O atacante Keny Arroyo e o lateral-esquerdo Kaiki Bruno, do Cruzeiro, foram julgados na manhã desta quinta-feira (7) pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A decisão da Comissão Disciplinar definiu que ambos cumprirão apenas a suspensão automática pelo cartão vermelho recebido no clássico contra o Atlético-MG, sem desfalcarem o clube em partidas extras.
Kaiki havia sido denunciado no artigo 254 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que trata de jogada violenta, com pena prevista de uma a seis partidas. No julgamento, o lateral recebeu punição mínima de uma partida, sem conversão em advertência. Assim, o jogador não terá registro disciplinar pesado em seu histórico.
Arroyo foi enquadrado nos artigos 250 e 258. No primeiro, que trata de ato desleal ou hostil, o atacante foi absolvido. Já no artigo 258, referente a conduta contrária à disciplina ou ética desportiva, recebeu suspensão de uma partida, convertida em advertência. A pena será cumprida automaticamente, mas a advertência ficará registrada nos antecedentes do colombiano.
Com isso, tanto Kaiki quanto Arroyo serão desfalques apenas no duelo deste sábado (9), às 21h, contra o Bahia, na Arena Fonte Nova, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro.
O preparador de goleiros Roberto Barbosa dos Santos, expulso durante o clássico, foi absolvido. Ele havia sido denunciado pelo artigo 258 do CBJD, mas não recebeu punição. Já o Cruzeiro SAF foi enquadrado nos artigos 191 e 213, por negligência em relação ao regulamento e responsabilidade por desordens no Mineirão. A Raposa foi multada em R$ 25 mil.
Arroyo foi expulso aos 20 minutos do segundo tempo após receber dois cartões amarelos em sequência: primeiro por encarar Alan Franco e depois por falta em Renan Lodi, interrompendo contra-ataque. Kaiki, por sua vez, foi expulso aos 29 minutos da etapa final após falta em Natanael, recebendo cartão vermelho direto após revisão do VAR.
Com as definições do STJD, o Cruzeiro já sabe que não terá perdas adicionais além da suspensão automática dos atletas. A multa, no entanto, reforça a necessidade de maior controle nos jogos para evitar novos prejuízos financeiros e esportivos.
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