Corinthians e Cruzeiro decidem o título do Brasileirão Feminino 2025 Da Vila do Janauacá, em Manaquiri, no Amazonas, até a Toca da Raposa 1, em Belo Horizonte, são quase 4 mil km de distância. Um caminho que Marília percorreu para viver um sonho e virar referência - até na comemoração. A flecheira azul está no Cruzeiro desde 2021 e, agora, vai marcar o nome em uma final inédita pelo Campeonato Brasileiro, diante do Corinthians. Esse caminho, Marília começará a trilhar no próximo domingo, às 10h30 (de Brasília), no Independência. + ? Clique aqui e siga o canal da torcida do Cruzeiro no WhatsApp! Mais notícias do Cruzeiro A comemoração, que é imitada pela torcida nas arquibancadas, surgiu de uma ideia de uma companheira de time. Inspirada em Marcelo Moreno, Marília busca ser campeã nacional, assim como o ídolo celeste. - A torcida abraçou a comemoração, agora é a Flecheira Azul. A ideia foi da Vanessinha. Ela falou para fazer a comemoração da flecha. "Este é um momento muito importante para mim. Ninguém sabe como eu estou jogando. E estar passando em um momento desses, especial, é muito gratificante." A companheira Vanessinha que, junto com Marília, está no time antes da Era SAF, contou como foi a ideia. - O Marcelo Moreno não fazia a flecha? Aí eu falei para ela: por que você não faz uma flecha, igual o Marcelo Moreno? Essa é a arma dela - brincou Vanessinha. O flecheiro azul do time masculino conquistou um título nacional com a camisa do Cruzeiro. Marcelo Moreno foi campeão brasileiro em 2014. Esse é o caminho que Marília busca com o time feminino nesta temporada. - Estarei honrado tudo. Desde o começo, por tudo que a gente viveu. Também honrando minha família, que sempre me apoiou, (essa final) é por mim e por eles. E também pela gente, aqui no clube, a gente sabe o que passou, o que tivemos que passar para chegar até aqui. Das margens do rio para a Toca Marília, de 22 anos, começou a jogar bola inspirada pela mãe, Marinilda. Na Vila do Janauacá, Manaquiri, no Amazonas, a atacante morava na beira do rio e, cercada pelos primos, jogar bola era o melhor passatempo. As tardes eram fugindo até da própria mãe para ficar mais tempo na rua, sonhando com o dia que essa seria sua profissão. - Eu sai do interior do Amazonas, sou de um lugar que chama Janauacá, muito pequeno. Tem umas 200 pessoas, todo mundo se conhece. Jogava ali com meus primos, todo dia futebol, minha mãe ia me buscar também porque não queria voltar para casa cedo. Eu tinha um sonho de jogar profissional, mas para mim era muito distante, pelo fato de morar no interior. Manaquiri fica a mais de 150km de distância de Manaus, capital do Amazonas. Com a casa cercada por um rio, vivendo uma vida longe do luxo e da agitação, Marília contou com o acaso para começar a trilhar o caminho que, no fim, a levaria ao Cruzeiro. - Tive uma oportunidade de fazer uma peneira no Iranduba, fui só para acompanhar uma amiga, e eles pediram para eu participar do treino, participei e passei. Assim eu joguei o Brasileirão Sub-18 e, desde então, deu tudo certo. Do Iranduba para o 3B, também do Amazonas, até a Toca da Raposa, foram três temporadas de distância. Um casamento que foi difícil e desafiador para a menina de família humilde e cidade pacata. - Cheguei em 2021, mas nem queria vim. Tinha muito medo de sair de casa, mas criei coragem e vim aproveitar essa oportunidade de jogar no Cruzeiro. Eu tinha muito medo de sair de perto da minha família, então meus pais me motivaram a vim. Ele sabiam que era um sonho meu ser jogadora de futebol profissional. Criei coragem e vim. "Fiquei chorando um mês querendo voltar para a minha casa, mas estou aqui até hoje." Quando chegou ao Cruzeiro, as dificuldades não cessaram. Em uma realidade diferente, o time feminino também sentia a crise que cercava o clube. Com pouco apoio, Marília resistiu às condições ruins de treino e jogo. - A gente treinava em Betim, em um campo horrível, chovia e a gente tinha que pegar o rodo para tirar água do campo para conseguir treinar. Eu cheguei, sempre fui tímida para criar amizade, demorei para conseguir criar intimidade com as pessoas. Eu ficava muito sozinha, no meu cantinho, mas fui perdendo a timidez. A Marília de 2021, para a de 2025 melhorou muito, em campo, pessoal, é tudo diferente. "No começo foi difícil, mas fui me adaptando rápido a cidade, ao Cruzeiro. Tenho um carinho enorme pelo Cruzeiro, e isso faz eu me motivar. (Me apeguei) ao sonho de ser jogadora de futebol. Sai lá do interior para conseguir meu sonho. Me apeguei muito a isso." Com as quatro filhas e um filho para cuidar, e ainda cultivar o sonho das mais novas que também desejavam a carreira de jogadoras, a mãe de Marília teve medo, mas nada a impediu de apoiar a filha. Para a atacante, os pais passaram por cima do medo para também se realizarem junto com a filha. - (Receio) sempre tem. Eles não conheciam direito, mas sempre me apoiaram em tudo e isso me motivou mais ainda. Prestes a completar 100 jogos com a camisa o Cruzeiro, Marília é símbolo da história das Cabulosas. Brigou contra o rebaixamento em 2021, viu o time virar SAF no ano seguinte, acompanhou o Cruzeiro na primeira quartas de final da história do clube, em 2023, e fez o gol que garantiu o time na final deste ano. Com lágrimas nos olhos, a dona de 36 gols pela Raposa, conta como foi marcar o gol mais importante da história do time e como a família caminha com ela, mesmo distante. - O choro também é porque queria que minha família estivesse aqui comigo, tentei trazer eles, mas não consegui. Minha mãe me ligou no fim do jogo (contra o Palmeiras), me parabenizou, disse que sentia por não poder estar aqui, mas eu entendo ela e sei que de lá, estão torcendo por mim. O quanto que eles torcem por mim, desde o começo, motivaram sempre. Agora, estou na final, fazendo a felicidade deles. É muito importante para mim. Assista: tudo sobre o Cruzeiro no ge, na Globo e no Sportv
Amazonense Marília, do Cruzeiro, é convocada para Seleção Brasileira — Foto: Alê Torres/CBf - Fonte: https://s2-ge.glbimg.com/Onpu9kDQVxUw-5g-WRoWRavk2CY=/0x0:1059x696/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2024/Y/S/mNcPCYSke3sXEeTbBD1g/whatsapp-image-2024-10-20-at-17.54.24.jpeg
Marília no Iranduba — Foto: Iranduba/divulgação - Fonte: https://s2-ge.glbimg.com/03dx0QLNfNGueyqlbmg6WCBxLYk=/0x0:1080x1059/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2025/k/U/WLW0K7RsaFLvFMYnPAhg/whatsapp-image-2025-09-05-at-17.59.43.jpeg
Marília acompanhada da família — Foto: Arquivo pessoal - Fonte: https://s2-ge.glbimg.com/hVbl_szntrfxGGnk5st3KB5UZqs=/0x0:1079x1112/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2025/B/9/cuirMhQBSlThUpPasJVw/whatsapp-image-2025-09-05-at-17.58.48.jpeg



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