O trabalho é meticuloso, quase silencioso, mas registra resultados a olhos vistos. Não à toa, ano após ano, a Toca da Raposa I revela jogadores do mais alto gabarito, que rendem ao Maior de Minas o retorno técnico e financeiro de todo o investimento feito pelo presidente Gilvan de Pinho Tavares na base celeste.
Para que tantos jovens jogadores brilhem com a camisa celeste, respeitando, é claro, o estilo de jogo historicamente aplicado pelo Clube, se faz necessário voltar os olhares para um dos setores que mais contribui para o sucesso da base cinco estrelas: a captação. Responsável por observar e obter grande talentos para a Toca I, o departamento, liderado pelo coordenador Ricardo Luiz, é um dos principais alicerces do trabalho de formação de atletas no Clube.
Em entrevista ao site oficial do Clube, Ricardo Luiz esclarece o critério cuidadoso para a seleção dos melhores atletas para a base, destaca as competições internas realizados pelo Cruzeiro e deixa claro os motivos que tornam o Clube uma referência no setor. Confira abaixo:
Trabalho de sucesso
Hoje, temos nosso diretor da base, Klauss Camara, que já trabalhou como coordenador de captação, então, ele tem uma visão bacana dos processos. Pessoas que me antecederam, como o Paulo Xavier (coordenador de captação da CBF) e o Matheus Ornelas (hoje, coordenador técnico da base celeste), fizeram trabalhos excelentes. Pego uma sequência muito boa da captação. O Cruzeiro tem colhido frutos neste trabalho, e a gente vem tendo um apoio de toda nossa diretoria, seja ela da base, quanto dos nossos colaboradores.
DNA Cruzeiro
A captação faz um trabalho ativo de identificar talentos no mercado. Aqui, temos um mapa das posições, indicando o que cada posição requer e quais características o atleta deve ter para fazer parte do Cruzeiro. A gente trabalha em função disso, das especificações técnicas que já temos mapeadas e que acreditamos ser a filosofia do Clube.
Focamos sempre nos atletas mais novos para que eles, adentrando ao Clube, possam ser formados com a filosofia do Clube. Temos implementado aquilo que chamamos de “DNA do Cruzeiro” nos aspectos técnicos, táticos e físicos. Assim, pretendemos que o atleta possa se desenvolver com as características que o Clube requer.
Observação de atletas
Nosso departamento trabalha 24 horas, então, temos bons relacionamentos tanto na região Sudeste, quanto Centro-Oeste, no Norte do país também. Viajamos por todo o estado de Minas Gerais à procura destes atletas. No Nordeste, também tem surgido grandes atletas e temos, na nossa base, atletas oriundos de lá. Os contatos são muitos, e o telefone não para. Neste ano, avaliamos algo próximo de 22 mil atletas, oriundos destes nossos relacionamentos e do trabalho proativo que o Cruzeiro faz de ir em busca destes atletas no mercado.
Seletivas
Nossas seletivas (veja abaixo apresentada no programa 156 da TV Cruzeiro) acontecem todas as semanas aqui na Toca I. Cada semana, tem sua faixa etária, então, conseguimos avaliar meninos de 14 a 17 anos, descobrindo, assim, talentos nestas seletivas. Também temos as competições internas e externas que observamos para abrir o leque e ter uma gama maior de atletas a serem acompanhados.
Como fazer um teste para a base celeste?
Temos nossos canais, nos quais é feito o contato sempre pelo responsável pelo atleta. O atleta tem que estar numa escolinha, num projeto ou num clube para pleitear uma oportunidade no Cruzeiro. O contato é feito pelo telefone, e-mail e aí é agendada uma data para este atleta vir à Toca da Raposa I, passando por um período de observação.
Competições organizadas pelo Cruzeiro
O Circuito Base Forte teve, neste ano, sua oitava edição. É uma competição consolidada a nível de mercado, e o Cruzeiro tem tido a felicidade de trazer atletas para suas categorias iniciais. Eles vêm à Toca I e, durante um fim de semana, têm esta disputa e passam pela observação do nosso departamento.
Temos a MG Cup, que tem duas edições no ano, uma em julho e outra em janeiro, que é para afinar o processo final dos atletas que passam pelo nosso monitoramento. Temos também a Cruzeiro Cup, que acontece em dezembro. Uma competição organizada pelo Departamento de Negócios Internacionais (DNI), que envolve atletas sub-15, que passam por nosso olhar.
A Taça das Comunidades é uma ideia que buscamos daquilo que é feito no Rio de Janeiro, na Taça das Favelas. A ideia é oportunizar atletas da periferia que, muitas vezes, não têm a chance de fazer uma avaliação num clube, até pelo cenário econômico. Assim, o Cruzeiro oportuniza os times dos aglomerados de virem à Toca I e estarem apresentando seus atletas.
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