Várias cadeiras vazias na partida diante do Tricordiano, pelo Mineiro, que teve só 4.612 pagantes
Ter um dos melhores aproveitamentos entre os grandes clubes brasileiros neste início de temporada não tem sido suficiente para fazer a torcida do Cruzeiro prestigiar a equipe. Nos quatro jogos oficiais em que foi mandante em 2017, a Raposa atraiu 59.353 pagantes, média de 14.838, a segunda pior dos últimos cinco anos, atrás apenas da registrada em 2014 – que, por sua vez, teve arrecadação melhor.
À exceção do clássico com o Atlético (39.811 pagantes), na estreia das duas equipes na Primeira Liga, nenhuma das partidas do Cruzeiro no Mineirão teve público digno da tradição celeste. O quadro até melhorou um pouco no jogo com o São Francisco-PA, pela segunda fase da Copa do Brasil, que tinha como grande atração a estreia do armador Thiago Neves, mas mesmo assim ficou abaixo do esperado: 10.096 pagantes.
A diretoria tem feito a parte dela. Na partida pelo torneio mata-mata, fez promoção de ingressos, com o setor Inferior Vermelho do Mineirão custando apenas R$ 20, sendo que algumas categorias de sócios-torcedores, menores de 12 anos, maiores de 60 e estudantes pagavam apenas R$ 10. A resposta não foi a esperada, mesmo levando-se em conta que o adversário não oferecia atrativos.
A esperança é que a boa campanha – oito vitórias e um empate em nove jogos – aliada ao bom futebol apresentado pelos comandados por Mano Menezes em quase todas as partidas façam os cruzeirenses ir mais ao estádio. Além disso, o ingresso de R$ 20 está mantido para a partida com a Caldense, na quinta-feira, às 20h30, no Mineirão, fechando a quinta rodada do Campeonato Mineiro.
O clube não pensa em baixar mais o preço do bilhete, até para não prejudicar o programa de sócio-torcedor. A intenção é conquistar novos adeptos e trazer de volta os que deixaram de pagar. Para isso, o Cruzeiro acabou com as promoções, como a que permitia a cada associado levar até quatro acompanhantes, de graça ou com descontos generosos. Como 80% do público nos jogos é formado por integrantes do programa de fidelidade, a tendência é que se registrem mais pagantes na sequência da temporada.
“Em fevereiro, temos média de 120 novas adesões e reativações (ex-sócios que voltaram a contribuir) por dia. É um número muito bom, que queremos ampliar por ações como contato direto ou a realização do Reduto Azul (promoções em cidades do interior)”, explica o diretor de Marketing e Relações Públicas celeste, Marcone Barbosa.
ARRECADAÇÃO
Além de empurrar o time da arquibancada e deixar o espetáculo mais bonito, a presença da torcida é fundamental para as finanças do clube. As partidas contra Tricordiano (4.612 pagantes) e Chapecoense (4.834 pagantes) renderam apenas R$ 206.381 brutos, menos do que ganham vários jogadores do grupo cruzeirense, inclusive alguns que estão na reserva.
O clube arrecadou, em média, R$ 383.011,50 em 2017. Só para efeito de comparação, em 2013, o número foi de R$ 1.475.282,50.
Públicos e rendas nos últimos cinco anos
Contabilizando os quatro primeiros jogos como mandante
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