3/2/2017 09:53
Com variedade e nível alto, ataque do Cruzeiro é ponto forte no início de ano
Com muitas possibilidades de escalação para o setor, Mano Menezes vê setor ofensivo começar bem a temporada
O começo de ano do Cruzeiro tem sido promissor. Foram cinco vitórias em cinco compromissos, somando jogos-treino, amistosos e jogos oficiais. O ataque azul fez 21 gols, o que representa média de 4,2 por jogo. É verdade que o único adversário de peso, enfrentado até o momento, foi o Atlético-MG, mas, mesmo no clássico, o Cruzeiro teve atuação convincente, sendo superior ao rival durante praticamente todo o jogo. Além disso, o técnico Mano Menezes tem muitas opções e possibilidades de escalação.
Para o comentarista Henrique Fernandes, da TV Globo e do SporTV, o quarteto de ataque cruzeirense, formado por Robinho, Arrascaeta, Alisson e Rafael Sobis, está cumprindo à risca o que o técnico Mano Menezes costuma propor para suas equipes. Foi assim no clássico desta quarta-feira.
- O que mais chamou atenção no clássico foi a mobilidade do ataque do Cruzeiro. A capacidade dos jogadores de frente de arrancarem, em velocidade, preenchendo os espaços, aparecendo como opções uns pros outros. Essa é uma ideia que o Mano já tinha implantado com sucesso em 2015, com Willian sendo um atacante móvel à frente, e três jogadores em uma linha mais ofensiva, do meio, dando suporte. Na versão de 2017, este jogador avançado é Rafael Sobis, que tem qualidade para sair da área e aparecer nos lados de campo e boa capacidade de finalização. Robinho e Alisson jogam abertos pela capacidade de fecharem os espaços defensivamente no corredor. Cada um com uma característica. Alisson é o jogador da qualidade individual, do drible, que abre espaço. Robinho é o ponta-armador, que tem a capacidade de derivar pelo meio e municiar a frente, além de voltar um pouco mais e auxiliar a saída de bola. Complementando essa linha de frente, Arrascaeta fica centralizado, ajudando Sobis na pressão na saída de bola adversária e, sendo a primeira possibilidade de saída no contra-ataque em triangulação, quando a equipe recupera a bola.
Henrique Fernandes vê o Cruzeiro forte também no banco. As opções ofensivas que Mano tem na ausência dos titulares são muito boas, na opinião do comentarista. Com a possibilidade de fazer até 85 partidas na temporada, é bem provável que Élber, Rafinha e Ábila sejam utilizados várias vezes ao longo do ano.
- Cada uma das alternativas de banco oferece uma característica diferente. Élber é o velocista, que oferece amplitude, alarga o campo para a defesa adversária e ainda dá qualidade no jogo pela linha de fundo, seja aberto na esquerda ou na direita. Rafinha é mais um jogador com qualidade para preencher o lado de campo no momento defensivo e que também tem a característica de derivar mais para o meio, auxiliando na armação. Uma tarefa que no time titular fica muito a cargo do Robinho. Por fim, Ábila. A opção ofensiva de referência, para aumentar o peso na área, para um jogo mais físico, além de ser definidor.
O grande destaque
Por fim, a cereja do bolo. O melhor ainda está por vir. Thiago Neves, principal contratação para a temporada, ainda não teve a documentação regularizada, por isso não estreou. Assim que estiver tudo certo com os papeis, o meia se torna uma excelente opção para Mano Menezes.
- Vejo duas possibilidades para Thiago Neves no time: centralizado na linha de três meias (papel feito por Arrascaeta) e que ele desempenhou principalmente no Fluminense na Libertadores 2012 (num time treinado por Abel Braga e que tinha Rafael Sóbis jogando aberto pela direita), com possibilidade de entrar na área em posição central favorável para o chute, que é uma característica forte dele, e sem tanta responsabilidade na marcação. A outra possibilidade, que ele está mais habituado e que brilhou ao longo da carreira, é jogar aberto pelo lado direito. Foi assim que ele arrebentou no Fluminense de 2008 e também foi assim que jogou bem no Flamengo de 2011, que tinha Ronaldinho Gaúcho. Com este posicionamento, ele teria facilidade em centralizar ajudando efetivamente na armação. Hoje, o jogador aberto pela direita do Cruzeiro é Robinho, com características semelhantes as que Thiago teria jogando no setor.
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