GloboEsporte.com relembra situações que mais marcaram o ano da Raposa, como a invencibilidade no confronto com o maior rival e as apostas erradas no ano
Ábila foi uma das contratações do Cruzeiro no meio do ano (Foto: Juliana Flister/Light Press)
Chegou o fim de ano. Momento de reflexão de tudo o que ocorreu durante todo o 2016. Não é diferente para os clubes. No caso do Cruzeiro, momentos mais negativos do que positivos, mas que servem de lição para que a Raposa tenha um 2017 vitorioso. O GloboEsporte.com elencou cinco fatos que marcaram a trajetória do clube na temporada.
Mano e contratações no meio do ano
Depois de frustrações no trabalho com Deivid e Paulo Bento, além das contratações que não deram errado, o Cruzeiro apostou em um velho conhecido para se salvar do rebaixamento do Brasileiro: Mano Menezes. Ele chegou no fim de julho com a missão de tentar uma queda inédita para a Série B. Do final do primeiro semestre para o meio do ano, chegaram também reforços que encorparam a equipe, como os meias Robinho e Rafinha, e os atacantes Rafael Sobis e Ramón Ábila. Outros não deram tão certo, como Bryan e Edimar. O Cruzeiro ficou em 12º no Brasileiro e foi semifinalista da Copa do Brasil.
Outro ponto positivo foi o goleiro Rafael. Com a contusão do goleiro Fábio, em agosto, Rafael assumiu o gol celeste e não decepcionou. Sendo um dos pontos altos da equipe na reação no segundo semestre. O jogador provou ser uma opção para quando o goleiro titular não puder atuar.
Clássicos
O Cruzeiro terminou a temporada sem perder clássicos para o seu maior rival, o Atlético-MG. Fora duas vitórias no Independência (1 a 0 e 3 a 2), como visitante, e empate por 1 a 1, no Mineirão, como mandante. As vitórias contra o maior rival aliviaram, naqueles momentos, a pressão que o clube vinha sofrendo com os maus resultados.
Rafael Silva comemora o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Atlético-MG (Foto: Washington Alves/Light Press)
Apostas erradas
O ano do Cruzeiro foi recheado de apostas. A maioria não deu certo. No comando técnico, o time começou a temporada com Deivid, que foi auxiliar de Mano Menezes em 2015. Apesar de ter feito a melhor campanha no Campeonato Mineiro, o futebol apresentado não agradou e, logo após a eliminação para o América-MG nas semifinais do Estadual, ele não suportou e deixou o cargo. Em seu lugar, chegou o português Paulo Bento, após Geraldo Delamore trabalhar como interino por cerca de duas semanas. O estrangeiro teve pouco sucesso na implantação da sua filosofia, o que fez com que o trabalho fosse pouco eficiente e deixasse o Cruzeiro na zona de rebaixamento.
Paulo Bento, técnico do Cruzeiro (Foto: Washington Alves/Light Press)
Além dos treinadores, o Cruzeiro também teve pouco sucesso com as contratações do começo do ano. Chegaram Sánchez Miño, Pisano, Federico Gino, Rafael Silva, Bruno Nazário, Marciel, Douglas Coutinho e Lucas Romero, este último o único a conseguir se firmar na equipe durante a temporada. Muitos deles nem mais fazem parte do grupo.
Segundo ano sem título
Federico Gino lamenta a eliminação do Cruzeiro para o América-MG no Campeonato Mineiro (Foto: FuturaPress)
A temporada também foi a segunda consecutiva sem títulos para o Cruzeiro. A Raposa caiu nas semifinais do Mineiro - o que fez a equipe ficar sem ir à decisão pelo segundo ano seguido -, na primeira fase da Primeira Liga, nas semifinais da Copa do Brasil e ficou em 12º lugar no Brasileiro, classificando-se para a Copa Sul-Americana.
Benecy explicou a declaração sobre compra de árbitro (Foto: Washington Alves / Light Press)
Caso Benecy
Em entrevista à Rede Minas, no dia nove de janeiro de 2016, Benecy Queiroz confirmou que no futebol existe a famosa mala preta, citando uma tentativa do Cruzeiro de comprar um árbitro em Minas Gerais, em uma das cinco passagens do técnico Ênio Andrade pelo clube. Segundo ele, entretanto, a tentativa não foi bem sucedida, já que o árbitro não cumpriu com o combinado e não favoreceu o Cruzeiro na partida em questão.
Dois dias depois da polêmica, Benecy se pronunciou sobre o fato na Toca da Raposa, sem direito a perguntas dos jornalistas, e disse ter inventado o caso de mala preta. O dirigente foi afastado pelo Cruzeiro e passou, segundo o clube, a exercer funções administrativas.
No STJD, o caso foi julgado, e Benecy recebeu punição de 90 dias, sendo a pena depois reduzida. Poucos meses depois, o dirigente voltou a frequentar a Toca da Raposa II.
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