O clima no Cruzeiro ficou tenso após a derrota para o Santos por 2 a 1, no domingo (10 de agosto), no Mineirão, pelo Campeonato Brasileiro. O auxiliar técnico de Leonardo Jardim, Diogo Dias, usou as redes sociais para manifestar forte indignação contra a arbitragem, acusando a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de comprometer a lisura da competição. Segundo o português, o episódio mais recente que motivou sua revolta ocorreu aos 19 minutos do segundo tempo. Na jogada, Matheus Pereira desarmou Zé Rafael na intermediária, dando início ao lance que resultou no gol de Kaio Jorge. A equipe celeste chegou a virar o placar, mas, após revisão do VAR comandado por Paulo Renato da Silva Moreira, o árbitro Wilton Pereira Sampaio anulou o gol, alegando falta na origem da jogada. "Fala-se em campeonato competitivo, mas a única coisa que semana após semana se repete são os erros incompreensíveis. CBF, vamos tentar instruir os senhores do apito, vamos colocar gente profissional sem interesses na sala do VAR. Não queiram ser os protagonistas, sejam apenas competentes", afirmou o auxiliar.
Diogo também listou outros jogos em que, segundo ele, decisões equivocadas prejudicaram o Cruzeiro: Internacional x Cruzeiro, Cruzeiro x Atlético, Vitória x Cruzeiro e Cruzeiro x Santos. Ele reforçou que, nessas partidas, escolhas da arbitragem teriam favorecido "interesses maiores" em detrimento do desempenho do time mineiro. "Em todos esses jogos foram tomadas decisões sempre com o intuito de prejudicar o Cruzeiro. Convido-vos a rever. Já chega! Respeitem o Cruzeiro. São 104 anos de história", completou.
O clube, por sua vez, não ficou apenas no discurso. A diretoria pretende enviar um ofício formal à CBF para contestar as decisões do último confronto. Além disso, dirigentes vão comparecer à sede da entidade nesta terça-feira (12 de agosto), no Rio de Janeiro, para acompanhar o sorteio das quartas de final da Copa do Brasil e, ao mesmo tempo, expressar pessoalmente a insatisfação com a arbitragem escalada para o duelo diante do Santos.
Essa postura demonstra que, além das queixas públicas, a cúpula celeste busca ações institucionais para tentar evitar que novos episódios semelhantes se repitam no restante da temporada. Entretanto, o embate com a CBF promete se prolongar, já que a entidade não costuma se manifestar de forma imediata sobre declarações críticas de técnicos ou auxiliares. O episódio, portanto, insere-se em um cenário mais amplo de contestação à qualidade da arbitragem nacional, que, conforme os discursos de atletas e comissões técnicas, ainda carece de maior profissionalização e transparência nos processos de revisão de lances decisivos.



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