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23/12/2016 08:15

'Líder', 'voluntarioso' e 'disciplinado': jornalistas analisam Hudson, novo contratado do Cruzeiro

Ex-volante do São Paulo desembarcará na Toca da Raposa II para a pré-temporada

Líder, voluntarioso e disciplinado: jornalistas analisam Hudson, novo contratado do Cruzeiro
Espírito de liderança de Hudson o transformou em capitão do São Paulo na 'era Bauza'

Depois de anunciar as contratações do zagueiro Luis Caicedo e do lateral-esquerdo Diogo Barbosa, o Cruzeiro oficializou a chegada do volante Hudson, que estava no São Paulo. O jogador foi trocado pelo atacante Neilton, que pertencia ao clube celeste e disputou o último Campeonato Brasileiro pelo Botafogo. Com 49 jogos pelo Tricolor, o novo atleta do elenco de Mano Menezes se destaca principalmente pela eficácia do desarme – foram 183 na última temporada, média de 3,7 por jogo.

O Superesporte procurou jornalistas que acompanham o dia a dia do São Paulo para conhecer um pouco melhor de Hudson, já que o volante foi apenas um coadjuvante na equipe tricolor nas últimas temporadas. Leia, abaixo, a análise dos jornalistas Márcio Porto, do diário Lance!; Paulo Fávero, do Estadão; Luis Augusto Simon, o Menon, do UOL e Marcus Alves, repórter do ESPN.com.br.

Márcio Porto, repórter do diário Lance! – Hudson teve uma boa passagem pelo São Paulo. É possível dizer isso pela sua evolução no período em que passou no clube. Chegou no meio de 2014, após um bom Campeonato Paulista pelo Botafogo-SP, com contrato só até o fim do ano. Conseguiu a permanência por atuações seguras, com um futebol aguerrido e voluntarioso. Segurou as pontas atuando na lateral direita por um tempo. A melhora rendeu um contrato mais longo. 2015 não foi um ano brilhante, até porque viu Thiago Mendes ganhar mais espaço. Seu futebol pouco se encaixava na filosofia do colombiano Juan Carlos Osorio, que comandou o clube por cinco meses.

A redenção veio este ano, com o argentino Edgardo Bauza. Hudson foi titular absoluto no primeiro semestre e, como um cão de guarda, ganhou a faixa de capitão. Sucesso que não se repetiu mais após a saída do treinador. A queda de produção veio acompanhada de polêmicas fora de campo. Parece ter perdido o gás. O Cruzeiro pode fazer muito bem a ele.


Bom relacionamento com grupo é ponto forte

Paulo Fávero, repórter do Estadão – Hudson teve um momento muito bom no São Paulo, principalmente no primeiro semestre com o Edgardo Bauza, na Libertadores. Chegou a ser capitão do time, tinha um papel de liderança. Depois da saída do Bauza perdeu o espaço, teve lesão no fim da temporada. Começou 2016 em alta, mas terminou em baixa, por opção técnica e também pela lesão. É um jogador que nunca teve problema disciplinar, que se posiciona bem, se comporta bem, assume responsabilidades. Pode dar muito certo no Cruzeiro. Taticamente, ele seria mais um primeiro volante, apesar de gostar de liberdade.

Luis Augusto Simon, o Menon, blogueiro do UOL – Hudson chegou ao São Paulo depois de fazer um bom campeonato paulista pelo Botafogo de Ribeirão Preto. Destacou-se nesse fundamento e foi ganhando espaço. Atuou também pela lateral direita. Respeitado, chegou a ser capitão. Tem personalidade e é bem articulado, mas não consegue ajudar na transição defesa/ataque. Limita-se ao passe curto.

Marcus Alves, repórter do ESPN.com.br – Se até o fim do ano passado, Hudson tinha dificuldade de convencer e não brigava pela titularidade, ele virou intocável com Bauza. Foi com o argentino com que mais cresceu, ganhou a braçadeira de capitão e virou a representação da raça em campo. Peca pela falta de técnica, mas compensa isso com voluntariedade em campo e fazendo a função de lateral direito e também de volante, se necessário. Foi o líder de desarmes no Brasileiro e na Libertadores. Rogério Ceni pretendia contar com ele, mas foi convencido a liberá-lo.

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