A disputa judicial entre o Flamengo e a FMG Sports, empresa representante do volante Gerson, agora jogador do Cruzeiro, continua a se desdobrar no Rio de Janeiro. O clube carioca, insatisfeito com a saída do atleta para o Zenit, da Rússia, em 2025, alega prejuízos financeiros significativos causados pela transação, intensificados pela transferência subsequente do jogador para um rival direto no Brasil.
Os argumentos apresentados pelo Flamengo sustentam que a saída de Gerson comprometeu não apenas o uso da imagem do atleta, mas também o valor imaterial que havia sido construído durante seu período no clube. Em sua petição, o Rubro-Negro estipula uma multa relacionada aos direitos de imagem do jogador, avaliando esse montante em aproximadamente R$ 750 mil mensais, totalizando R$ 47,5 milhões ao longo dos 57 meses de contrato.
A defesa do Flamengo também enfatiza o investimento financeiro considerável realizado pelo clube na carreira de Gerson, ressaltando a essência do projeto esportivo e mercadológico que envolveu sua valorização como ídolo. A interrupção abrupta da exploração dessa imagem, conforme argumentado, representa um golpe duro para a marca e a identidade do clube, especialmente ao vê-lo representar um concorrente direto.
Outro ponto levantado na ação jurídica é o impacto da vinculação de Gerson ao Cruzeiro, rival direto do Flamengo no cenário nacional. O clube destaca que a associação do atleta com outra equipe não apenas diminui seu retorno econômico, mas também representa um desvio negativo na identificação dos torcedores com a marca e as conquistas recentes do Flamengo.
No desfecho dessa situação, cabe às partes envolvidas, incluindo Gerson e seu pai, que atua como responsável pela FMG Sports, apresentar suas defesas perante o tribunal. A questão será analisada na 25ª Vara Cível da Comarca do Rio de Janeiro, em um momento em que o clube atravessa um ciclo competitivo de grande importância e busca redirecionar seus esforços para fortalecer sua gestão de elenco e imagem.
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