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13/1/2017 17:39

Torcedor em campo: Vitinho vive sonho de atuar pelo Clube do coração

Torcedor em campo: Vitinho vive sonho de atuar pelo Clube do coração
fotos: Cruzeiro/Divulgação

São oito milhões de cruzeirenses pelo mundo afora, mas poucos deles têm a chance de envergar, em campo, o manto estrelado. Por isso, Vitinho, lateral-direito do Cruzeiro na Copa São Paulo, é um privilegiado. Enquanto muitos vibram com os gols da Raposa nas arquibancadas, o ala o faz dentro das quatro linhas.

Nascido em Belo Horizonte, numa família que torcia para uma equipe rival, o lateral-direito tem, hoje, muito o que agradecer ao avô, que, em uma semana, fez a jovem promessa cruzeirense escolher torcer pelo time mais vitorioso do estado.

“Tem umas ‘ovelhas negras’ na família. Em casa é assim, meu pai inclusive. Mas, quando era pequeno, fiquei uma semana na casa do meu avô, que é cruzeirense e ele fez a minha cabeça. Falava para gritar ‘Cruzeiro!’ e pegou. Quando voltei para casa estava rolando o jogo do Cruzeiro e fiquei torcendo. Meu pai ficou louco”, recorda Vitinho, que, aos poucos, vem fazendo sua família também seguir para o lado cinco estrelas.

“Minha família sempre me apoiou. Teve clássico que eu fiz gol e meu pai até comemorou com a torcida. O que importa é me verem bem. Estão sempre me apoiando”, completa.

No Cruzeiro desde os seis anos, quando jogava pela equipe da Sede Campestre, Vitinho chegou à base celeste oito anos depois. Durante boa parte de sua formação, o jovem jogador atuou como atacante, mas, assim como aconteceu com o avô, precisou de um “empurrãozinho” para seguir o caminho certo. Assim, deixou o ataque para virar lateral.

“Quem me colocou foi o Alexandre Lemos (técnico do sub-17). Foi meio estranho, porque não queria no começo. Não aceitava jogar de lateral, mas aos poucos foi dando certo e cheguei à Seleção Brasileira Sub-17 e Sub-20”, conta Vitinho, que relembra claramente o pai, muito emocionado, comunicá-lo da convocação.

“Meu pai ficou sabendo primeiro que eu e depois me contou, chorando. Antes dele contar, fiquei assustado, mas depois descobri que o choro era de felicidade mesmo”, acrescenta.

Tendo Daniel Alves e Marcelo como referências, Vitinho atuou como titular em todos os jogos da atual edição da Copinha, sendo em um deles no ataque, como nos velhos tempos. E foi jogando mais à frente, que o lateral-direito desencantou na última quarta-feira, quando fez um golaço (veja o vídeo ao final da matéria) na vitória por 2 a 0 sobre o Bahia, que garantiu o Cruzeiro na sequência da competição.

“Gosto do mano a mano, do jogo de velocidade, de drible. Quando o Thonny (Anderson) tocou para mim e fiquei no um para um, pensei: ‘É agora’. Então, usei o que tenho de melhor, pedalei para cima dele, fiz o gol e fiquei feliz demais”, destaca o lateral, que, em meio ao sonho de ser jogador profissional, não se esquece de seu torcedor interior.

“Sempre vou dar minha vida pelo Cruzeiro, por ser cruzeirense. Então, quando entrar em campo, vou dar sempre meu melhor, correr com muita raça, porque isso me faz bem, me faz feliz. Tenho o sonho de ser jogador profissional pelo Cruzeiro e colocar meu nome na história do Clube”, encerrou.

Jogos do Cruzeiro na Copa São Paulo 2017:

Grupo 22 (Sede em Mogi das Cruzes-SP)
04/01 – Cruzeiro 2 x 0 River-PI – gols: Thonny Anderson e Luan
06/01 – Bragantino-SP 1 x 0 Cruzeiro
08/01 – União Mogi-SP 0 x 2 Cruzeiro – gols: Vander e Marco Antônio

Segunda fase
11/01 – Bahia 0 x 2 Cruzeiro – gols: Vitinho e Cesinha

Terceira fase
13/01 – Bragantino x Cruzeiro

Artilharia celeste
1 gol: Thonny Anderson, Luan, Vander, Marco Antônio, Vitinho e Cesinha

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