Diferença clubística garantiu desconto a Gustavo Daher e Gustavo Barbosa
Em um mundo cada vez mais abalado pela violência e um Brasil dividido por grupos políticos que na maioria das vezes só pensam em seus próprios interesses, atleticanos e cruzeirenses têm chance de dar exemplo hoje, às 16h, no segundo e decisivo jogo da final do Campeonato Mineiro. Ainda que não seja o cenário ideal de torcida dividida, a maioria alvinegra e a minoria celeste no Independência podem propiciar espetáculo digno da tradição dos dois clubes, com cantos, gritos, batucadas e as cores de cada um, mas, acima de tudo, buscando a paz.
Exemplos não faltam. O Estado de Minas foi atrás de alguns deles por acreditar que maior que a rivalidade tem de ser o respeito pelo outro. Pessoas com preferências diferentes mostram ser possível não apenas conviver como fazer amigos.
Gustavo Barbosa, de 20 anos e estudante de engenharia de produção, e Gustavo Daher, de 23, estudante de engenharia civil, são prova disso. Eles aproveitaram a promoção da Barbearia Seu Elias, responsável por cuidar do visual de muitos jogadores de futebol, para demonstrar o amor pelos clubes e a boa convivência entre rivais. Como forma de estimular o clima pacífico na véspera do clássico, a barbearia ofereceu um corte grátis para cliente que levasse um amigo torcedor do time rival – ambos teriam de comparecer uniformizados. ‘‘Já éramos clientes e quando lançaram a promoção decidimos vir”, diz o cruzeirense Daher. “A iniciativa é muito boa para trazer paz para o futebol. Estamos precisando nestes tempos de ânimos tão exaltados”, completou o atleticano Barbosa.
Os estudantes Yuri Filgueiras, atleticano, e Dilzon Luiz de Melo Filho, cruzeirense, ambos de 17, deixaram a rivalidade de lado para economizar no corte. “A gente já queria vir juntos para cortar o cabelo. Aí, com a promoção, ficou mais fácil”, disse Melo Filho, que desembolsou R$ 25 por sua parte – o valor total do corte é R$ 50.
“A promoção é uma excelente iniciativa por ir contra esta onda de violência que atinge o futebol. Serve para dar uma quebrada no espírito de quem prefere brigar a torcer”, comentou o atleticano Filgueiras.
Até os funcionários da barbearia entraram no clima. Enquanto Breno Goulart espera ver o Atlético campeão mineiro mais uma vez, Heitor Xavier quer o Cruzeiro levantando o troféu novamente. Mas ambos pregam respeito antes, durante e depois do jogo. Afinal, foram beneficiados pela campanha, pois o movimento aumentou bastante, segundo o gerente Felipe André.
Consequentemente, o lucro também – além de fazer bem para a imagem da empresa.
EM CASA
Moradores de edifício no Bairro Nova Granada sempre se reúnem para acompanhar os clássicos, numa união imune às brincadeiras e gozações
Paz e respeito mútuo também é o que pregam os moradores – e torcedores – de um condomínio no Bairro Nova Granada. Desde o ano passado, eles se reúnem para ver jogos juntos, inclusive o clássico, sempre com muita harmonia. “Somos amigos e achamos essa reunião importante, em um mundo em que a intolerância está cada vez maior. Rival não é inimigo”, diz o advogado atleticano Rodrigo Araújo Trindade, de 32.
O vizinho Talles Bastos, também advogado e da mesma idade, concorda. “Temos uma convivência saudável, que está faltando em Minas, no Brasil e no mundo. Futebol é para ser diversão, mas tem gente que o transforma em guerra. Claro que há rivalidade, mas dentro da normalidade. A amizade está acima de tudo".
Como futebol envolve paixão, o encontro da turma não passa ileso. Para a decisão do Estadual, os atleticanos propuseram mudar o apartamento que vem abrigando as reuniões, de propriedade do cruzeirense Giancarlo Carvalho, pois acreditam que o local não está dando muita sorte ao Galo – há oito jogos sem vencer o clássico. Os cruzeirenses, por sua vez, votaram a favor da permanência, de preferência ampliando a invencibilidade sobre o arquirrival hoje com a vitória, único resultado que dará o título à Raposa.

O amor pelos times em nada atrapalha as amigas Fabrízia e Adriana
Atlético x Cruzeiro
Atlético
Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Gabriel e Fábio Santos; Rafael Carioca, Elias, Robinho, Otero e Maicosuel (Marlone ou Cazares); Fred
Técnico: Roger Machado
Cruzeiro
Rafael; Mayke, Leo, Caicedo e Diogo Barbosa; Henrique, Hudson e Thiago Neves; Rafinha, Rafael Sobis e De Arrascaeta
Técnico: Mano Menezes
Estádio: Independência
Horário: 16h
Árbitro: Igor Júnior Benevenuto
Assistentes: Pedro Araújo Dias e Ricardo Júnio de Souza

Luciano Motta e a mulher, Larissa, dão o exemplo para a pequena Cecília
cruzeiro deveria p.outro técnico o melhor é do corintians
!bando de puxasaco o mano.é.culpado.por não ser campeão o.teimoso sabe muita bem o matador e o abila por isto.mano faz tempo que não ganha nada
aqui em casa também é assim,3galo eu cruzeiro.tudo em paz.;