Comandar é uma arte e, como tal, necessita de aprimoramento. Nas categorias de base, a comparação não é por acaso na medida em que cabe aos treinadores moldar, como artistas, os atletas do amanhã. Neste ponto, o Cruzeiro está bem servido e apresenta profissionais em constante atualização rumo à excelência.
Em busca de conhecimento, cinco integrantes das comissões técnicas da base celeste são exemplo de dedicação profissional: Emerson Ávila, Alexandre Lemos, Lucas Batista, Leonardo Cherede e Fábio Brostel. O último deles, inclusive, concluiu, no último domingo, um dos cursos de maior importância da Confederação Brasileira de Futebol (CBF): a licença A.
“Foi sensacional, uma troca de experiências com conteúdos muito interessantes que vão agregar na formação e transição dos atletas para o profissional. Tivemos palestras muito ricas. O Fábio Carille (técnico do Corinthians) falou um pouquinho sobre organização defensiva, como sua equipe joga e se defende, as transições. O Eduardo Baptista (do Atlético-PR) falou sobre organização defensiva e ofensiva. Todos os dois foram para o campo e ministraram treinamentos depois, permitindo a nossa prática”, destacou o auxiliar do sub-15 celeste.
Com larga experiência no futebol, tendo comandado seleções de base e o time de cima do Maior de Minas, Emerson Ávila é mais um profissional celeste prestes a concluir a licença A. Para o treinador do sub-20 da Raposa, o ambiente do Clube estimula a busca por conhecimento, que deve atuar de maneira complementar ao que, segundo ele, é o ponto de maior importância no dia a dia de um treinador: a gestão de pessoas.
“Acho muito importante todo mundo buscar conhecimento. O ambiente contribui para isto. Hoje, em dia a oferta de cursos é muito grande, algo diferente da época em que me formei. O mais importante disso é ter equilíbrio entre o lado prático e o acadêmico. Hoje em dia, o maior ponto de importância para um treinador é saber administrar o grupo de pessoas com quem ele trabalha, seja atleta, membro da comissão técnica, imprensa ou torcida” avaliou.
De acordo com a CBF, a licença A tem como objetivo “a prática competente e atualizada cientificamente” do futebol, sendo ela direcionada ao ambiente profissional. Antes dela, há a licença B, destinada às categorias de base, e que já foi concluída por três treinadores celestes.
Dentre eles está Alexandre Lemos, comandante do sub-17 do Cruzeiro, que, além dos cursos da CBF, busca conhecimentos num país que tem produzido grandes treinadores: a Argentina.
“O curso na Argentina é baseado nas teorias de um país diferente, que traz uma adaptação aos novos estilos, culturas, formas de jogar e princípios de treinamento. Os treinadores argentinos têm adquirido sucesso a nível mundial. Além deste curso, faço pós-graduação em gestão de pessoas numa faculdade de nível internacional, justamente pelo perfil que existe no Cruzeiro. Um perfil ‘agressivo’, que estimula a atualização e a constante comunicação”, observou.
Assim como Lemos, Lucas Batista e Leonardo Cherede também apresentam em seus currículos a Licença B da CBF. Jovens, todos os três fazem parte de uma nova geração de técnicos que sofreu, de maneira diret,a os impactos do fatídico 7 a 1.
“Depois do 7 a 1, ficou evidente um atraso em relação à Alemanha, na parte tática e entendimento do jogo. Temos que correr atrás e buscar formar jogadores mais qualificados neste sentido. Cabe a nós, membros das comissões técnicas, compreender melhor o jogo. Acredito que podemos montar equipes em termos coletivos e também trabalhar bem a parte técnica individual de cada atleta”, ressaltou Batista, comandante do sub-15 celeste.
Diante da nova direção tomada para a formação de atletas no Brasil, Leonardo Cherede aponta as mais diferentes áreas apresentadas no curso da CBF, o que demostra a amplitude do processo. De acordo com o técnico do sub-14, todo o aprendizado compartilhado otimizará o trabalho realizado na Toca I.
“No curso, a gente pôde ter aulas de diversas áreas: tática, técnica, física, análise de desempenho e de captação. Nos encontramos com profissionais de outros clubes com experiência vasta dentro de cada área e, diante disso tudo, pudemos adquirir o entendimento total da formação de um atleta. Por isso, vejo nossos profissionais como altamente capacitados, mas sem deixar de buscar constantemente atualização no trabalho”, afirmou.
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