6/5/2026 18:18
Cruzeiro volta a Santiago 50 anos após o grito de campeão da América
O Cruzeiro volta a Santiago, palco do título da Libertadores de 1976, para enfrentar a Universidad Católica. A Raposa busca a vitória para avançar na competição.
O Cruzeiro desembarca em Santiago para resolver o maior impasse de sua temporada internacional até aqui. Nesta quarta-feira, a Raposa encara a Universidad Católica com a missão de confirmar seu fôlego rumo às oitavas de final da Libertadores. Mas, para o torcedor celeste, o cenário é muito mais que um jogo: é o reencontro com o berço de sua primeira glória continental. Há exatos 50 anos, a capital chilena testemunhava o nascimento de um gigante das Américas, quando o time de 1976 desafiou o River Plate e ergueu a taça em solo neutro.
Nos bastidores, a mística de 76 ainda ecoa. Foi no Estádio Nacional que Joãozinho, em um lance que contesta qualquer autoridade técnica, desobedeceu Zezé Moreira e bateu a falta que selou o 3 a 2 histórico. O Chile também sorriu para o Cruzeiro nos anos 90, em batalhas épicas contra o Colo-Colo — o adversário estrangeiro que a Raposa mais vezes enfrentou. Da Supercopa de 91 à semifinal de 97, os gramados de Santiago pavimentaram o caminho para o bicampeonato da Libertadores.
Agora, o desafio é em um cenário remodelado. O Cruzeiro pisa na Claro Arena, o antigo San Carlos de Apoquindo, que após 26 anos se apresenta de cara nova: gramado sintético padrão FIFA e iluminação de última geração. O clube admite que a adaptação ao piso será um fator crítico, mas se apega ao retrospecto positivo de 2000, quando Fábio Júnior anotou um hat-trick no mesmo palco.
Em jogo está a sobrevivência e o orgulho. Com o grupo embolado, o time de Artur Jorge precisa reagir e somar pontos fora de casa. Mais do que uma partida, o duelo desta noite é uma ponte entre o passado glorioso e a urgência do presente. O Cruzeiro dispara em busca da vitória para provar que, em Santiago, a Raposa joga sempre em casa.
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