Mano elogiou o desempenho da equipe nos últimos jogos (Foto: Anderson Stevens/Light Press)
A vitória magra sobre o Sport, por 1 a 0, no Recife, nesta quarta (veja os lances no vídeo acima), praticamente eliminou qualquer pequena chance que o Cruzeiro tem de rebaixamento para a Série B. Alívio. Essa é, certamente, a palavra que melhor indica o sentimento de qualquer cruzeirense com a condição que o time conquistou com o resultado fora de casa. Além da torcida, o comandante celeste também está aliviado.
Após o jogo, o treinador Mano Menezes falou sobre a importância do resultado, mas ainda mais sobre a importância do bom desempenho da equipe nos últimos jogos. Para ele, o rendimento da equipe é o que dava a segurança de saber que o Z-4 ficaria para trás.
- Eu costumo analisar a produção. O resultado isolado pode vir de várias formas. Uma bola muda a história de um jogo de futebol, para lá ou para cá. Se o pênalti do Diego Souza tivesse entrado, poderíamos estar falando de outro resultado aqui. Futebol tem essa realidade. Mas o Cruzeiro está produzindo como equipe, nos últimos jogos, uma situação que apontava para a gente sair, um rendimento que apontava para a gente sair. Isso nos deu o alívio. Tem que ter rendimento, um rendimento mais confiável de equipe.
Tivemos uma pequena queda, de 12 pontos, fizemos um lá atrás. Tivemos que encontrar novas soluções, fomos buscar, estava no grupo. Cabe ao treinador fazer isso. Quando a equipe responde, ele se sente aliviado, porque é sinal de que encontramos o caminho das soluções.
Ainda sobre o bom rendimento da equipe, Mano destacou que o crescimento se deu em um momento de pressão - devido à proximidade com a zona de rebaixamento -, o que é digno de elogios. Com as boas atuações na reta final, o treinador projeta um sucesso maior no ano de 2017.
- Disse aos jogadores que esse entendimento que a equipe conquistou neste segundo turno é um entendimento de jogo que temos que levar para a temporada seguinte. Claro que vamos ter que fazer melhor muita coisa, mas sob essa pressão você saber fazer como os jogadores estão sabendo valoriza muito esse segundo turno. Por isso a gente está fazendo (no segundo turno) uma pontuação já de parte de cima da tabela. Este ano oscilamos um pouco, mas vamos fazer um término de campeonato que, somado a um bom início ano que vem, vai dar ao Cruzeiro certamente o lugar que nós entendemos que ele tem capacidade para estar.
Confira outras respostas de Mano Menezes na entrevista coletiva:
Chance desperdiçada por Ramón Ábila - parou em Magrão e perdeu a oportunidade de "matar o jogo"
- Todo mundo perde. Às vezes a gente fica chateado porque, naquele momento, aquilo nos daria uma tranquilidade maior. Mas o Magrão não está aí jogando no Sport com essa idade de graça. Ele construiu sua história com defesas importantes e brilhantes como essa. O Cruzeiro errou muitos gols ao longo da temporada, mas felizmente estamos tomando poucos gols agora. Não resolvemos a primeira parte, mas resolvemos a segunda, o que nos dá a possibilidade de construir vitórias apertadas como a de hoje, mas tão importantes como aquelas que escaparam com uma produção até muito melhor em jogos que a gente assistiu ao longo da temporada. O futebol tem esses caprichos.
O que deu errado na temporada para que o Cruzeiro terminasse o ano com ambição apenas de fugir do rebaixamento?
- Eu não gosto de falar sobre aquilo que foi feito, não é justo, nem sei direito como foram conduzidas as coisas antes da minha chegada. Mas é certo que o Cruzeiro não pode estar na situação que estava. Não tem time para estar nas últimas colocações, tem uma estrutura muito boa de clube, uma condição muito boa pra trabalhar no dia a dia, tem jogadores de qualidade. Não pode é ficar iniciando o Campeonato Brasileiro mal como iniciou nos últimos anos. Todo mundo sabe que quando você passa a fazer parte da turma de baixo, a pressão aumenta muito. O torcedor perde a confiança, os jogadores perdem a confiança individual, e a equipe sofre para fazer a retomada.
Marcos Vinícius foi titular contra o Sport (Foto: Anderson Stevens/Light Press)
Escolhas de Bryan e Marcos Vinícius no time titular
- Está bastante claro o rendimento de Edimar, e o Bryan jogou pouco comigo. Para ser justo com os jogadores, tenho que dar oportunidades a eles. Dei a ele (Bryan) em jogos difíceis, alguns deles fora de casa. Não quero terminar a temporada com a avaliação do Bryan da primeira parte do campeonato, senão é injusto com ele. O Cruzeiro, de modo geral, foi muito mal (na primeira parte). Agora, com a equipe melhor, a gente também precisa ver aqueles jogadores que jogaram na primeira parte. Marcos Vinícius jogou comigo no ano passado, é um jogador que naquela função me dá aquilo que eu gosto. O Sobis não é um jogador que vai armar a jogada. É um jogador que vai atacar, vai fazer flanco, vai chegar para a conclusão. O Arrascaeta oscila entre um armador e um atacante, entra bastante na área. Preciso de um jogador no lado que tem essa capacidade que o Marcos Vinícius tem, que o Alisson tem, o Rafinha tem. Que vem pra dentro do campo de jogo e vislumbra a armação de uma jogada qualificada para a gente fazer os gols que a gente precisa. Mesmo com pouco tempo de treinamento, a gente arriscou com o Marcos Vinícius porque era o jogador certo para fazer a função.
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