Poucas instituições no mundo do futebol têm a oportunidade de enfileirar 12 taças de conquistas expressivas em um mesmo espaço, como mostra a foto que abre esta matéria. E, melhor ainda, ter todas elas destacadas e registradas em um livro. São justamente estas conquistas do Maior de Minas que motivaram o superintendente de futebol do Cruzeiro Esporte Clube, Sérgio Santos Rodrigues, a escrever o livro “Nossa Sala de Troféus”, que contou com o auxílio dos jornalistas Alexandre Horta e Gustavo Nolasco.
O lançamento da obra aconteceu na noite da última terça-feira, no Itatiaia Rádio Bar, em Belo Horizonte, e recebeu centenas de torcedores e personalidades que têm seus nomes ligados à história do Clube, como ex-presidentes, ex-atletas, atuais dirigentes, conselheiros e torcedores ilustres.
Autor do livro, Sérgio Santos Rodrigues destacou a importância de exaltar e registrar para a posteridade as conquistas do maior time de Minas Gerais até hoje. “O livro foi feito pelo fato de ser único, porque poucos times no Brasil têm a alegria de comemorar tantas taças importantes. Quando conseguimos traduzir as conquistas em um documento que as pessoas podem levar para a casa, acredito que criamos um diferencial em termos de registro histórico”, avaliou.
Sérgio destaca que, em seu processo de pesquisa, se emocionou com uma passagem do ano de 1954, quando o departamento de futebol do Clube esteve prestes a ser extinto, mas foi assumido pelo Dr. José Francisco Lemos Filho, atual 1º vice-presidente. “Essa história se modificou e eu chamo o Dr. Lemos de multicampeão, porque ele talvez seja o dirigente mais vitorioso da história do futebol, e está aí prestando serviços relevantes ao Clube até hoje”, destacou.
Um dos principais personagens do livro, Dr. Lemos detalha com nostalgia um dos momentos mais delicados da história do Cruzeiro, citado por Sérgio. “Naquela época, havia uma tendência de acabar com o futebol profissional nos clubes. Eu era universitário, prestes a me formar, com 24 anos de idade, e alguns conselheiros mais velhos fizeram um apelo para eu assumir a presidência. Para não acabar com o futebol profissional, eu assumi com uma condição: quando tudo estivesse organizado, eu entregaria a presidência. Foi um momento marcante porque ali começamos a estruturar o Clube, para que ele se tornasse forte administrativamente e economicamente”, lembrou.
Presidente entre os anos de 2003 e 2008, Alvimar de Oliveira Costa também marcou presença no evento e destacou as conquistas do Time do Povo ao longo dos anos. “O Cruzeiro é um clube de 1921, estamos próximos do nosso centenário, e temos muitas conquistas. Um time de Belo Horizonte, que se tornou um time de Minas Gerais, do Brasil e do mundo. É muito gratificante relembrar estas grandes conquistas e acho que o Sérgio foi muito feliz em escrever este livro. É um orgulho e uma honra muito grande poder fazer parte desta história”, ressaltou.
Ídolo eterno, Raul Plassmann foi peça importante na época de ascensão do time nas décadas de 1960 e 1970. Entre os diversos títulos com o manto estrelado, o ex-goleiro esteve presente nas conquistas da Taça Brasil de 1966 e da primeira Copa Libertadores do Clube, de 1976.
Para Raul, as lembranças ainda estão vivas. “Mesmo o primeiro título sendo de 1966, há 50 anos, tudo continua muito vivo na memória. A gente passa, para de jogar, mas tudo continua. São muitas comemorações e lembranças”, disse o ídolo eterno, que não tem dúvidas sobre qual delas é a mais importante. “A maior é a da Taça Brasil, porque abriu a porta para as outras. Essa conquista é o alicerce para tudo o que o Cruzeiro conquistou. Aquele time foi ícone e é a matriz de toda a história”, avaliou.
Outra personalidade presente na festa de lançamento de “Nossa Sala de Troféus” foi o músico e produtor Henrique Portugal, do Skank. Ele, que escreveu o livro do Tricampeonato Brasileiro do Cruzeiro, ao lado do jornalista Bruno Mateus, destacou a importância de se registrar eventos históricos como as conquistas celestes. “O brasileiro tem por cultura cuidar pouco da sua história. Um livro como este, que faz um apanhado, é muito interessante. Já vi várias imagens que eu não conhecia, como a foto do Piazza levantando a taça de 1966 ao descer do avião. É extremamente importante este tipo de lançamento que engloba nossa sala de troféus. É um tipo de obra que deve ser feita sempre”, disse.
Atual vice de futebol do Maior de Minas, Bruno Vicintin também já escreveu um livro em homenagem ao Cruzeiro, “Jogos Imortais”, lançado em 2007, e parabenizou Sérgio Rodrigues pela obra. “Dei as boas-vindas ao clube para o Sérgio. Como diz a música, ‘sua história é tão bonita, faz parte da minha vida, para os meus filhos vou contar’. Tantas taças e conquistas colocam nosso sarrafo lá no alto. Ser campeão está no DNA do Cruzeiro”, disse o dirigente, que tem gosto especial por três conquistas. “A Supercopa de 1991 foi um marco, porque foi a primeira vez que, como jovem torcedor no Mineirão, vi o Clube conquistar um título internacional de relevância. E também os dois Brasileiros, de 2013 e 2014, que eu tive a felicidade de participar com a diretoria. Sempre passa um filme na cabeça e me sinto orgulhoso”, completou Vicintin, que na época era superintendente da base celeste.
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