O Cruzeiro comemorou, na quarta-feira, 50 anos de um de seus títulos mais marcantes. Em 1966, venceu duas vezes o Santos, de Pelé, e faturou a Taça Brasil, a primeira conquista nacional de um clube mineiro. A partir dessa data, o Cruzeiro se tornou um clube conhecido mundialmente e, desde então, ampliou sua galeria de troféus e sua lista de craques inesquecíveis.
O GloboEsporte.com fez uma série de matérias lembrando o título de 1966. Contamos histórias e conversamos com alguns dos personagens marcantes, de Cruzeiro e Santos. Para finalizar, vamos falar do paradeiro de cada um dos 18 jogadores que entraram em campo nas oito partidas que o Cruzeiro fez na competição.
Raul Plassmann, goleiro do Cruzeiro em 1966 (Foto: Marco Antônio Astoni)
Raul - Um dos maiores goleiros da história do Cruzeiro, Raul Plassmann defendeu o clube 549 vezes. Participou de todas as partidas da vitoriosa campanha de 1966. Vive em Belo Horizonte e é funcionário do departamento de marketing do Cruzeiro.
Pedro Paulo - O lateral direito que disputou 393 partidas com a camisa do Cruzeiro, entre 1963 e 1974, sendo sete pela Taça Brasil de 1966, morreu em Belo Horizonte, aos 62 anos, vítima de um AVC.
William - Mineiro de Mariana, William começou a carreira no
Atlético-MG, mas foi no Cruzeiro que se destacou, ao conquistar a Taça Brasil de 1966. Foi titular de todas as campanhas do título. Hoje, vive em Belo Horizonte.
Procópio - O zagueiro Procópio jogou 212 partidas pelo Cruzeiro, sendo cinco pela Taça Brasil de 1966. Foi técnico de vários clubes brasileiros. Hoje é aposentado e vive em Belo Horizonte, com a família.
Neco vive em Belo Horizonte, com a família (Foto: Marco Antônio Astoni)
Neco - O lateral esquerdo Manoel Caetano da Silva, o Neco, disputou sete das oito paridas do Cruzeiro na Taça Brasil de 1966. Tem 249 jogos com a camisa azul e conquistou seis títulos. Hoje, é aposentado e mora em Belo Horizonte.
Piazza - Wilson da Silva Piazza é um verdadeiro símbolo cruzeirense. Quarto jogador que mais atuou pelo clube, com 556 partidas, tem nada menos que 13 títulos pelo Cruzeiro, sendo 11 Mineiros, uma Taça Brasil e uma Libertadores. Foi capitão do time em 1966. É presidente da AGAP-MG, entidade que luta pelos direitos dos ex-jogadores. Vive em BH.
Dirceu Lopes - Tem o DNA do Cruzeiro. Um dos jogadores mais identificados com o clube, em todos os tempos. Dirceu Lopes é o terceiro com mais jogos com a camisa azul (601) e o segundo maior artilheiros da história (223 gols). Conquistou 11 títulos pelo Cruzeiro, sendo nove mineiros, uma Libertadores e a Taça Brasil de 1966. Vive em Pedro Leopoldo, sua terra natal, com a família.
Tostão, maior artilheiro da história do Cruzeiro (Foto: Marco Antônio Astoni)
Tostão - Maior artilheiro do Cruzeiro em todos os tempos, com 242 jogos em 373 jogos, Eduardo Gonçalves de Andrade foi um gênio em campo. Conquistou sete títulos pelo Cruzeiro e a Copa do Mundo de 1970 pela Seleção Brasileira. É médico e colunista de vários jornais e revistas. Mora em Belo Horizonte.
Natal - Natal de Carvalho Boroni era conhecido como Diabo Loiro. Ponta-esquerda veloz, disputou 245 jogos pelo Cruzeiro, fez 71 gols e conquistou seis títulos. Foi treinador de vários times no Brasil e se aposentou. Hoje vive em Belo Horizonte.
Evaldo - Evaldo foi o artilheiro do Cruzeiro na Taça Brasil de 1966, com seis gols. Natural de Campos-RJ, veio do Fluminense para o Cruzeiro e disputou 294 partidas pelo clube, nas quais marcou 108 gols. Foi treinador e hoje é comentarista. Mora em Belo Horizonte.
Natal, o Diabo Loiro, atacante do Cruzeiro em 1966 (Foto: Marco Antônio Astoni)
Hilton Oliveira - O ponta-esquerda Hilton José de Oliveira jogou no Cruzeiro entre 1958 e 1970. Era um dos jogadores mais experientes no título de 1966. Disputou 330 jogos, marcou 33 gols e conquistou nove títulos com a camisa azul. Morreu em 2006, em Belo Horizonte, vítima de pneumonia. Jogou sete partidas da Taça Brasil.
Cláudio - O zagueiro Cláudio participou de quatro partidas da Taça Brasil de 1966. Jogou no Cruzeiro apenas dois anos, em 1966 e 1967, mas faturou três títulos. Hoje, vive em Porto Alegre, com a família.
Zé Carlos - José Carlos Bernardo é o segundo atleta com mais jogos pelo Cruzeiro, 633, atrás apenas do goleiro Fábio. Conquistou 12 títulos com a camisa azul. Ficou no clube entre 1965 e 1977. Sofreu um AVC em 2015 e hoje tem dificuldades para se locomover e para falar. Vive em Belo Horizonte.
Dirceu Lopes e Wilson Piazza (Foto: Mauricio Paulucci)
Tonho - Tonho era titular do Cruzeiro, antes da chegada de Raul. Na Taça Brasil, participou do segundo tempo do jogo contra o Americano-RJ, pela primeira fase, no Mineirão. Hoje, vive em Rio Claro, interior de São Paulo.
Ílton Chaves - Ílton Chaves participou de apenas duas partidas da Taça Brasil de 1966. Foi como treinador que ele marcou sua história no Cruzeiro. Até hoje é quem mais dirigiu o time mineiro, com 386 jogos. Tem 79 anos e vive com a família, em Belo Horizonte.
Marco Antônio - O atacante Marco Antônio fez três gols em duas partidas na Taça Brasil e 1966. Teve três passagens pelo Cruzeiro. Depois do futebol, foi corretor de seguros. Hoje é aposentado e vive em Belo Horizonte.
Dalmar - Ponta-esquerda reserva na conquista de 1966, Dalmar foi o autor do primeiro gol do Cruzeiro, no Mineirão. Fez 66 jogos e marcou 19 gols com a camisa azul. Participou de uma partida na Taça Brasil e fez um gol. Dalmar morreu em 2011, em Belo Horizonte.
Wilson Almeida - Participou de uma partida na campanha do título. Mora em Juiz de Fora, com a família.
Marco Antônio, Evaldo e Ílton Chaves, campeões da Taça Brasil de 1966 (Foto: Marco Antônio Astoni)
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