Campeão da Taça Brasil de 1966, o ex-atacante do Cruzeiro, Marco Antônio, terá a chance de dividir algumas memórias daqueles tempos áureos com antigos companheiros, durante evento a ser realizado nesta quarta-feira, às 19h, no Minascentro, que renderá homenagens ao cinquentenário do primeiro título brasileiro do Maior de Minas.
Se o clima é de festa e celebração, uma boa apresentação, portanto, se faz necessário. E, para Marco Antônio, recordações daquele timaço são um ótimo aperitivo. Dentre as várias lembranças, o ex-atacante cruzeirense guarda com carinho as quartas de final contra o Grêmio, quando foi decisivo para a classificação do Cruzeiro às semifinais, diante do Fluminense.
“Lembro de muita coisa da Taça Brasil. Teve uma situação que se deu comigo. Estávamos jogando contra o Grêmio, na semifinal e perdíamos por 1 a 0, gol do Alcir. Tive a felicidade de fazer o gol de empate num carrinho. A bola estava saindo para a linha de fundo e o zagueiro do Grêmio, Airton, tentou proteger, mas eu dei o carrinho e fiz o gol de empate. Depois sofri o pênalti e vencemos por 2 a 1, garantindo vaga na final com o Santos”, recordou.
Após passar pelo Fluminense, o Cruzeiro pegou o Santos de Pelé na final, quando, no primeiro jogo, no Mineirão, emplacou a famosa e histórica goleada por 6 a 2. Marco Antônio, porém, guarda lembranças ainda mais vivas do jogo de volta no Pacaembu, que garantiu o imortal título da Taça Brasil à Raposa.
“Na final, eu não pude participar, porque quebrei o braço no jogo do título do Campeonato Mineiro, contra o América-MG. Bati o braço na trave e não joguei a partida de volta. Fui para o Pacaembu, numa chuva danada e com o braço engessado para ver o 3 a 2. Me lembro como se fosse hoje. Estava com uma capa de nylon e enrolei o braço num saco de plástico. O braço atrapalhou na comemoração, mas foi um delírio, porque nenhum time mineiro tinha ganhado um título desta dimensão”, destacou o ex-atacante.
“Um título brasileiro, hoje em dia, virou algo trivial. Mas, naquela época, só dava Santos. Ter ganho o título brasileiro da forma como ganhamos em cima do Santos foi muito mais empolgante. Parecia que estávamos sonhando. ‘Será que estou dormindo?’, eu pensava. Ganhar do Santos, dentro do Pacembu e ser campeão brasileiro, aquilo, para nós, foi o início de uma nova vida”, completou.
Hoje funcionário do setor de captação das categorias de base do Clube, Marco Antônio, que já acumula décadas a serviço do Cruzeiro, não esconde a satisfação por ser um dos homenageados no evento desta quarta-feira e garante: contará sobre este e tantos outros momentos vividos no Maior de Minas para seus familiares.
“Não foram dias, foram anos (1965 a 1968) atuando pelo Cruzeiro. Tivemos a oportunidade de, naquela época, representar o Cruzeiro e até mesmo o Brasil, já que disputamos a Libertadores. Tivemos a oportunidade de inaugurar a Liga dos Estados Unidos, em Washington também. Me sinto alegre e satisfeito com esta homenagem e a única coisa que podemos fazer é guardar tudo isso para contarmos aos nossos descendentes aquilo tudo que vivemos aqui”, encerrou.
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