Com um a menos, Otávio decisivo e Kaio Jorge perdendo gol incrível, Cruzeiro segura empate heroico com a Católica e assume segundo lugar no grupo
Universidad Católica 0 x 0 Cruzeiro
Libertadores da América — Fase de Grupos (Grupo D) — 4ª Rodada
Claro Arena, Santiago, Chile — Quarta-feira, 6 de maio
Nem a expulsão, nem a pressão, nem o gol vazio desperdiçado foram suficientes para tirar o Cruzeiro da disputa em Santiago. Em uma noite de tensão constante na Claro Arena, a Raposa empatou sem gols com a Universidad Católica pela 4ª rodada do Grupo D da Copa Libertadores, jogando com um a menos por grande parte do segundo tempo. O resultado, que em outros contextos poderia parecer insuficiente, coloca o time de Artur Jorge na segunda posição da chave, com sete pontos — mesma pontuação dos chilenos, que seguem na liderança pelo saldo de gols.
O jogo começou equilibrado, com o Cruzeiro tendo mais posse de bola, mas sem conseguir transformar o domínio territorial em oportunidades claras de gol. A maior chance da primeira etapa veio aos 18 minutos e carrega o ingrediente perfeito para entrar na história — pelo motivo errado. Em contra-ataque veloz, Kaio Jorge foi lançado em profundidade e se encontrou diante de uma situação que qualquer atacante sonha: o goleiro Bernedo se chocou com um companheiro de defesa e ficou fora do lance, deixando o gol completamente aberto. O centroavante cruzeirense, porém, finalizou para fora — e o que deveria ser o 1 a 0 virou um dos lances mais comentados da rodada continental.
A Universidad Católica respondeu aos 41 minutos, quando Giani aproveitou sobra após desarme em Matheus Pereira e bateu buscando o ângulo. Otávio estava bem posicionado e fez a defesa sem dificuldade. Nos acréscimos do primeiro tempo, aos 46 minutos, Kaio Jorge voltou a aparecer, desta vez arriscando de longa distância — e Bernedo foi obrigado a trabalhar para evitar o gol. As equipes foram para o intervalo com o placar zerado, em um primeiro tempo de poucas emoções, mas com lances que mudaram a dinâmica psicológica da partida.
O segundo tempo começou e logo trouxe o pior cenário possível para o Cruzeiro. Logo no início da etapa, o atacante Keny Arroyo, que já havia sido alvo de críticas da torcida nas semanas anteriores, recebeu o cartão vermelho após falta em Zuqui e deixou a equipe com apenas dez jogadores em campo. A expulsão mudou completamente o roteiro da partida: o Cruzeiro recuou, a Católica tomou conta do jogo e passou a pressionar em busca do gol da vitória.
Foi aí que Otávio mostrou por que é titular. O goleiro cruzeirense viveu uma tarde de grande atuação, sendo acionado em momentos cruciais para manter o placar zerado. Montes levou perigo aos 10 minutos do segundo tempo, Zampedri assustou aos 18, Palavecino teve chance aos 21 — e o arqueiro da Raposa respondeu em todas as ocasiões. O momento mais dramático veio aos 41 minutos, quando Giani recebeu cruzamento rasteiro de Arancibia dentro da área e finalizou pelo meio, mas Otávio bloqueou mais uma vez. A Católica não conseguiu furar a resistência do goleiro e do bloqueio defensivo celeste.
O empate sem gols foi construído com raça, organização e uma dose generosa de eficiência defensiva. Com o resultado, o Cruzeiro chega aos sete pontos no Grupo D, na mesma pontuação da Universidad Católica, mas agora na segunda posição — o que é suficiente para avançar à fase seguinte caso o desempenho se mantenha. O próximo desafio da Raposa na Libertadores é dos mais exigentes possíveis: no dia 19 de maio, às 21h30 (horário de Brasília), o Cruzeiro visita o Boca Juniors no lendário estádio La Bombonera, em Buenos Aires.
O empate em Santiago foi suado, nervoso e cheio de emoções — mas foi conquistado. O Cruzeiro saiu do Chile com a cabeça erguida, na segunda posição do grupo, e com a confiança de quem sabe resistir quando o jogo aperta. Agora, o foco total é para o desafio na Bombonera: um dos palcos mais intimidadores do futebol sul-americano espera pela Raposa. Acompanhe toda a preparação, as novidades do elenco e cada lance desse confronto histórico que se aproxima. O Cruzeiro está vivo — e vai a Buenos Aires brigar pela classificação!



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