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26/4/2017 12:10

Diretoria garante que defenderá os direitos do torcedor na final

Diretoria garante que defenderá os direitos do torcedor na final
Bruno Vicintin e Tinga, na Toca da Raposa II, na manhã desta quarta-feira
Foto: Cruzeiro / Divulgação


Da Toca II

Alisson Guimarães

A diretoria estrelada se pronunciou na manhã desta quarta-feira, na Toca da Raposa II, acerca da repercussão da reunião que encaminhou as condições de disputa das finais do Campeonato Mineiro entre Cruzeiro e Atlético-MG. Ao lado do Gerente de Futebol, Tinga, o Vice-Presidente de futebol do Maior de Minas, Bruno Vicintin, externou a preocupação do Clube em relação à possibilidade de a torcida celeste não poder comparecer ao jogo decisivo do estadual, caso a opção do rival seja a de realizar o jogo no estádio Independência.

A situação pode ocorrer caso a Polícia Militar de Minas Gerais mantenha sua postura inicial de vetar a presença de duas torcidas no Independência, fato que, de acordo com Vicintin, não foi bem recebido pela Raposa.

“O Cruzeiro mostra preocupação com os fatos acontecidos ontem na reunião, onde, ao que parece, existiu um direcionamento para, caso o segundo jogo seja no Independência, a torcida do Cruzeiro seja proibida de ir ao jogo. O Cruzeiro vê isso com muita preocupação. Estamos tentando ver com nosso departamento jurídico a possibilidade de marcarmos uma audiência com o Ministério Público e até mesmo com o governador do estado. Nosso rival tem o total direito de mandar o jogo onde quiser, mas a torcida do Cruzeiro támbém tem total direito de assistir à final do campeonato no estádio. O campeonato tem mais de 100 anos e a gente acredita que proibir nossa torcida de assistir ao jogo é o cúmulo do absurdo”, externou.

Vicintin enumerou algumas situações para questionar a razão do possível veto à torcida celeste, caso a partida ocorra no Independência apenas com a presença da torcida do time mandante.

“Três pontos: primeiro, cresci e fui aos clássicos no Independência velho. No novo, foram investidos mais de R$ 150 milhões de dinheiro público para modernizar o estádio. Acho loucura investir isso e falar que o estádio não tem segurança. O estádio de Muriaé, que foi reformado e cabe cerca de 10 mil pessoas, custou R$ 10 milhões. Segundo: o Cruzeiro tem total respeito pela Polícia Militar e vai tentar conversar com o comandante, Coronel Schubert. A gente acredita que ele se equivocou pelo seguinte motivo: deslocamento de torcida haverá tanto no Mineirão quanto no Independência. No Mineirão terão seis mil atleticanos, e no Independência haverá menos de dois mil torcedores cruzeirenses. Tivemos a informação de que foram deslocados mais de 1.100 policiais para o evento da Medalha da Inconfidência. Se esse efetivo for aplicado no clássico, daria quase um policial para cada dois cruzeirenses no estádio. Não existe falar que não haveria segurança nesse caso”, pontuou o dirigente estrelado.

“O terceiro fato é o seguinte: a gente tem muito respeito com a Polícia e vamos ao Ministério Público, porque ele atuou na final da Copa do Brasil para defender os interesses da torcida do Atlético-MG, para assistirem à final (em 2014). Então, vamos para lá, acreditando que o Ministério Público seja um órgão isento e que vá defender os interesses da torcida do Cruzeiro também. O rival tem o direito de mandar o jogo onde quiser, mas não se pode proibir nossa torcida e usar isso como vantagem técnica. Vamos em todas as instâncias jurídicas, governamentais e pediremos a todos. Vamos lutar até o fim para que o torcedor participe dessa final. Queremos muito ser campeões e que a nossa torcida esteja presente. Que todos os órgãos usem o bom senso e sejam neutros, defendendo tanto a torcida do Atlético-MG quanto a do Cruzeiro. É um apelo que a gente faz”, continuou.

Indagado se o Clube tomaria alguma postura mais radical caso não obtenha êxito em suas reinvidicações, Bruno Vicintin citou a história azul e garantiu, mais uma vez, que a diretoria não medirá esforços para defender os interesses do seu torcedor.

“O Cruzeiro se orgulha de jamais ter fugido dos seus desafios. Aliás, clubes que abandonaram clássicos não foi o nosso. Se você procurar na história, vai ver isso. O Cruzeiro vai fazer o que for mandado. O que tiver, o Cruzeiro vai enfrentar. Mas, vamos lutar ao máximo para que nossa torcida seja defendida. Se jogarem contra nossa torcida, que é nosso maior patrimônio, faremos de tudo para defendê-la e responder dentro de campo”, salientou.

O Vice-Presidente de futebol cinco estrelas também confirmou que a relação entre o maior time de Minas Gerais e a federação que rege o futebol no estado está estremecida.

“Entre eu e o senhor Castellar [presidente da FMF] não existe diálogo. Só posso falar que hoje não existe diálogo com ele. Ele deveria respeitar muito mais a instituição Cruzeiro. Infelizmente, nem ele, nem o senhor Paulo Bracks [diretor de competições] e nem o senhor Adriano Aro [secretário geral] respeitam. Também quero lembrar ao senhor Adriano Aro que o irmão dele, Marcelo Aro, é deputado, e a torcida do Cruzeiro tem que saber o que está sendo feito pela Federação Mineira contra a nossa instituição. Não existe, hoje, diálogo entre a Federação e o Cruzeiro, infelizmente. Talvez, na história, o Cruzeiro nunca teve um relacionamento tão ruim quanto agora”, relatou.

Por fim, o dirigente celeste reforçou que o Clube não irá se furtar do seu direito de exigir que sua torcida seja participante da decisão do Campeonato Mineiro e cobrou isenção por parte das autoridades que tocam o futebol mineiro. Vicintin também confirmou que a intenção do Cruzeiro sempre foi a da realização de dois clássicos no Mineirão, com a divisão de torcida sendo igual nas duas partidas.

“Se o erro é acreditar no caráter das pessoas, a gente acredita que a Federação Mineira é neutra. A partir do momento em que vamos para o arbitral achando que a Federação só defende um lado, o erro não é nosso, é de quem faz isso. Não é uma briga entre Cruzeiro e Atlético-MG. O Atlético-MG tem direito de jogar onde ele bem entender. Agora, não se pode proibir a torcida do Cruzeiro de ir ao estádio na final do Campeonato Mineiro. Pedimos à Polícia Militar que repense isso e não tire o brilho da decisão”, ressaltou.

“O Cruzeiro ofereceu que os dois jogos fossem meio a meio. O rival acredita que tem vantagem técnica de jogar no Independência, apesar de nos últimos anos o Cruzeiro ter se saído melhor lá. O Atlético-MG tem o direito de não aceitar. Se quiser jogar na Arena do Jacaré, pode jogar. A questão é que o Cruzeiro tem o direito de ter sua torcida no segundo jogo. Não acho que seja pedir demais”, finalizou.

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AS FRANGAS ESTÃO CAGANDO DE MEDO DA FESTA NO GALINHEIRO SER TODA AZUL E BRANCA !!!!!

O diretoria incompetente. Como participa de uma reunião e não consegui marca o segundo jogo. Tanta incompetência!!

Que diretoria incompetente. Como participa de uma reunião e marca
o lugar do primeiro jogo e não consegui marca o segundo. Tanta incompetência!

fala alguma coisa presidente , omisso mais uma vez, volta perrela.

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