Depois de Palmeiras, Flamengo, Fluminense e Botafogo ficarem sob os holofotes no Mundial de Clubes, o retorno do Brasileirão evidenciou a força do Cruzeiro, cuja retomada do protagonismo no futebol nacional acontece após correção de rota da diretoria com a contratação do técnico português Leonardo Jardim, culminando na imponente goleada por 4 a 1 diante do Grêmio no Mineirão.
O Cruzeiro está na segunda posição com os mesmos 27 pontos do Flamengo — que tem um jogo a menos — e pode voltar à liderança do Brasileirão depois de 11 anos nesta semana. A equipe mineira torce por um tropeço do rubro-negro carioca contra o Santos, na Vila Belmiro, na quarta-feira, e vai buscar uma vitória diante do Fluminense, brasileiro com a melhor participação no Mundial, no dia seguinte, no Maracanã.
Voltar à ponta da tabela de classificação era um objetivo distante para o Cruzeiro há pouco tempo. O time se acostumou a ficar no meio da tabela durante o processo de reconstrução após três anos consecutivos na Série B.
A venda da SAF do clube à Ronaldo Fenômeno trouxe a esperança de dias melhores, mas é com Pedro Lourenço como acionista que o torcedor cruzeirense consegue sonhar com voos mais altos. Com um perfil mais arrojado do que o antecessor, Pedro Lourenço não faz questão de esconder o lado torcedor quando o assunto é o Cruzeiro.
"Neste momento nós temos os nossos objetivos bem definidos. Como já falei, não podemos criar expectativas que o Cruzeiro foi feito para ser campeão. O Cruzeiro foi feito para ser competitivo e chegar à Libertadores. Este é o grande objetivo proposto pelo clube", comentou o treinador após a goleada no Mineirão.
Antes de o Cruzeiro disparar no Brasileirão, Jardim precisou gerir crises no elenco. O treinador barrou Dudu do time titular e viu o atleta reclamar publicamente.
Dudu foi levado ao Cruzeiro pelo CEO Alexandre Mattos, com quem trabalhou no Palmeiras e insistiu na contratação do atacante de 33 anos. O dirigente perdeu prestígio após a saída do jogador para o rival Atlético-MG. Ao mesmo tempo, Leonardo Jardim passou a ser mais participativo em outros setores do futebol cruzeirense. Sem espaço, Mattos aceitou o convite do Santos.
"Cada jogo do Campeonato (Brasileiro) e da Copa do Brasil têm que ser nossas finais. Temos que dar tudo", cravou o treinador.



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