Fotos: Arquivo / Cruzeiro
Da Toca II
Alisson Guimarães
“Foi um movimento que nunca vi na história do Mineirão”. É assim que define, com propriedade, José França, 77 anos de idade, com mais de meia década destes dedicados ao Gigante da Pampulha, que comemora neste 22 de junho vinte anos de seu maior público, 132.834 pessoas, registrado na final do Campeonato Mineiro de 1997 entre Cruzeiro e Villa Nova, ocasião em que o Maior de Minas se sagrou campeão estadual com o resultado de 1 a 0, gol de Marcelo Ramos.
Natural de Papagaios-MG, José França começou a se envolver com o Mineirão no ano de 1961, época em que o estádio ainda estava sendo construído. Desde então, o gerente de operações presta relevantes serviços ao maior templo do futebol mineiro.
Na fase antiga, antes da reforma para a Copa do Mundo de 2014, França transcreveu em sua máquina de datilografar nada menos que 3.386 fichas de todos os jogos realizados no estádio desde sua inauguração, em 1965, até o ano de 2010, quando o Mineirão foi fechado para sua revitalização.
O funcionário mais antigo do estádio registrava em suas fichas apenas o público pagante das partidas, mas se viu obrigado a fazer um adendo neste Cruzeiro x Villa Nova após o fechamento final do balanço de todas as catracas, cada uma delas conferidas por dois funcionários.
“Me lembro que na reunião na Federação Mineira de Futebol, antes do jogo, alertei que seria um jogo com público imprevisível, porque crianças e mulheres seriam homenageadas e não pagariam ingressos. Então, não teria como controlar. Não se poderia barrar pais com os filhos, por exemplo. O estádio já estava cheio e foi chegando cada vez mais gente, de todos os jeitos. Foi um movimento incalculável. Tinham mais de 132 mil pessoas dentro e muita gente de fora não conseguiu entrar”, destaca.
“Ao final do jogo, quando fizemos o relatório, é que tivemos a dimensão daquilo tudo. É um público que está eternamente na história, sem falar nos diversos torcedores que vieram e não conseguiram entrar. Foi um movimento que nunca vi na história do Mineirão”, completa.
Um destes 132.834 torcedores era o hoje administrador de empresas Douglas Mizerani, residente na cidade de Formiga-MG. Na época, Douglas estava com 12 anos de idade e foi ao Mineirão acompanhado de seu pai. A visita ao estádio, sua segunda àquela altura, ficou guardada na memória e é representada simbolicamente por uma camisa do Cruzeiro, que ele ganhou de presente após a partida.
“Na época, eu tinha 12 anos e estava saindo uma excursão de Formiga. Por volta das 7h, tinha uma turma descendo a rua da minha casa para pegar o ônibus. Foi então que meu pai perguntou se eu gostaria de ir ao estádio. Seria minha segunda vez no Mineirão. Lembro de ele ter me falado que achava um pouco perigoso porque, talvez, teria muita gente no estádio”, relembra.
“Mesmo assim, fomos sem planejar muito. Restavam justamente duas vagas no ônibus da excursão. Lembro que meu pai trocou o ingresso de arquibancada pelo de cadeira na bilheteria e me falou para dar uma olhada na quantidade de pessoas que tinha, provavelmente acima de 100 mil. Na saída, ele me deu de presente uma camisa vendida por um camelô que guardo até hoje”, completou o torcedor.
Foto: Arquivo Pessoal
EMOÇÃO VISTA DO CAMPO
Se na arquibancada mais de 132 mil pessoas se espremeram para acompanhar o jogo, dentro de campo a emoção dos atletas não foi diferente. Jogador que marcou história no Cruzeiro, o meia Cleison conta que cada passagem daquele dia ainda está viva na memória.
“Quando chegamos ao Mineirão, sabíamos que o estádio estaria cheio. Mas, não daquele jeito. O Mineirão estava entupido, muita gente, uma coisa extraordinária. Foi uma emoção muito grande. Tenho que agradecer a Deus por ter participado desse jogo histórico”, se emociona.
Cleison, que atuou pelo Clube entre os anos de 1992 a 1997, mesmo tendo conquistado títulos como a Copa Libertadores da América e o bicampeonato da Copa do Brasil, disse que nunca viu algo parecido como o daquela tarde de 22 de junho de 1997.
“Nunca vi tanta gente no Mineirão. Foi um grande jogo, uma grande final. Fazer parte disso tudo é muito gratificante. Feliz também pelo título, mais um marcado na história maravilhosa do Cruzeiro e do maior público de todos os tempos no Mineirão”, destaca.
Um fato marcante daquele jogo envolveu Cleison, seu companheiro de time Fabinho, e o lateral esquerdo do Villa Nova, Wander, que presenteou os dois atletas estrelados com exemplares da Bíblia, antes do início da partida, fato rebuscado por Cleison.
“No primeiro jogo aconteceram muitas confusões, um jogo muito truncado em Nova Lima, até pelas características do campo pequeno. Eu e o Wander tivemos disputas de bola muito firmes. Foi uma surpresa muito grande ele ter me entregado a Bíblia. Depois, fizemos as pazes e foi tranquilo. Muito tempo que não o vejo, mas desejo a ele toda a sorte do mundo”, esclarece.
Principal jogador do time do Villa Nova naquele ano, o meia Guiba também recordou o momento e falou do privilégio de ter participado daquela partida que se tornou histórica para o futebol mundial.
“Relembrar aqueles momentos é algo muito gratificante. Quando se fala daquela final, tudo volta para a memória. Saímos do hotel por volta de 14h30 e pegamos um grande trânsito nas avenidas Carlos Luz e Antônio Carlos. Muita gente não sabe, mas chegamos atrasados naquele jogo. Entramos em campo às 16h07, dentro da tolerância de 15 minutos, porque o jogo estava marcado para 16h. Tudo isso por causa do movimento intenso nas ruas”, revela.
“Quando entramos no Mineirão, fomos surpreendidos com aquele público. Não imaginávamos que o estádio estaria cheio daquele jeito. Foi muito gratificante para o Villa Nova e para todos nós, atletas. Uma emoção única, que acredito que muitas pessoas gostariam de ter sentido e não puderam. Foi uma honra ter feito parte daquele jogo histórico”, enaltece o ex-camisa 10 do time de Nova Lima.
Considerado o melhor árbitro edição do Campeonato Mineiro de 1997, Antônio William Gomes trabalhou como juiz reserva daquela final e também relembra com nostalgia daquele grande momento.
“Foi um orgulho ter participado do jogo de maior público do Mineirão. Parece que foi ontem. Foram 20 anos como árbitro de futebol, uma carreira limpa, e fiquei muito feliz de fazer parte desse jogo que ficou para a história”, conta o ex-árbitro.
A FICHA DO JOGO
Acervo / Mineirão
fora mano
mano filho da puta, vai botar time reserva pra jogar? na hora de ganhar 3 pontos faceis! vai pra puta que te pariu!
cambada de fdp abandono meu Cruzeiro Mano gilvan
time sem vergonha o gremio ta jogando com todos titulares.
agora quem escala esses malandros e o departamento de profetas, o gremio
tambem jogou na segunda feira e esta em campo com todos os titulares.diretoria frouxa tecnico autoritario jogadores safados.
quem vive de passado e museu te que toma vergonha na cara seu mano e para de inventar e o terceiro jogo que o cruzeiro perde por escalaçao inventada acorda enquanto ha tempo pois esse ano so tem pereba nesse time.
até agora eu não tinha dito fora mano agora eu digo fora mano jogar c time reserva é brincadeira
tem que trocar o técnico, um mascarado, nojento!!!
turma de diretoria fila da puta vou deixar o sosio
falem do time de hoje.
pqp ninguém entendeu
Esta na hora de trocar o técnico, está inventando de mais, só máscara!
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vcs falando de Record de campeonato mineiro e o cruzeiro perdendo pra ponte preta o time do cruzeiro tá medíocre bando de mercenários