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7/12/2016 18:17

Nada de terceiro jogo! 'Bronca' fez Cruzeiro reagir para conquista da Taça Brasil de 66

Time celeste derrotou o Santos por 3 a 2, no duelo de volta, e foi campeão

Nada de terceiro jogo! Bronca fez Cruzeiro reagir para conquista da Taça Brasil de 66
De pé: Neco, P. Paulo, William, Procopio, Piazza e Raul; Agachados: Natal, Tostão, Evaldo, Dirceu e Hilton

No dia 7 de dezembro de 1966, o Cruzeiro calava um lotado Estádio do Pacaembu, em São Paulo, e conquistava a Taça Brasil, seu primeiro título nacional. Contudo, o troféu que fez a equipe celeste ser reconhecida nacionalmente e entrar de vez no rol de grandes clubes do país por pouco não esteve em outras mãos. Há exatos 50 anos, a Raposa precisou se desdobrar para vencer o Santos de virada, por 3 a 2, depois de começar perdendo por 2 a 0. Um eventual tropeço celeste daria sobrevida ao Peixe, de Pelé, Pepe, Toninho Guerreiro, Edu e companhia, e forçaria a realização do terceiro confronto, que provavelmente seria no Maracanã.

Essa foi a tônica da conversa entre Mendonça Falcão, presidente da Federação Paulista de Futebol, e Athiê Jorge Coury, presidente do Santos, na porta do vestiário do Pacaembu. Ambos procuraram Felício Brandi, mandatário do Cruzeiro, no intervalo da segunda partida da final. Como o Santos havia marcado dois gols no primeiro tempo – Pelé e Toninho Guerreiro –, os dirigentes paulistanos duvidaram da capacidade da Raposa, que já havia mostrado seu potencial uma semana antes, com a goleada por 6 a 2, no Mineirão. Brandi, então, mostrou-se irritado. Reza a lenda que ele teria expulsado os cartolas aos “berros” do espaço destinado aos atletas cruzeirenses. E o técnico Ayrton Moreira, de olhos e ouvidos atentos, tratou de motivar seu elenco.

No segundo tempo, o Cruzeiro voltou com força total. Tostão – que ainda perdeu um pênalti nessa partida –, Dirceu Lopes e Natal marcaram os gols da virada celeste. Não houve a necessidade do terceiro jogo. Os mineiros se mostraram soberanos diante dos bicampeões mundiais (1962/1963) e abriram porta para que clubes fora do eixo “Rio-São Paulo” ganhassem projeção no Brasil. Camisa 10 daquela geração de jovens jogadores que encantou o país, Dirceu Lopes lembra o episódio envolvendo Ayrton Moreira, que, segundo ele, deu forças a todos os cruzeirenses.

5106 visitas - Fonte: Superesporte




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