19/1/2017 17:55
Referência e líder no Cruzeiro, Henrique comemora convocação
Fotos: Washington Alves / Light Press / Cruzeiro
Líder e referência dentro do maior clube de Minas Gerais, o meio-campista Henrique recebeu com alegria e emoção sua terceira convocação para a Seleção Brasileira, anunciada nesta quinta-feira pelo técnico Tite para o amistoso diante da Colômbia, dia 25 de janeiro, no Rio de Janeiro.
O capitão celeste acredita que o chamado para vestir a amarelinha nada mais é do que uma recompensa pelo seu comprometimento diário com o Cruzeiro.
“É uma alegria imensa que a gente sente por ser convocado. É o reconhecimento do trabalho e daquilo que nós fazemos. Então, ficamos felizes. Sei o quanto a gente se esforça, trabalha e se dedica para que cheguem essas oportunidades. Sou muito grato e fico muito feliz. Aquele momento em que o Tite assistia à partida [contra o Atlético-PR, pelo Campeonato Brasileiro, no Mineirão], no intervalo ele elogiou, me deu esperança. Graças à Deus veio a recompensa. É trabalhoso chegar à Seleção e ainda mais difícil se manter”, festejou.
“Na primeira vez, fui pego de surpresa e não esperava. Claro que hoje me emociono, pois todos nós temos sentimentos e paixões. O coração pulsa forte por representar a grandeza da Seleção. Mas, espero continuar trabalhando firme e forte para representar bem”, complementou.
Entusiasmado com a chance de representar o país, Henrique garante ainda mais trabalho e empenho com o Manto Estrelado para, também, se manter no radar da comissão técnica da Seleção nas próximas convocações. “Vou trabalhar para ter continuidade. É a oportunidade e ela escolhe hora e nem momento. Então quero me apresentar da melhor forma possível e, quem sabe, me manter na Seleção”, ressaltou.
Henrique falou, ainda, da boa causa do jogo amistoso entre Brasil e Colômbia, que terá renda revertida para as famílias das vítimas do trágico acidente que envolveu a Chapecoense no fim de novembro.
“Muito importante por participar de uma causa tão nobre. Famílias sofreram muito no sentimento, no íntimo delas. Nos sensibilizamos muito com isso. Espero estar lá para ajudar da melhor forma, com futebol, e que essas pessoas se sintam retribuídas da melhor maneira possível”, frisou.
Com 353 jogos pelo Clube, o meio-campista se diz ciente da responsabilidade que tem dentro do grupo de jogadores, mas prefere não se rotular como ídolo celeste.
"Não gosto de me rotular. Sou um cara esforçado, batalhador, guerreiro. Isso tanto dentro de casa quanto fora. Eu me rotular acho difícil. Talvez eu seja referência para os mais novos, quando os chamo para conversar. Dou algumas dicas e vejo referência como isso. Claro que estamos há mais tempo no Clube, então o pessoal nos vê dessa forma. Sou um cara que luta, que se esforça, que batalha no dia a dia. Quero ser essa referência para os mais jovens para que eles cresçam também", opinou.
A liderança e respeito que Henrique tem do grupo se refletiu na decisão da comissão técnica estrelada, que em 2016 passou a faixa de capitão ao jogador na ausência de Fábio.
“A responsabilidade era muito grande. Mas, se não fosse o grupo, que me deu suporte, com muito respeito, isso não teria acontecido. Caminhamos juntos para que hoje eu estivesse dando essa entrevista e sendo convocado para a Seleção”, agradeceu.
Mesmo sendo uma liderança positiva e um atleta que tem apresentado bom rendimento com a camisa celeste, Henrique não se considera intocável na equipe de Mano Menezes. Ao contrário, o jogador diz que todos precisam trabalhar bem no dia a dia para que as oportunidades apareçam para cada um.
“O dia em que eu achar que estou garantido, coisa boa não vai acontecer. Não podemos nos dar por satisfeitos. A gente sabe da dificuldade que é se manter no time. Por isso trabalho, me dedico muito. Procuro controlar a emoção e a ansiedade também. A pessoa que no dia a dia relaxa, as coisas boas para ela não acontecem. Eu trabalho e me dedico para que isso não aconteça”, reforçou.
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