O Capitão América esteve na Toca da Raposa I nessa terça-feira. Campeão e responsável por levantar o caneco da Copa Libertadores da América de 1997, o lendário zagueiro cinco estrelas, Wilson Gottardo, visitou o centro de treinamento da base azul, que, nos tempos de atleta, foi seu local de trabalho e “ambiente de ensaio” para um inesquecível esquadrão cruzeirense.
“No momento em que cheguei na entrada, passando pelo portão... aquela entrada com as árvores, a subidinha logo ali, foi um déjà-vu. Me senti bem emocionado na hora, porque foram muitos momentos de alegria, de adversidade e superação também. Fiquei muito feliz de voltar a Toca I e estar relembrando estes momentos, encontrando amigos da época, como o Célio Lúcio e o Careca. Este último eu não cheguei a jogar junto, apenas contra, mas, assim como o Célio, ele tem uma história muito forte no Clube também”, relembrou.
A presença de Gottardo na Toquinha se deu a partir de um convite da diretoria de base do Maior de Minas, que tem convidado ex-jogadores de renome para repassar experiências aos atletas cruzeirenses. Em contato com as jovens promessas do Clube, o ex-zagueiro destacou a necessidade do compromisso e do espírito solidário na construção de uma carreira de sucesso no futebol.
“Me senti honrado com o convite de poder contribuir com as categorias sub-17 e sub-20 e com as comissões técnicas. Sempre há alguma coisa que podemos ensinar e também aprender. São garotos com muita energia e disposição para a vida. A ideia é dizer a eles que para conseguir êxito na carreira, mesmo sem nenhuma garantia disso, é necessário muito foco e compromisso, saber respeitar os limites do corpo e do pensamento. Isso se faz necessário para que atleta tenha este controle e não desperdice tempo, nem energia com coisas frívolas, com o brilho do mundo que seja nocivo ao próprio jogador”, ressaltou.
“Destaquei também que eles tenham um espírito solidário entre eles, justamente para que se fortaleça a equipe, através do respeito das hierarquias, porque, no final de tudo, eles estão fazendo um trabalho para o maior patrimônio do Clube, que é a torcida. Cada um está escrevendo sua história. Ele pode ser escrita por duas ou mais mãos. É uma história individual, mas com um só objetivo que é comum: conquistar títulos e vencer”, completou.
Além de todos os ensinamentos, Gottardo reservou parte da sua palestra para comentar sobre os 20 anos da conquista da Copa Libertadores de 1997. Após assistir um vídeo sobre sua carreira, com destaque para o título continental pela Raposa, o ex-zagueiro celeste propiciou uma “viagem ao tempo” aos atletas cruzeirenses e voltou a ressaltar o tamanho do desafio que é vingar num clube de enorme expressão, como é o Cruzeiro.
“Falei com eles sobre o quanto que eu sonhava com aquele momento, como seria levantar a taça, a alegria e a repercussão. Falei daquele time que foi se redescobrindo. Vínhamos de três derrotas na fase de grupos e depois conseguimos ir para o mata-mata. Aí os meninos viajaram no tempo e tiraram suas conclusões”, contou.
“É o sonho de todo clube ser campeão da Libertadores e possivelmente do Mundial, mas é uma tarefa árdua. Disse a eles que, com certeza, existem 300 meninos do lado de fora da Toca I querendo a vaga deles. Só na redondeza da Toca existe este número de jogadores. É importante que eles saibam onde estão: no Cruzeiro, que é um clube gigante”, encerrou.
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