15/1/2017 13:49
Soldado de artilharia: conheça a história do atacante Rick Sena
De Osasco-SP
Gustavo Aleixo
Eu sou a poderosa Artilharia
Que na luta se impõe pela metralha (...)
(...) E prepara o campo de batalha
A “Canção da Artilharia”, escrita por Jorge Pinheiro, é uma ode ao grupamento de soldados que, com grandes armamentos em mãos, são capazes de neutralizar e abater o inimigo. Rick Sena, camisa 9 do Cruzeiro na Copa São Paulo, não precisa de avançados equipamentos militares para derrubar adversários. Basta apenas chuteira e bola para o centroavante fazer o gol e "bater continência" para as redes.
“Soldado de artilharia”, Rick não faz o estilo dos centroavantes clássicos. Não é alto, porém saber aliar muito bem o faro de gol à velocidade. Este último quesito, inclusive, não passa despercebido ao se notar o sobrenome um tanto quanto famoso do camisa 9 cruzeirense.
“Meu pai não perdia uma corrida do Ayrton Senna. Quando o Senna morreu, assim como todo mundo, meu pai ficou comovido e pensou em colocar o mesmo sobrenome do Senna no filho que ele viesse a ter. Foi isso que ele fez, pegou o Rick e juntou com Sena. Ele colocou só um ‘n’ para não ficar muito na cara que era por causa do Ayrton Senna”, explica o jogador.
“Já andei de kart, mas só depois de grande. Ganhei umas corridas com meus colegas, até empolguei (risos). Falei para eles que era não era à toa que meu sobrenome era Sena”, se diverte.
Homônimo do ex-presidente dos Estados Unidos, o pai do atacante, Lindon Johnson, porém, tinha desde cedo outros planos para Rick. Apesar de amante do automobilismo e funcionário de uma loja de motos, o pai gostava mesmo era de futebol e foi para este caminho que sempre conduziu o talentoso filho.
Do futsal, onde adquiriu habilidade e raciocínio rápido, o "soldado" celeste seguiu para o futebol de campo, onde atuou, curiosamente, pela equipe do 2ª batalhão da Polícia Militar. De lá, Rick Sena, passaria pelo Santos antes de chegar ao Cruzeiro, em 2011, quando foi aprovado pelo técnico Marcos Valadares, hoje, comandante do centroavante na Copa São Paulo.
Desde o pré-infantil no Maior de Minas, Rick Sena é ao lado do lateral-esquerdo Victor Luiz e do zagueiro Murilo Cerqueira um dos três jogadores daquela geração que ainda permanecem no Clube. Com tantos anos atuando com a camisa estrelada, o centroavante cruzeirense já acumulou diversos títulos pela base celeste e, neste ano, foi peça fundamental para o tetracampeonato estadual inédito, em um jogo inesquecível contra o maior rival.
“Tenho até hoje na memória o gol que fiz contra o Atlético-MG, na fase decisiva do Campeonato Mineiro Júnior, que praticamente nos deu o tetracampeonato. Quando fiz o gol no último minuto, vi aquele mar azul correndo para me abraçar e todo mundo pulando. Foi uma das melhores sensações que já tive. Vai ficar na memória, porque era clássico e praticamente uma final antecipada”, recorda.
Ao lado do memorável gol, Rick Sena guarda com carinho as lembranças da Copa São Paulo do ano passado, quando foi o artilheiro celeste no torneio, com cinco gols. Dos gols à fama repentina entre os torcedores, o atacante carrega os ensinamentos de como suportar a pressão de atuar pelo principal Clube do estado.
“Depois da Copinha, aumentou a pressão sobre mim para que eu me destacasse. Ano passado, meus pais trabalharam minha cabeça e minha mente para estar preparado para estes momentos. Nesta atual Copinha, não tive um bom começo e logo no primeiro jogo errei um pênalti. Muitos torcedores me apoiaram e muitos me criticaram, mas procuro levar da melhor maneira os elogios e críticas para sempre crescer dentro do Clube”, destaca.
Com a cabeça feita, Rick Sena desencantou na atual edição da Copa São Paulo, após marcar o terceiro gol da vitória celeste sobre o Bragantino, por 3 a 0, na última sexta. Agora, na sequência da competição, o centroavante cruzeirense quer repetir ainda mais vezes os gols que o fizeram se apaixonar pelo futebol
“Se tem uma coisa que gosto de fazer no mundo é gol. Deus me deu este talento e fico muito honrado por isto. Quando não faço gol, fico chateado, fico angustiado, mas procuro não criar ansiedade. Fazer gol é maravilhoso. É uma sensação gostosa correr para a torcida, ver todos os companheiros te abraçando. Eu amo fazer gol”.
Na Copinha do ano passado, Rick foi o artilheiro celeste com cinco gols (Marcello Zambrana/Light Press)
Jogos do Cruzeiro na Copa São Paulo 2017:
Grupo 22 (Sede em Mogi das Cruzes-SP)
04/01 – Cruzeiro 2 x 0 River-PI – gols: Thonny Anderson e Luan
06/01 – Bragantino-SP 1 x 0 Cruzeiro
08/01 – União Mogi-SP 0 x 2 Cruzeiro – gols: Vander e Marco Antônio
Segunda fase
11/01 – Bahia 0 x 2 Cruzeiro – gols: Vitinho e Cesinha
Terceira fase
13/01 – Bragantino 0 x 3 Cruzeiro – gols: Thonny Anderson, Vitinho e Rick Sena
Oitavas de final
15/01 – Cruzeiro x Flamengo
Artilharia celeste
2 gols: Thonny Anderson e Vitinho
1 gol: Luan, Vander, Marco Antônio, Cesinha e Rick Sena
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