O volante Walace enfrenta um cenário desafiador no Cruzeiro, onde se tornou uma peça de pouca utilização, apesar de ter sido adquirido por R$ 40 milhões após uma etapa consolidada na Udinese. Com 30 anos e uma medalha olímpica no currículo, suas atuações no clube não o tornaram um titular indiscutível, mesmo sob diversos treinadores desde sua chegada.
Artur Jorge, novo comandante da equipe, se depara com a necessidade de avaliar o elenco disponível, destacando uma situação complicada para Walace. O jogador, que desde sua chegada teve passagens intermitentes pelo time principal, ainda não conseguiu se firmar no esquema tático da equipe, acumulando apenas um jogo sob a orientação do novo técnico até o momento.
Os treinadores que passaram pelo Cruzeiro, incluindo Fernando Seabra, Fernando Diniz e Leonardo Jardim, não conseguiram integrar Walace de maneira efetiva no 11 inicial. A alternância entre momentos de titularidade e cadeira de reservas reflete uma gestão de elenco que busca maior dinamismo e intensidade no meio-campo, algo que o atleta, em suas últimas atuações, não conseguiu demonstrar de maneira consistente.
A situação se agravou no ano de 2026, quando, além de participar de apenas uma partida sob a nova gestão, Walace viu sua importância reduzida ainda mais ao ponto de ser considerado a última opção entre os volantes disponíveis. Com as movimentações do mercado de transferências, sua permanência no clube foi assegurada, mas isso não se traduziu em minutos em campo.
A ausência de Walace, inclusive em jogos sob a orientação do auxiliar Wesley Carvalho, é decorrente de uma escolha tática. Carvalho justificou que optou por jogadores de maior intensidade para atender às demandas do jogo, onde a necessidade por um meio-campo mais dinâmico e capaz de criar oportunidades ofensivas se tornou premente.
O volante mantém contrato com o Cruzeiro até o meio de 2027, garantindo, assim, um espaço para reavaliação no futuro próximo. No entanto, é importante que ele aproveite as oportunidades que surgirem para demonstrar seu valor e tentar reconquistar o espaço perdido dentro do planejamento tático da equipe.
A próxima janela de transferências pode oferecer novos desdobramentos. Caso o atleta não consiga melhorar sua performance, ele poderá buscar um pré-contrato com outra equipe, tornando seu futuro incerto. O cenário em que se encontra apresenta um dilema: vencer a concorrência interna ou considerar novas possibilidades fora do clube.
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