fotos: Bruno Haddad/Cruzeiro e Getty Images
Da Toca I
Gustavo Aleixo
“Qual a sua referência no esporte?”. A pergunta é de praxe e constantemente feita aos jovens jogadores que um dia pretendem chegar a alta performance. A base cruzeirense, porém, transformou está simples e corriqueira indagação num projeto que estimula o desenvolvimento de seus atletas na Toca da Raposa I.
Através do trabalho do departamento de análise de desempenho, as jovens promessas celestes têm em mãos os números de grandes craques do futebol mundial. A ideia é simples, porém poderosa. Cada atleta escolhe uma referência na sua posição e passa a ter como objetivo se aproximar ou até mesmo ultrapassar as estatísticas dos jogadores em questão, buscando, é claro, otimizar os próprios dados.
O volante do sub-20 celeste, Vander, por exemplo, escolheu o chileno Arturo Vidal como modelo a ser seguido. A escolha, porém, não quer dizer que a base celeste pretende fazer do jogador um espelho do jogador do Bayern de Munique, da Alemanha.
“O principal objetivo é o estímulo individualizado. Traçamos algumas características que são de uma determinada posição e que são essenciais para o desenvolvimento do atleta. A gente não quer comparar ele com outro atleta. No caso do Vander, não quer dizer que estamos o transformando num ‘novo Vidal’”, salientou, Matheus Ornelas, coordenador da base celeste
“Vidal é uma referência, então quais atributos dele são essenciais para posição e que o Vander tem uma tendência para seguir e se tornar uma referência mundial? Com estes números, damos estímulos para nossos atletas desenvolverem suas capacidades”, completou.
Estímulo foi exatamente o que Vander sentiu logo na primeira partida após tomar conhecimento dos números de Vidal. O duelo se tratou de um amistoso, porém o volante estava concentrado e motivado para buscar a melhor atuação possível no jogo, que terminou 2 a 1 para Raposa.
“Naquele jogo, a análise de desempenho me deu alguns números do Vidal e vi que podia chegar naqueles dados me dedicando bastante. Levei como uma partida muito importante, mesmo sem valer por um campeonato. Fiz um gol e ajudei minha equipe”, destacou.
“O Vidal tem muita qualidade técnica. É minha referência, porque não apenas marca, como também chega ao ataque e marca gols. Os números dele são top. É um estímulo. Para chegar lá, terei que trabalhar bastante, mas, se quero ser um jogador de alto nível, tenho que fazer por onde. Não quero ser igual ao Vidal, mas quero chegar aos números dele”, acrescentou.
Dados indicam queda, melhoria ou meta alcançada, quando os números da referência são igualados ou ultrapassados pelo atleta cruzeirense
Companheiro de Vander no time sub-20 do Cruzeiro, João Luiz é outro atleta envolvido no projeto. Atuando pelos lados do campo, o avante cruzeirense segue as estatísticas do argentino Paulo Dybala, da Juventus-ITA, um dos atacantes mais completos da atualidade.
“O Dybala é um atleta da minha posição, um jogador de alto nível e que está mais ou menos na minha faixa etária. É um cara que tem uma facilidade para arrancar, para mudar de direção. Além disso, dá muitos passes chave e participa do jogo com muitas assistências, estando presente sempre nos momentos importantes”, avaliou João Luiz.
Atento aos atributos do argentino, João Luiz define o projeto da análise de desempenho com uma oportunidade de aprimoramento. O atacnte , contudo, retifica que os números de Dybala são apenas um meio para que ele se estabeleça como um grande jogador.
“Olhar para os números do Dybala significa um aprimoramento. É um atleta que atinge grandes metas. Entro em campo para ajudar minha equipe e atingir ou até passar os números dele, porque sei que assim vou chegar ao alto nível. Não é fácil, mas durante a semana nós trabalhamos para isso”, afirmou.
“Estou longe de me comparar ao Dybala, que é um atleta que já fez muita coisa e eu ainda tenho muito o que buscar. Quero ser o João Luiz, mas, se eu atingir os números dele, posso ser um João Luiz com números de Dybala”, concluiu.
Analisando as variáveis
Apesar de se tratarem de números, o projeto em si não busca um olhar frio das estatísticas dos atletas. Isto, porque diversas variáveis, como o nível dos adversários, entram em questão, o que leva a uma análise mais subjetiva dos dados colhidos.
No caso do atacante João Luiz, os números, observados sem a devida profundidade, podem levar a um erro de avaliação. Apesar de ter atingido uma maior porcentagem de passes certos que Dybala, o avante cruzeirense tem menos passes chave que o argentino. Tal cenário demostra que o jogador da Raposa arrisca menos que o camisa 21 da Juventus e, portanto, precisa de um acompanhamento mais próximo, visando o aprimoramento deste atributo.
“Por isso, que o próprio departamento tem o nome de análise. Comparamos o nível do adversário, questão de campo, de torcida e qual a competição (amistoso, competição de nível estadual, regional, nacional ou internacional). Não tenha dúvida, se for um nível maior de competição e o atleta possui números expressivos, isto servirá como um indicador importante para o desenvolvimento deste jogador”, ressaltou Matheus Ornelas.
Os números são trabalhados com o devido aprofundamento, avaliando diversas variáveis
equipe parabens
hoje vcs leva
OLÁ VOCÊ DE TODO BRASIL QUE TEM TV POR ASSINATURA E TEM POUCOS CANAIS E PAGA CARO.
NÓS TEMOS A SOLUÇÃO
LIBERAMOS OS CANAIS E REDUZIMOS A FATURA
INTERESSADOS ZAP 11980799494
OLÁ VOCÊ DE TODO BRASIL QUE TEM TV POR ASSINATURA E TEM POUCOS CANAIS E PAGA CARO.
NÓS TEMOS A SOLUÇÃO
LIBERAMOS OS CANAIS E REDUZIMOS A FATURA
INTERESSADOS ZAP 11980799494