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13/12/2016 11:24

Ano para ser esquecido pelos mineiros: Cru

Escolha de treinadores entre a saída e a volta de Mano não foi acertada. Raposa contratou muito e mal

Ano para ser esquecido pelos mineiros: Cru
Mano Menezes teve aproveitamento necessário para tirar Cruzeiro do risco de rebaixamento<\B>

Pelo segundo ano consecutivo, o Cruzeiro se despede das competições sem ter o que comemorar. O clube apostou os poucos recursos que tinha em jogadores que, em sua maioria, não corresponderam. Os “remendos” feitos ao longo do ano renderam resultados melhores, mas muito longe do que o exigente torcedor celeste espera.

A estratégia de tentativa e erro começou ainda no fim do ano passado, quando o então auxiliar Deivid foi efetivado como treinador no lugar de Mano Menezes, que aceitou convite para se transferir para o futebol chinês. O ex-atacante nunca havia treinado uma equipe e era de se esperar que ele precisaria de tempo para colocar seus conceitos em prática.

Além disso, sem muito dinheiro, o clube foi à procura de pechinchas no mercado, buscando até em outros países, como a Argentina, jovens promissores. A maioria deles não rendeu o esperado e alguns nem duraram muito no clube, caso dos “hermanos” Sanchéz Miño e Pisano, o primeiro com o contrato rescindido e o segundo emprestado ao Santa Cruz.

A diretoria não teve essa paciência com Deivid. Mesmo com o aproveitamento de quase 70%, ele não resistiu à eliminação nas semifinais do Campeonato Mineiro, diante do América.

Sem muitas opções no mercado, os dirigentes tentaram tirar Jorginho e Ricardo Gomes de Vasco e Botafogo, respectivamente. Sem sucesso, a equipe começou o Campeonato Brasileiro sob o comando interino de Geraldo Delamore, que também dirigiu o time em duas partidas da Copa do Brasil, contra Campinense e Londrina.

A solução tentada veio do outro lado do Oceano Atlântico, com a contratação do português Paulo Bento. Com folga no caixa, o clube também tentou dar mais qualidade ao grupo buscando jogadores como o lateral-direito Lucas, o lateral-esquerdo Bryan e o armador Robinho. Um pouco mais à frente chegaram os atacantes Rafael Sobis e Ramon Ábila.

Mas antes mesmo que eles pudessem se entrosar, os dirigentes decidiram por nova troca de comando. Com o time frequentando a zona de rebaixamento do Brasileiro e sofrendo reveses como os 3 a 0 para o Atlético-PR, em pleno Mineirão, optou-se pela demissão do português e a contratação de Mano Menezes, que já havia salvado o time em 2015 e que voltou dizendo-se em dívida com o clube.

Os resultados não foram tão bons – o aproveitamento de 52,3%, superior ao de Paulo Bento, de 41,1% –, foi o suficiente para deixar o time em posição intermediária na tabela. Para completar, levou o time às semifinais da Copa do Brasil, na qual foi eliminado pelo Grêmio, que acabou conquistando o título sobre o maior rival da Raposa, o Atlético.

882 visitas - Fonte: Superesportes




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