque iria disputar aquela Libertadores. O Cruzeiro me trouxe de volta ao cenário do futebol mundial, não falo nem nacional. Depois que marquei aquele gol e fomos campeões, pude ser reconhecido mais uma vez mundialmente, porque o Cruzeiro abriu as portas para mim. O Clube significou muito para mim na época e continua até hoje, não só para mim, como também para minha família, pelo carinho que a torcida tem comigo e com todos os atletas que conquistaram aquele título tão sofrido. É o meu Clube em Minas Gerais e não troco por nada.

Só tenho a dizer muito obrigado para toda a torcida cruzeirense e ao Cruzeiro Esporte Clube, que proporcionou esse tamanho feito na minha carreira e na minha vida. Falo isso com todo orgulho e satisfação. Obrigado a toda Nação Azul que acreditou em mim e nos deu a força para vencermos aquela Libertadores. Se passaram 20 anos, mas é como se fosse hoje. Está vivo na memória e marcado em nossos corações. Só de relembrar estou todo arrepiado. Foi uma conquista suada, com raça, amor e muita determinação de todos nós.

Valeu, Cruzeiro. Somos campeões e ponto final!

876 visitas - Fonte: Site oficial




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