6/3/2017 21:35
Teste de termografia: tecnologia de ponta chega à base cruzeirense
Cruzeiro/Divulgação
Da Toca I
Gustavo Aleixo
Disposto a investir pesado na formação de atletas, o presidente Gilvan de Pinho Tavares, desde o começo de sua gestão, tem aprimorado cada vez mais a estrutura oferecida para profissionais e jogadores da Toca I. Tal constatação novamente se viu confirmada nesta segunda-feira, quando jogadores do sub-17 e sub-20 usufruíram de uma nova tecnologia à disposição da base celeste: o teste de termografia.
Introduzido no futebol profissional pelo fisiologista cruzeirense Eduardo Pimenta, o equipamento tem apresentado resultados importantíssimos no que se refere à prevenção de lesões. Agora na Toca I, a tecnologia promete potencializar o trabalho das comissões técnicas e reafirmar uma vez mais a força da base cruzeirense.
“A termografia no futebol, é um método não invasivo que mede a temperatura da pele através de ondas infravermelhas. É uma das formas de mensurar uma das respostas do organismo ao dano muscular. Essa resposta é a produção de calor na musculatura exercitada. Dessa forma a mensuração da variação de temperatura do atleta nos auxilia a quantificar o dano muscular decorrente da prática esportiva. Sendo assim, é uma ferramenta valiosa para o controle da carga de treinamento e, consequentemente, importante na prevenção de lesões”, ressaltou Tane Kanope, fisiologista da base celeste e que, atualmente, representa o Brasil no Sul-Americano Sub-17.
“Um grande investimento e uma novidade para nós da base. Quando o profissional adquiriu este equipamento, o Eduardo Pimenta falou que a termografia não era para tirar jogador de campo e isso é o que muitas pessoas pensam. Este teste contribui para os jogadores atuarem mais tempo. Se consigo detectar uma possibilidade de lesão num treino ou jogo, eu posso equacionar isso, podendo ter o jogador em melhores condições por mais tempo. Se deixo ele jogar, tendo o risco eminente de lesão, a chance dele ficar parado por dois, três meses é maior. É uma ferramenta a mais que a gente adquiriu e que vai nos dar esta condição”, reforçou Léo Almeida, preparador físico do Sub-20.
Fisiologista do futebol profissional, Rodrigo Morandi denominou como um “grande avanço” a obtenção da nova tecnologia para a base. Para ele, a inserção do teste de termografia na Toca da Raposa I também trará frutos para a comissão técnica comandada pelo técnico Mano Menezes, que terá informações precisas sobre atletas de categorias inferiores.
“Isso foi um grande avanço. Ganhamos em duas vertentes. O primeiro ponto é o acompanhamento longitudinal da base, o que nos propicia ver o crescimento dos atletas das categorias inferiores para as superiores, o que melhora o trabalho das comissões na base. O segundo é que formamos um banco de dados para o jogador que chega ao profissional, de forma que saberemos as características, as deficiências e potencialidades para que a gente consiga engatilhar o trabalho deste jogador no profissional de maneira mais rápida e efetiva”, destacou.
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