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13/2/2017 11:41

Quatro títulos e seis finais: as grandes campanhas do Cruzeiro na Copa do Brasil

Quatro títulos e seis finais: as grandes campanhas do Cruzeiro na Copa do Brasil
Cruzeiro foi campeão da Copa do Brasil de 1993 ao vencer o Grêmio na final

O Cruzeiro iniciará na noite desta quarta-feira (21h45, horário de Brasília) sua 21ª participação na Copa do Brasil. O sistema da competição é diferente das edições anteriores. Agora, a primeira e a segunda fase são disputadas em partida única e na casa da equipe que ocupa colocação inferior no ranking da CBF. Por isso a Raposa, que está em sexto lugar, visitará o Volta Redonda, em 82º. O duelo acontecerá no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda-RJ.

O lado bom para o clube celeste é que o time visitante na primeira fase pode se classificar com o empate – na segunda fase, a igualdade leva a briga pela vaga para os pênaltis. Mas o técnico Mano Menezes não quer que sua equipe jogue com o regulamento debaixo do braço e por isso ressalta a importância de praticar um futebol equilibrado, que preze pelo jogo ofensivo. “É um jogo decisivo, a primeira decisão do ano. Mudou o regulamento da competição e nós temos que entender isso. O empate pode nos favorecer no final, mas não podemos entrar no jogo pensando no empate desde o início porque é muito arriscado”.

Dominar a partida faz parte também da tradição do Cruzeiro em Copas do Brasil. O time foi campeão em quatro edições – 1993, 1996, 2000 e 2003 – e terminou como vice duas vezes – 1998 e 2014. Histórias memoráveis não faltam nessa vitoriosa trajetória. O triunfo sobre a “seleção” do Palmeiras, em 1996; o gol de falta de Geovanni contra o São Paulo, em 2000; e a “letra” maiúscula de Alex num Maracanã lotado, em 2003, são casos que jamais sairão da memória dos torcedores. Abaixo, o Superesportes relembra a trajetória celeste no torneio nacional.

1993: a primeira conquista

Já se passaram quase 24 anos desde o primeiro título do Cruzeiro na Copa do Brasil. Mas o torcedor celeste que já passou da casa dos 30 e costumava frequentar o antigo Mineirão – que não tinha arquibancadas e comportava mais de 100 mil torcedores (70.723 pagaram ingressos para a final em 3 de junho de 1993) – sem dúvidas se recordará dos gols de Cleison e Roberto Gaúcho na decisão contra o Grêmio.

O que pode passar batido é a presença de um garoto de apenas 19 anos. Robson, então recém-promovido da equipe júnior, foi escalado no lugar do já veterano Luizinho, que estava suspenso. O garoto, porém, não sentiu a pressão e teve atuação firme ao lado de Célio Lúcio, que também era jovem (tinha 22 anos).

Ao longo da competição, o Cruzeiro eliminou Desportiva Ferroviária-ES, Náutico, São Paulo e Vasco. Na decisão, empatou com o Grêmio no Olímpico, por 0 a 0, e venceu no Mineirão, por 2 a 1. O artilheiro celeste nesse torneio foi Cleison, com seis gols.


1996: contrariando previsões

Imagine enfrentar um adversário que acabara de ser campeão paulista com 102 gols marcados em 30 partidas? Que ganhou a competição com 28 pontos de vantagem sobre o segundo colocado São Paulo? Que fez 8 a 0 sobre Botafogo de Ribeirão Preto, 7 a 1 no Novorizontino e 6 a 0 diante do Santos? Que tinha Cafu, Júnior, Flávio Conceição, Rivaldo, Djalminha, Muller e Luizão, todos eles com boas passagens pela Seleção Brasileira? Podia assustar qualquer um, mas o Cruzeiro foi lá e contrariou previsões. Não se intimidou com um Palestra Itália inflamado de torcedores alviverdes e, de maneira valente, fez 2 a 1 no segundo jogo da final, levantando o caneco da Copa do Brasil pela segunda vez.

O grande nome daquela decisão foi o goleiro Dida. Com seus 1,96m de altura, ele só não evitou o gol de Luizão, marcado aos 5min de jogo. No mais, defendeu de pé, com as mãos e até de peito. Uma verdadeira muralha. Sua atuação foi exaltada por todos os personagens cruzeirenses daquela partida (relembre aqui).

O atacante Marcelo Ramos, que marcou sete gols, também mereceu destaque. Sobretudo por acreditar que Velloso falharia no cruzamento despretensioso de Nonato, aos 38min do segundo tempo.

Ao longo da Copa do Brasil, o Cruzeiro também bateu Juventus-AC, Vasco, Corinthians, Flamengo.

1998: escorregada no fim

O ano de 1998 seria perfeito para o Cruzeiro se não fossem os constantes vice-campeonatos. Ganhador do título estadual, a Raposa chegou às decisões de Campeonato Mineiro, Copa do Brasil, Copa Mercosul e Campeonato Brasileiro. Foi derrotado nas quatro. O Palmeiras, que havia sido vítima em 1996, deu o troco dois anos tempos. Aos 44min do jogo de volta, no Morumbi, o goleiro cruzeirense Paulo César Borges soltou bola chutada por Zinho em cobrança de falta e permitiu que Oséas marcasse o segundo gol palmeirense. Na partida de ida, no Mineirão, a Raposa havia vencido por 1 a 0, gol de Fábio Júnior.

Antes do revés para o Palmeiras, a equipe do técnico Levir Culpi – campeão em 1996 – passou por Amapá, Corinthians, Vitória e Vasco.

* A Recopa Sul-Americana de 1998, em que o Cruzeiro ganhou do River Plate, foi disputada em 1999 por falta de datas no ano anterior

2000: o gol de Geovanni

A Copa do Brasil de 2000 teve um sistema parecido com o atual – os times que representaram o Brasil na Copa Libertadores entraram nas oitavas de final. Diferentemente do Cruzeiro, que disputou a partir da primeira fase. Comandado por Marco Aurélio, o time azul eliminou Gama, Paraná, Caxias, Atlético-PR, Botafogo e Santos até chegar à decisão. Do outro lado estava o São Paulo de Levir Culpi, que conhecia bem os jogadores do elenco estrelado.

O jogo de ida, realizado no Morumbi, terminou empatado sem gols. Fábio Aurélio e Marcelinho Paraíba, do São Paulo, acertaram a trave do goleiro celeste André. O volante Ricardinho, do Cruzeiro, também carimbou o poste de Rogério Ceni. Os times ficaram somente no quase.

Não se pode dizer o mesmo no segundo confronto. O São Paulo abriu o placar aos 29min do segundo tempo numa cobrança de falta de Marcelinho Paraíba. Fábio Júnior, que havia entrado no lugar do lateral-direito Rodrigo, empatou aos 35min. E Geovanni, aos 44min, marcou o gol do título em cobrança de falta que desviou na barreira são-paulina e enganou Rogério Ceni – na jogada, o volante Donizete Oliveira deslocou os jogadores que formavam a proteção.

O título quase escapou aos 45min, quando Marcelinho Paraíba se aproveitou de cruzamento de Fábio Aurélio e cabeceou à queima-roupa contra André, que fez defesa milagrosa e evitou o empate, para delírio de mais de 85 mil torcedores.


Gol de Geovanni (foto) garantiu a virada histórica no Mineirão e o tri da Copa do Brasil

2003: o gênio Alex

Qualquer cruzeirense que puxa pela memória as atuações magníficas do time de 2003, logo pensa em Alex. Talvez tenha sido o melhor ano da carreira do camisa 10, que liderou a equipe na conquista da Tríplice Coroa – Campeonato Mineiro, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro.

Seis dos 39 gols marcados por Alex em 2003 foram em jogos da Copa do Brasil. Sem dúvidas, o de maior plasticidade foi registrado na partida de ida da final contra o Flamengo. O craque precisou de apenas uma letra para silenciar 70 mil rubro-negros no Maracanã. A bonita jogada com assistência de Deivid abriu o placar para o Cruzeiro, que levou o empate aos 48min do segundo tempo.

No duelo de volta, no Mineirão, o Cruzeiro fez 3 a 0 em 28 minutos, com gols originados de cruzamentos de Alex – Deivid, Aristizábal e Luizão marcaram de cabeça. Pelo que produziu ao longo da partida, a equipe de Vanderlei Luxemburgo poderia facilmente ter feito mais dois ou três gols. Mas foi o Flamengo quem diminuiu a desvantagem para 3 a 1.

Na caminhada até o terceiro título da Copa do Brasil, o Cruzeiro também superou Rio Branco-ES, Corinthians-RN, Vila Nova-GO, Vasco e Goiás.

2014: decisão mineira

O Cruzeiro que encantou o país com futebol ofensivo e vistoso na Série A (campeão com 80 pontos, a 10 do vice São Paulo) também chegou à final da Copa do Brasil de 2014. O oponente era o Atlético, que até então não havia se sagrado campeão do torneio.

Diferentemente das apresentações no Brasileiro, o Cruzeiro não se impôs diante do maior rival e perdeu a decisão mineira. No Estádio Independência, foi derrotado por 2 a 0. No Mineirão, tornou a cair, dessa vez por 1 a 0.

Como iniciou o torneio a partir das oitavas de final, a Raposa enfrentou apenas três adversários além do Atlético: Santa Rita-AL, ABC-RN e Santos.


Em 2014, Cruzeiro foi derrotado pelo arquirrival Atlético: 2 a 0 no Horto e 1 a 0 no Mineirão

Cruzeiro em Copas do Brasil

Participações: 21ª em 2017
Títulos: 1993, 1996, 2000 e 2003
Vices-campeonatos: 1998 e 2014
Eliminado nas semifinais: 2005 e 2016
Eliminado nas quartas de final: 1995 e 2006
Eliminado nas oitavas de final: 1989, 1991, 2002, 2007, 2012, 2013 e 2015
Eliminado na segunda fase: 1997 e 1999
Eliminado na primeira fase: 1990
Não participou: 1992, 1994, 2001, 2004, 2008, 2009, 2010 e 2011

Retrospecto geral do time

Jogos: 134
Vitórias: 69
Empates: 35
Derrotas: 30
Gols marcados: 267
Gols sofridos: 135
Aproveitamento: 60,2%

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