Cruzeiro terminou o Campeonato Mineiro na segunda colocação, com apenas uma derrota em toda a competição. O time apresentou bom futebol, com bons números na defesa e no ataque, mas acabou falhando na hora da decisão, quando perdeu a única partida, para o rival Atlético-MG, e ficou sem o título. O texto acima poderia estar se referindo ao time deste ano, mas fala sobre a equipe de 2013.
Naquele ano, a campanha do Cruzeiro na primeira fase do Estadual foi quase perfeita. Em 11 jogos, 10 vitórias e apenas um empate, com o Guarani. Depois de duas vitórias sobre o Villa Nova nas semifinais. Mas o tropeço no primeiro jogo, diante do Atlético-MG pôs tudo a perder. Este ano, a campanha na primeira fase também não teve derrotas. Assim como as semifinais com o América-MG. Mais uma vez, uma partida ruim pôs todo o trabalho a perder.
Em 2013, o Cruzeiro soube fazer da derrota um grande aprendizado. A partir do resultado ruim na final do Mineiro, os jogadores se uniram ainda mais, e o time cresceu de produção até chegar ao título brasileiro, conquistado de forma incontestável. Naquela ocasião, o Cruzeiro levantou o troféu com três rodadas de antecedência e terminou o Brasileirão 11 pontos a frente do Grêmio, o segundo colocado.
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Cruzeiro comemora título brasileiro de 2013 (Foto: Divulgação/Cruzeiro)
O goleiro Rafael, reserva de Fábio naquela conquista, vê semelhança entre os dois episódios e acredita que o Cruzeiro pode sim tirar pontos positivos e se inspirar na derrota deste domingo.
- Eu vejo sim porque 2013 nos tínhamos um elenco muito forte, grupo muito bom. Sabíamos da competência que tínhamos tanto é que aprendemos na derrota, na adversidade. Fomos campeões brasileiros em 2013 com jogos de antecedência, foi ano maravilhoso. Temos tudo para repetir esse feito. Precisamos levantar a cabeça, batalhar, porque precisamos pelo menos de um empate no Paraguai para voltar com a classificação.
Henrique concorda com o companheiro, mas afirma que o atual elenco precisa escrever sua própria história e não se apegar ao que aconteceu no passado.
- É uma lembrança boa sim. Claro que a partir daquele momento, o time tomou um corpo ainda maior. Mas precisamos ter consciência e não se apegar ao que aconteceu. Precisamos construir uma nova história. Vamos buscar isso, uma equipe coesa, forte, fechada. Estamos trabalhando, é um grupo bom e tem tudo a conquistar. Mesmo que aquela lembrança seja boa, passamos por essas mesmas dificuldades, mas a gente vai confiante, sabendo dos nosso ideais. Temos muito ainda a conquistar, eu creio.