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6/1/2017 10:33

Tinga exalta DNA vencedor do Maior de Minas e a força da Nação Azul

Tinga exalta DNA vencedor do Maior de Minas e a força da Nação Azul
Da Toca II

Alisson Guimarães

Em dezembro de 2016, a maior torcida de Minas Gerais recebeu com felicidade a notícia de que Paulo César Tinga estava de volta ao Cruzeiro. Campeão e respeitado por onde passou enquanto atleta, o gaúcho de Porto Alegre atuou pelo Clube entre os anos de 2012 e 2015 e foi peça fundamental na importante conquista do bicampeonato brasileiro em 2013 e 2014.

Aposentado dos campos desde abril de 2015, Tinga retorna ao lar onde pendurou suas chuteiras iniciando uma nova fase na carreira, agora como gerente de futebol.

Já exercendo funções na Toca da Raposa II, em Belo Horizonte, o novo reforço do departamento de futebol celeste falou ao Site Oficial do Cruzeiro sobre a alegria de retornar ao maior Clube de Minas, do planejamento para esta temporada, do seu perfil de líder e do carinho e importância do torcedor celeste que, segundo o próprio, terá papel fundamental na busca pela retomada por conquistas em 2017.

Confira, abaixo, os temas abordados no bate-papo com o novo gerente de futebol do Maior de Minas.

DE VOLTA PARA CASA
“Estou feliz por iniciar minha nova carreira, meu novo emprego, em um lugar onde eu fui muito feliz. O Clube em que tive o prazer de encerrar minha carreira, da melhor forma, com felicidade e alegria, é o mesmo que está me dando a oportunidade de iniciar uma nova função como gerente de futebol. É algo para o qual me preparei e que sempre quis para mim. É uma alegria imensa, mesmo sabendo da responsabilidade e do trabalho que teremos. Só tenho a agradecer ao Dr. Gilvan pela confiança, por acreditar que eu possa acrescentar, assim como ele acreditou em mim um dia dentro do campo e por acreditar, de novo, que eu possa fazer parte desse grande Clube que, pela sua história, é vencedor. Chego para compor uma equipe que já tem diversos profissionais e uma boa linha de trabalho. É uma grande alegria estar aqui mais uma vez.”

MANUTENÇÃO DA BASE DE TRABALHO
“Este foi um dos motivos que me fizeram decidir a iniciar minha carreira aqui. Todos sabem que tive convites para começar em outros clubes. Mas, os fatos de ter primeiro um bom relacionamento com o torcedor, Clube, diretoria e funcionários, de ter intimidade com todos e também do prazer de ter vivido uma história no Cruzeiro, fizeram a diferença neste processo também. Saber que estou vindo trabalhar em um lugar em que a base foi mantida com muita qualidade, com comissão técnica extremamente qualificada e vencedora, me faz acreditar que, neste ano, teremos coisas boas para vivenciar. Na medida em que temos jogadores vencedores, homens de caráter, aumentam minha força e fé de que podemos fazer um grande trabalho neste ano.”

PORTAS ABERTAS
“Desde quando saí do Cruzeiro eu já sabia que um dia voltaria a trabalhar aqui. Só não sabia quando. Tratei de fazer minha parte, de me preparar e buscar o máximo de conhecimento. O fato de ser um dos líderes daquele Cruzeiro vencedor de 2013 e 2014 só me dá mais confiança, até porque muitos atletas com quem trabalhei já conhecem o meu perfil. Sempre pensei no melhor para o Clube e para os jogadores. O objetivo de todos é sempre ganhar e o fato de ter jogado com muitos deles facilita. Meus princípios não mudam, meu caráter não muda. Tem coisas na minha vida que são inegociáveis. Os jogadores me conhecem e sabem que vou tentar fazer o melhor para eles, para o Clube e para os torcedores, sempre com o objetivo de vencer.”

DNA VENCEDOR
“Hoje, tenho a consciência de que o protagonismo é sempre dos jogadores e da comissão técnica. Agora, sou um funcionário que trabalha para dar a melhor condição para eles fazerem aquilo que é o que mais a gente quer, que é dar alegria ao torcedor. A imagem do Cruzeiro vencedor que eu tenho sempre é a do Mineirão lotado e dos torcedores discutindo, antes dos jogos, qual seria o resultado, porque quase sempre eles e nós sabíamos que a vitória viria. Sei que, para isso acontecer novamente, temos que trabalhar muito. Vamos trabalhar em conjunto, até porque futebol não se faz sozinho e o Cruzeiro já tem isso no seu DNA vencedor. Vamos apenas buscar retomar esse caminho da melhor maneira possível e posso garantir que isso já vem sendo feito por todos aqui dentro.”



ESPÍRITO DE LIDERANÇA
“Sempre digo que o líder com excelência não se dá por imposição, mas sim por conquista. Ele precisa, muitas vezes, saber executar ou, ao menos, estar próximo de saber executar o que ele pede. O fato de ter vivido quase tudo o que o atleta vive na carreira pode facilitar um pouco para que eu exerça essa função, que é de liderança e de construir algumas pontes. O futebol costuma ter muitos muros e as partes não se comunicarem tanto. Sempre fiz isso nos grupos, tentar ligar jogadores aos diretores e funcionários. E liderança é algo natural. Penso que em diversos setores há sempre vários líderes e cada um deve saber respeitar o espaço do outro. Não é porque você é um líder que você deve deixar de ouvir outras pessoas. Pelo contrário. O conhecimento é externo e não nasce com ninguém. A gente sempre o pega de fora para dentro. É importante se comunicar, ouvir todo mundo e dar espaço para todos, falar e sempre ter a firmeza na hora de decidir. E, claro, não fugir da responsabilidade.

O PODER DA RAZÃO
“Sempre gostei na minha vida de ter razões. A razão do ‘sim’ ou do ‘não’. E não é pura e simplesmente falar ‘sim’ ou ‘não’. Geralmente o ‘sim’ não precisa vir acompanhado de uma razão, porque este ‘sim’ costuma estar condicionado a coisas boas e positivas. Mas, para se falar ‘não’, é preciso que o líder tenha razão e argumentação bem fundamentadas. Quando se tem a verdade, se é simples e objetivo, as pessoas aceitam as situações com mais naturalidade.”

A FORÇA QUE VEM DA ARQUIBANCADA
“Confesso que a torcida cruzeirense fez muita diferença na minha volta e na minha vida. Nestes dois anos em que fiquei fora do futebol, e é de coração que digo isso, sempre me vi trabalhando no Cruzeiro, pelo simples fato de saber que a torcida sempre acreditou no meu potencial. Todas as vezes em que o Cruzeiro se sagrou vencedor, afinal o Cruzeiro é um vencedor nato, foi porque a torcida fez o Clube ser campeão. O que eu preciso, hoje, iniciando, e o que eu mais quero nessa vida, é sair do Clube com festa. Não gosto de chegar aos clubes com festa, mas sim sair deles com festa. Não sei se vou sair daqui em um, dez ou cinquenta anos, afinal, quero ficar o máximo que puder aqui. Mas, a certeza é que quero sair com festa, porque aí sim será sinal de que você fez um bom trabalho. Para que isso aconteça, é preciso que o torcedor tenha consciência de que a maior força que o Cruzeiro tem vem de fora para dentro.”

O PAPEL FUNDAMENTAL DO TORCEDOR
“Que neste ano, o cruzeirense possa acreditar que temos condições, de novo, de gritar ‘é campeão!’. Isso é realidade. Sempre fui um cara sincero nas minhas colocações. Temos uma história bonita. Time nós temos, comissão técnica nós temos, funcionários bons em todas as áreas nós temos. Se o torcedor abraçar essa ideia e entender desde agora que ele é a figura mais importante quando lota o Mineirão, quando apoia do começo ao fim, quando grita o nome do jogador em um momento difícil, tenho certeza de que chegaremos em dezembro com muita alegria e fazendo festa, porque o bom do futebol é fazer a festa no final.”

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