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30/11/2016 16:18

Histórica goleada de 6 a 2 sobre o Santos completa 50 anos

Histórica goleada de 6 a 2 sobre o Santos completa 50 anos
A goleada do jovem e promissor time do Cruzeiro sobre o grande time do Santos, na Taça Brasil de 1966, está completando 50 anos nesta quarta-feira. O 6 a 2 sobre a equipe do litoral paulista, em 30 de novembro daquele ano, se tornou uma das maiores vitórias da história celeste e abriu caminho para o primeiro de muitos títulos nacionais e internacionais do Maior Campeão de Minas Gerais.

O Santos de Pelé era uma máquina de ganhar títulos. Nos cinco anos anteriores, ganhara as cinco Taças do Brasil, duas Copas Libertadores da América e dois Campeonatos Mundiais Interclubes. Já os garotos do Barro Preto vinham encantando sua torcida com belas apresentações e a enchendo de esperança na busca pelo primeiro título nacional para o estado mineiro.

O jogo começou com enorme domínio da Raposa, empurrado por mais de 75 mil apaixonados presentes naquela noite de quarta-feira, no Mineirão. Logo no primeiro minuto, Hilton Oliveira foi lançado na esquerda, driblou Carlos Alberto Torres, que iria se tornar o "Capitão do Tri", e cruzou para a área. Zé Carlos, zagueiro adversário, se assustou com o perigo e colocou a bola para o fundo das redes, em um gol contra, abrindo o placar para o Cruzeiro.

O Santos, assustado com o ímpeto dos jovens garotos celestes, tentava cadenciar a partida, mas antes dos cinco minutos foi novamente surpreendido. Pelé tentou girar sobre Piazza, o volante lhe tomou a bola com sua categoria marcante e lançou para Dirceu Lopes. O camisa 10 tabelou com Evaldo e enxergou a entrada de Natal pela ponta direita. De frente para o goleiro Gilmar , o veloz atacante só escolheu o canto e saiu para o abraço.

Com cinco minutos de jogo o placar já apontava 2 a 0 para a Raposa. Tostão e Dirceu Lopes desfilavam em campo, enquanto Pelé e cia eram fortemente anulados em suas ações pelo gramado do Gigante da Pampulha. Aos 20 minutos, o esquadrão celeste chegaria ao terceiro gol. Em tabela rápida, Dirceu Lopes recebeu de frente para o gol e, com um drible seco e um chute forte, ampliou.

Aos 39 minutos do primeiro tempo, Dirceu Lopes fez mais uma de suas mágicas em campo e, espetacularmente, deus dois dribles seguidos e desconcertantes em Zito, capitão santista, e acertou uma bomba no ângulo do goleiro Gilmar, que nada pode fazer. Cruzeiro 4 x 0.

A inapelável goleada iria aumentar ainda na etapa inicial. O ponta-direita Natal driblou toda a defesa adversária e foi derrubado dentro da área. Pênalti marcado pelo árbitro Armando Marques e convertido com maestria pelo gênio Tostão. Era o quinto tento celeste, que gerou um êxtase imensurável nas arquibancadas do Mineirão.


Segundo tempo

A etapa complementar iniciou com a equipe santista melhor. Pelé fez falta grave em Piazza no meio-campo. Procópio, zagueiro celeste, foi tirar satisfações com o maior jogador de todos os tempos e os dois acabaram expulsos da partida. O Santos tirou proveito do momento conturbado e conseguiu marcar dois gols em três minutos, ambos assinalados por Toninho.

No entanto, a Raposa não se assustou com a breve reação do time santista e começou a tocar a bola com calma. Com mais espaços, Evaldo foi lançado na corrida e dividiu com o goleiro Gilmar. A bola, caprichosamente, encontrou Dirceu Lopes na entrada da área. O Príncipe só teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo das redes e decretar uma das maiores goleadas do Mineirão: 6 a 2 Cruzeiro.

Naquela oportunidade, o Cruzeiro encantava o Brasil com um futebol de toques rápidos e com grande habilidade daquele que seria um dos maiores times que já desfilaram pelos gramados do mundo.

Presidente do Santos na época, Athiê Couri ficou inconformado com o placar e declarou ao então presidente do Cruzeiro, Felício Brandi, que ficasse com a taça em Belo Horizonte. "Em São Paulo a nossa vingança será terrível, não esqueceremos essa goleada", declarou Athiê.

Felício, categoricamente, recusou e disse: "Já vi a taça, agora vamos busca-la em São Paulo". Uma semana depois, o Clube venceu novamente o Santos, por 3 a 2, de virada, no Pacaembu, e conquistou o primeiro título nacional da história de Minas Gerais, escrevendo inesquecíveis páginas heróicas e imortais.

CRUZEIRO 6 X 2 SANTOS
Data:
30/11/1966
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte-MG
Árbitro: Armando Marques
Público: 77.325
Gols: Zé Carlos (contra), Natal, Tostão e Dirceu Lopes (3), pelo Cruzeiro; Toninho Guerreiro (2), pelo Santos
Cruzeiro: Raul; Pedro Paulo, William e Neco; Wilson Piazza e Procópio; Natal, Tostão, Evaldo, Dirceu Lopes e Hilton Oliveira. Técnico: Aírton Moreira
Santos: Gilmar; Carlos Alberto, Mauro e Zé Carlos; Zito e Oberdan; Dorval, Lima, Toninho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula
Cartões vermelhos: Procópio (Cruzeiro) e Pelé (Santos)

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