A gestão financeira do Cruzeiro, sob a administração da SAF e de Pedro Lourenço desde abril de 2024, apresentou resultados significativos para o ano de 2025, refletindo um ciclo completo de operações.
No último ano, a receita operacional líquida do clube alcançou R$ 599,17 milhões, superando amplamente os R$ 282,7 milhões registrados em 2024, evidenciando um crescimento robusto nas receitas.
O avanço nas receitas foi impulsionado principalmente pelo aumento dos patrocínios, que saltaram de R$ 50 milhões para R$ 280 milhões, além do crescimento nos direitos de transmissão, que subiram de R$ 138 milhões para R$ 176 milhões. Essa expansão é crucial para a sustentabilidade financeira do clube.
Entretanto, os custos também demonstraram um crescimento expressivo, totalizando R$ 680 milhões, um aumento de 72% em relação aos R$ 395 milhões gastos em 2024. Deste total, R$ 362 milhões foram alocados para salários e direitos de imagem, refletindo o investimento em jogadores.
A dívida geral do Cruzeiro, por sua vez, também cresceu, passando de R$ 981 milhões para R$ 1,15 bilhão, com cerca de R$ 500 milhões relacionados à recuperação judicial da Associação, iniciada em 2023.
Este cenário financeiro coloca o Cruzeiro em um ponto crítico, onde, apesar do aumento nas receitas, a gestão dos custos e da dívida será fundamental para a estabilidade e o sucesso a longo prazo do clube.
Com os resultados financeiros em mãos, a diretoria terá que adotar uma estratégia cautelosa e eficaz para equilibrar as contas, enquanto busca performance esportiva e investimentos sustentáveis para o futuro.
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