Nas últimas décadas, as mulheres protagonizam uma luta diária que, aos poucos, vem garantindo a elas uma posição de maior igualdade em relação aos homens na sociedade. Dentro deste contexto, o Cruzeiro se orgulha de contribuir para a inserção cada vez maior de pessoas do gênero feminino no futebol que, durante anos, se constituiu num ambiente majoritariamente machista.
No Dia Internacional da Mulher, o Maior de Minas rende homenagens as suas 145 funcionárias, que mostram sua qualidade de trabalho nos mais diferentes setores do Clube celeste, ocupando, inclusive, posições na diretoria. Neste último caso, Deis Chaves, diretora de projetos incentivados, se apresenta como uma profissional de referência e agradece à abertura que o Cruzeiro tem dado às mulheres.
“Tive a oportunidade de começar no Cruzeiro, em 2009, num mundo extremamente machista, que é o mundo do futebol. Só que o Cruzeiro tem esse diferencial, de dar oportunidade para as mulheres. Sou uma das poucas diretoras que atua no futebol mineiro. Sempre fui muito respeitada e extremamente reconhecida pelo meu trabalho”, destacou.
“O Cruzeiro foi muito parceiro e me deu muito apoio, principalmente os presidentes e vice-presidentes. Tive o reconhecimento do meu trabalho o tempo todo. Assim, você vai conquistando o seu espaço perante os demais. Sou muito grata ao Cruzeiro pela oportunidade e pela história que venho construindo. Nós, mulheres, ainda temos muito a conquistar. São poucos os clubes que dão esta oportunidade e reconhecem a importância do trabalho da mulher”, completou.
O reconhecimento também perpassa o trabalho exercido por Suely Brito, assistente administrativa da Toca da Raposa II. Há 13 anos trabalhando por lá, Suely traduz com primazia as vitórias recentes das mulheres, haja visto que, hoje, ela ocupa um papel de grande importância num terreno com pouca presença de pessoas do sexo feminino: o futebol profissional.
“Trabalhar no Cruzeiro é motivador, porque está ligado à paixão nacional de homens e mulheres. Em geral, a mulher no futebol é algo invisível, mas nossa realidade no Cruzeiro tem sido diferente da maioria dos clubes. A atual gestão vem dando ênfase na participação da mulher no dia a dia do Clube. O ambiente do profissional é masculinizado, fruto de uma cultura machista do passado, mas que, no presente, estamos tentando mostrar que nosso trabalho pode contribuir em todas as etapas do futebol”, salientou.
“Hoje, encontramos mulheres presidentes, diretoras, técnicas, árbitras, comentaristas, nutricionistas esportivas, dentre outras. Não é fácil ser uma mulher que gosta e entende de futebol, que trabalha no futebol, mas eu tenho prazer nisso. Amo o que faço, amo o Cruzeiro e tenho orgulho de cada atividade diária que exerço. Minha atividade inspira outras mulheres a buscarem seu espaço no mundo da bola”, acrescentou.
Além de abrir as portas do Clube, o Cruzeiro também trabalha para que cada vez mais mulheres compareçam aos jogos do Maior de Minas. E é unindo estes dois aspectos, o lado profissional e torcedor, que Dona Salomé não é apenas funcionária, como também o símbolo de quem batalha todos os dias pelas cores celestes e ainda comparece em campo para empurrar a Raposa rumo às vitórias.
“Fico muito agradecida por todos me acharem o símbolo do Clube. O Cruzeiro é minha vida. Gosto mais do Cruzeiro que de mim. As mulheres fazem o Cruzeiro e todas elas ficam mais bonitas vestidas de azul. Sou muito grata ao Cruzeiro”, resume Salomé, há 24 anos trabalhando pelo Clube e há tantos outros ocupando seu lugar nas arquibancadas.
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