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11/4/2017 10:30

5 por 2: Como a troca mais maluca do Brasil foi ótimo negócio pra São Paulo e Cruzeiro

Em 1996 o Tricolor Paulista atendeu pedido de Telê Santana, e enviou cinco jogadores ao clube mineiro, que em troca disponibilizou apenas dois dos seu atletas; nesta quinta-feira (13), as duas equipes se enfrentam pela Copa do Brasil

5 por 2: Como a troca mais maluca do Brasil foi ótimo negócio pra São Paulo e Cruzeiro
O São Paulo cedeu o lateral Vitor, o zagueiro Gilmar e os meias Donizete Oliveira, Aílton e Palhinha em troca do então meio-campista Belletti (esquerda) e do lateral esquerdo Serginho (direita) (Foto: Reprodução/ Twitter)

Dois dos times mais tradicionais do futebol brasileiro, São Paulo e Cruzeiro fazem esperadíssimo duelo na Copa do Brasil, quinta-feira (13 de abril), a partir das 21h30,com transmissão ao vivo e exclusivo no FOX Sports, em mais um dos históricos duelos entre os dois. Mas além de várias decisões importantes (como título de Copa do Brasil e mata-mata de Conmebol Libertadores Bridgestone), o time paulista e o mineiro carregam uma negociação histórica: a famosa 5 por 2.

Em março e 1996, há cerca de 21 anos, o São Paulo cedeu cinco jogadores ao Cruzeiro em troca de dois, em negócio considerado desvantajoso na época. Cedeu o lateral Vitor, o zagueiro Gilmar e os meias Donizete Oliveira, Aílton e o lateral-esquerdo Ronaldo Luís em troca do então meio-campista Belletti e do lateral-esquerdo Serginho.

Os dois promissores cruzeirenses eram pedidos de Telê Santana, que no momento da troca já havia cedido sua cadeira de técnico a Muricy Ramalho. A troca era considera pior para o São Paulo não só pela desvantagem numérica, mas também pelo fato de ceder atletas já prontos e com rodagem, enquanto recebia jovens que ainda não tinham explodido.

“Vamos tentar corresponder às expectativas e triunfar em São Paulo, que é uma grande vitrine”, disse Belleti em sua chegada ao São Paulo, na época, admitindo o peso que a dupla carregava na troca.

Quem disse na época o ditado “só o tempo vai dizer se o negócio foi bom ou não” hoje pode concluir que foi bom para os dois lados. Praticamente todos os sete envolvidos foram bem e renderam conquistas em seus clubes. Apesar de não ter feito feito parte efetivamente da troca, o ex-meia-atacante Palhinha, bi-campeão mundial com o São Paulo em 1992 e 1993, e que alguns meses antes do negócio foi para o Cruzeiro, atuando inclusive ao lado de Belletti e Serginho, afirmou em entrevista exclusiva ao FOXSports.com.br que de fato a mudança foi duplamente boa, com os mineiros levando uma vantagem maior, já que no mesmo ano foram campeões da Copa do Brasil, e em 1997, conquistaram o Campeonato Mineiro e a Libertadores.

“Eu acho que foi bom para os dois lados porque os cinco jogadores do São Paulo que foram para o Cruzeiro já não estavam mais nos planos do clube, e eles tinham que arrumar algum outro lugar para jogarem, e foram todos para o Cruzeiro. Lá nós fomos duaz vezes campeões do Campeonato Mineiro, em 1996 e 1997, campeões da Copa do Brasil e da Libertadores. E o São Paulo entrou em uma fase complicada, de renovação, e no início acabou sendo mais difícil para eles, mas para o Belletti e o Serginho foi bom porque depois eles tiveram oportunidade de ir embora para a Europa, jogar nos clubes onde jogaram, Barcelona...Milan, enfim, foi muito bom. Mas quem saiu na vantagem foi o Cruzeiro, que nos levou, fomos campeões de tudo lá, e o São Paulo teve um pouco mais de dificuldade para se endireitar de novo, mas o Serginho e o Belletti despontaram bem”, afirmou Palhinha.

Três dos cinco cedidos pelo São Paulo eram titulares na última partida da conquista da Taça Libertadores da América um ano depois, em 1997, contra o Sporting Cristal. Palhinha, especialmente, virou ídolo do time mineiro e ainda foi vendido por um alto valor para o Mallorca, da Espanha. Apesar de ter deixado o Morumbi meses antes, o ex-jogador afirma que não se sentiu desprestigiado.

“Não me senti desprestigiado. Chega uma época que a comissão técnica do clube acha que não precisa contar com certos jogadores, coisa natural. Eu só posso agradecer ao São Paulo de todas as formas, de ter me levado do América-MG, ter tido a oportunidade de ficar quatro anos no clube e ganhar os títulos que eu os ajudei a conquistar, e ter me dado a oportunidade de ter jogado no Cruzeiro, podendo ser vitorioso da forma que sempre fui. Então para mim foi ótimo, posso dizer que eu sou um cara privilegiado”, acrescentou o ex-meia-atacante.

O São Paulo não ficou atrás. Os dois jogadores que apostou deram muito certo, vide as vitoriosas carreiras de ambos, com Serginho sendo ídolo e tendo ganho uma coleção de títulos no poderoso Milan, da Itália. Belletti não fica atrás e fez carreira consagrada no Barcelona e Chelsea, ganhando títulos e sendo até protagonista do famoso gol que deu ao time espanhol a conquista da Liga dos Campeões de 2006.

Mesmo no São Paulo colheram bons frutos. Belletti venceu no time do Morumbi os Paulistas de 98, 2000 e o Rio-São Paulo de 2001. Pelo time, disputou a Copa do Mundo de 2002 com a seleção brasileira e depois foi vendido ao Villarreal, da Espanha. Serginho ganhou o Paulista de 98 como um dos destaques do time.

40593 visitas - Fonte: fox




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