A classificação do Cruzeiro diante do Atlético-MG nesta quinta-feira, 11, pela Copa do Brasil , registrou episódios de homofobia no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte. Ao longo do jogo, o árbitro Rafael Rodrigo Klein (Fifa-RS) relatou ao menos três episódios em que torcedores cruzeirenses proferiram cânticos homofóbicos contra atletas do Atlético-MG. O jogo foi disputado com torcida única. Lyanco, zagueiro do Atlético-MG, foi um dos visados pelos ataques vindos da arquibancada, após atrito com Kaio Jorge, atacante do Cruzeiro, ainda no primeiro tempo. "Lyanco, v..." foi um dos cânticos que puderam ser ouvidos durante a transmissão e no estádio. "Aos 22, 31 e 34 minutos do primeiro tempo, foram ouvidos gritos homofóbicos vindos da torcida. O protocolo foi respeitado, o anúncio realizado no sistema de som, e o fato cessou", escreveu o árbitro da partida, em súmula. Também foram observados arremessos de um galo de borracha e de copos de plástico ao longo do jogo. A tendência é que o caso seja julgado pelo Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). No Código Brasileiro de Justiça desportiva (CBJD), está prevista a punição a casos como o ocorrido no Mineirão, segundo o artigo 243-G. O Cruzeiro pode estar sujeito até à perda de pontos no campeonato, caso não haja a identificação dos responsáveis. Após a partida, Lyanco foi às redes e publicou mensagem preconceituosa. O zagueiro, que foi alvo da torcida cruzeirense, publicou uma foto com a seguinte frase, com teor misógino: "Boa a todas as meninas, menstruaram e viraram mocinhas! Feliz dia." A postagem foi editada posteriormente e o trecho suprimido, mantendo apenas "boa a todas", com um emoji de beijo na sequência. Rafael Klein esteve envolvido em caso semelhante neste ano. Na Arena Barueri, em confronto entre Palmeiras e Corinthians , foram observados antes do jogo, em direção a Ángel Romero, atacante corintiano. Inicialmente, o árbitro não relatou o episódio, mas incluiu a observação em um adendo. Em junho, no julgamento do STJD, o Palmeiras foi punido com uma multa de R$ 80 mil por cânticos homofóbicos. "Temos na ficha do Palmeiras que é o segundo caso em um ano. Não tem como ser pontual. O futebol não suporta mais (episódios deste tipo) ", pontuou a auditora Adriene Hassen sobre o caso à época.



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