Na última quinta-feira, foi realizado o sorteio da fase de grupos da Libertadores, configurando um desafio considerável para o Cruzeiro. A equipe mineira caiu no chamado "grupo da morte", enfrentando adversários robustos como Boca Juniors, Barcelona-ECU e Universidad Católica.
Inserido no pote 2, o Cruzeiro terá a oportunidade de jogar a segunda, terceira e a última rodadas em casa, enquanto iniciará a fase de grupos atuando longe do Mineirão. Os desafios começam logo na estreia, onde a equipe precisará superar o peso histórico do Boca Juniors e a competitividade do Barcelona-ECU.
Historicamente, o Boca Juniors tem sido um adversário desafiador para os clubes brasileiros. Nos quatro últimos encontros, o Boca conquistou duas vitórias, mas foi derrotado pelo Cruzeiro em um momento decisivo, nas oitavas de final da Sul-Americana de 2024, após uma disputa de pênaltis. Atualmente, ocupa a sétima posição no Apertura argentino, apresentando um desempenho regular com três vitórias, cinco empates e duas derrotas.
O treinador Claudio Úbeda conta com um elenco experiente, com destaque para jogadores como Edinson Cavani e Leandro Paredes, que trazem consigo um histórico notável em seleções. Essa mescla de qualidade e experiência pode ser crucial para o Boca nos embates próximos contra o Cruzeiro.
Por outro lado, o Barcelona-ECU, embora não seja considerado um dos gigantes da competição, já demonstrou sua capacidade de causar surpresas. Na última edição, eliminou o Corinthians com uma vitória expressiva de 3 a 0 e, em 2021, tirou Santos e Fluminense da disputa. O seu atual posicionamento no Campeonato Equatoriano, com oito pontos, revela um início um tanto irregular, o que pode influenciar sua preparação para a Libertadores.
A Universidad Católica, vice-campeã do Campeonato Chileno de 2025, também se apresenta como um adversário a ser respeitado. Encontra-se na quarta posição do torneio com onze pontos, mas sua tradição de competitividade na Libertadores é menos expressiva nos últimos anos. Com um elenco que inclui o zagueiro Gary Medel, a equipe busca retomar a força histórica no torneio continental.
Diante desse cenário, o Cruzeiro terá que elevar sua intensidade e gestão de elenco para se adaptar às exigências da Libertadores. A dinâmica dos jogos contra times com diferentes estilos de jogo exigirá uma leitura de jogo apurada e transições rápidas, tanto defensivas quanto ofensivas.
Os próximos passos do Cruzeiro na competição serão fundamentais para definir seu futuro no torneio. Com presença inegável no futebol sul-americano, a equipe mineira terá que demonstrar resiliência e estratégia para avançar às fases eliminatórias.
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