O Cruzeiro volta a campo nesta quinta-feira (11), às 19h30, no Mineirão, para enfrentar o Atlético-MG no jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. Além da vantagem de 2 a 0 conquistada na ida, a equipe celeste encara o desafio de tentar encerrar um tabu de seis confrontos sem vitória sobre o rival quando atua como mandante.
A sequência negativa do Cruzeiro em seus domínios é um dos pontos de maior expectativa para o clássico. A última vitória da Raposa como mandante sobre o Atlético
aconteceu em 2021. Desde então, foram seis partidas sem triunfo, com empates e vitórias alvinegras que consolidaram a dificuldade cruzeirense no Mineirão.
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O jogo marca não apenas a busca do Cruzeiro por uma vaga na semifinal, mas também o primeiro clássico mineiro de Jorge Sampaoli à frente do Atlético em sua reestreia no clube. O técnico argentino terá pela frente o desafio de reverter a desvantagem de dois gols, cenário que obriga o Galo a vencer por três ou mais tentos de diferença para avançar. Se vencer por dois, a decisão irá para os pênaltis.
A partida ganha ainda mais destaque porque o Cruzeiro vive a oportunidade de confirmar um momento de recuperação em mata-matas. Já o Atlético deposita confiança no retorno de jogadores importantes, como os zagueiros Lyanco e Junior Alonso, que voltaram a treinar com o grupo nesta semana.
Do lado azul, o técnico Leonardo Jardim recebeu boas notícias:
Matheus Pereira e Wanderson participaram de atividades recentes e têm chances de atuar, enquanto Kaio Jorge segue como dúvida por conta de lesão muscular sofrida na seleção brasileira. Caso não tenha condições de jogo, Gabigol deve ser o substituto no comando de ataque.
Já no Atlético, apesar do reforço defensivo com Lyanco e Alonso, o departamento médico ainda lida com Saravia, Patrick e Caio Maia em recuperação. O zagueiro Ruan Tressoldi, contratado recentemente, também segue fora por questões físicas.
Segundo levantamento do site OGOL, Cruzeiro e Atlético-MG já se enfrentaram em 395 partidas oficiais. O Galo leva vantagem, com 156 vitórias, enquanto o Cruzeiro soma 131. Outros 108 jogos terminaram empatados. No último duelo, em 27 de agosto, a Raposa venceu por 2 a 0 na Arena MRV, resultado que dá tranquilidade para a volta.
Apesar do retrospecto equilibrado no geral, o tabu recente no Mineirão aumenta a pressão sobre o Cruzeiro. A torcida celeste aguarda a possibilidade de encerrar a sequência negativa em casa justamente em uma decisão de peso.
A presença de Jorge Sampaoli no banco do Atlético reacendeu debates sobre seu estilo de jogo. Ídolos como Tostão chegaram a
criticar o retorno do argentino, apontando suas características peculiares de gestão de elenco. Ainda assim, há expectativa de que o treinador implemente mudanças táticas significativas, com mais intensidade e posse de bola.
O clássico, portanto, reúne não apenas a rivalidade histórica, mas também narrativas distintas: de um lado, a tentativa de reação atleticana sob novo comando; de outro, a busca do Cruzeiro por confirmar a classificação e quebrar um tabu incômodo diante de seu torcedor.

Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro