s álbuns se aglomeram, e as fotos, cuidadosamente guardadas, preservam memórias de tempos gloriosos. O passar delicado das páginas faz reviver lembranças, que saltam aos olhos e se fazem ouvir. Ex-lateral do Cruzeiro, Ronaldinho está em casa e não se furta de contar algumas histórias.
Muito antes de se tornar gerente administrativo da Toca da Raposa I, Ronaldinho já trabalhava no centro de treinamento cruzeirense, porém no campo e com as chuteiras nos pés, quando atuava como lateral-direito do Maior de Minas (confira a matéria da TV Cruzeiro abaixo).
“Tinha 19 anos, em 1983, quando sai do Ateneo, de Montes Claros, para o júnior do Cruzeiro. Sou cruzeirense e minha família também. Sabia a escalação de cor do Cruzeiro. Consegui, no ano seguinte, subir para o profissional. Eram jogadores que a gente idolatrava e, num período curto, já estava ao lado deles, disputando posição. Um sonho realizado. Não aspirava me tornar profissional, mas as coisas foram acontecendo e de uma hora pra outra estava no clube que amava”, diz o ex-lateral, munido do seu inseparável álbum de fotos.
“Sempre que possível, mostro para o pessoal. Minha esposa me ajudou a montar. Meus filhos gostam de contar histórias do pai e, de vez em quando, levam para a escola. De vez em quando, mostro para um garoto da base se inspirar e montar uma história até maior que a minha”, acrescenta
Enquanto folheia algumas fotografias e reportagens dos tempos de jogador, Ronaldinho fala com orgulho dos títulos conquistados a serviço do Cruzeiro. Um deles, o Campeonato Mineiro de 1983, vencido pela Raposa, inclusive, reserva uma divertida história.
“O carro do Corpo de Bombeiros estava nos esperando. O presidente do Atlético-MG proibiu, mas não foi problema para a gente. O Vítor, que era nosso goleiro, arrumou um caminhão, subimos nele e a festa foi a mesma”, relembra.
“Ele pegou o caminhão de um torcedor qualquer. O dono do caminhão foi dirigindo. Todo mundo na carroceria do caminhão. A festa não mudou nada, foi até mais divertido”, completa.
Namoro “escondido”
Além dos títulos, a passagem de Ronaldinho pelo Maior de Minas, que durou seis anos, permitiu que ele conhecesse sua esposa, Margarida. O namoro foi “meio às escondidas”, como relata o ex-lateral-direito celeste.
“A Margarida era jornalista e, no casamento do Gilberto Santana, que era setorista do Cruzeiro, a vi e flertei. Deu namoro, noivado e casamento. Tem mais de 30 anos que estou com ela”, conta.
“Em 88, ia jogar a decisão da Supercopa contra o Racing, na Argentina, e ela, coincidentemente, foi escalada para fazer a matéria comigo, antes do jogo. A gente já namorava e era mais ou menos (escondido). Foi escondido até que virou casamento”, ressalta.
Volta para casa
Depois de jogar pelo Cruzeiro, Ronaldinho rodou por outros clubes até encerrar a carreira, em 1996, no Parisiense. Longe dos gramados, se formou em educação física e fez especialização em treinamento esportivo, se graduando também em marketing e administração.
Após trabalhar no Villa Nova-MG, Ronaldinho, assim como vários outros ex-jogadores celestes, ganhou a chance de retornar ao clube, em 2003, para trabalhar como preparador físico e, posteriormente, como auxiliar técnico, para depois se tornar gerente da Toca I.
“Célio Lúcio, Gilmar Francisco, Careca, são alguns ex-atletas que estão aqui comigo. De vez em quando, relembramos o passado. A gente vê na televisão algum jogador matando a bola no peito, ali pela direita. Dá saudade”, diz Ronaldinho, que, incentivado pelas saudosas memórias, espera ajudar outros atletas a realizarem o sonho que ele tanto se orgulha de ter vivenciado.
“Trabalhei com grandes nomes do futebol nacional. Rafael, Mayke, Elber, Bruno Ramires, Lucas Silva... Falar de Cruzeiro, é falar de paixão. É uma coisa que a gente ama e, graças a Deus, continuo aqui. Espero contribuir para que outros atletas cheguem ao profissional”, encerra.
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